2 anos de #ClubeDoLivroGWS!!

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

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Quem diria que esse clube iria render esse tempo todo! A ~fundadora dele é a Carol Guido, que tocava o blog aqui com a gente. Ela é super fã de livros e leitora assídua, mas estava naquele período que a gente abandona bons hábitos, como ler e resolveu criar o clube como uma forma de incentivo. E funcionou! Ela tocou tudo por um ano.

Depois, ela se mudou pra Londres com o Gus e acabou precisando de ajuda na moderação, já que eu e Nuta não íamos dar conta! Eis que a gente convidou a Laíza, que tem tocado o grupo no facebook, estimulando vocês, fazendo as enquetes pra escolher as próximas leituras e os posts da tag aqui no blog.

É muito legal que o clube não só está firme e forte, como em constante crescimento! Todo dia tem gente solicitando entrar no grupo! \o/ A gente agradece por vocês participarem e convida quem ainda não conhece a entrar nessa com a gente! De uns tempos pra cá, temos priorizado autoras e temas mais feministas, mas isso não é regra! Foi um ano enriquecedor, com certeza, né?

Nestes dois anos, muitos títulos legais já foram lidos. Você pode conferir tudo que rolou no primeiro ano de #ClubeDoLivroGWS e aqui abaixo, vou colocar todos os livros que lemos nesse segundo ano! E que venham mais!

 

♥ Americanah,  Chimamanda Ngozi Adichie

“Lagos, anos 1990. Enquanto Ifemelu e Obinze vivem o idilio do primeiro amor, a Nigéria enfrenta tempos sombrios sob um governo militar. Em busca de alternativas as universidades nacionais, paralisadas por sucessivas greves, a jovem Ifemelu muda-se para os Estados Unidos. Ao mesmo tempo que se destaca no meio acadêmico, ela depara pela primeira vez com a questão racial e com as agruras da vida de imigrante, mulher e negra. Quinze anos mais tarde, Ifemelu e uma blogueira aclamada nos Estados Unidos, mas o tempo e o sucesso não atenuaram o apego a sua terra natal, tampouco anularam sua ligação com Obinze. Quando ela volta para a Nigéria, terá de encontrar seu lugar num país muito diferente do que deixou e na vida de seu companheiro de adolescência. Principal autora nigeriana de sua geração e uma das mais destacadas da cena literária internacional, Chimamanda Ngozi Adichie parte de uma historia de amor para debater questões prementes e universais como imigração, preconceito racial e desigualdade de gênero. Bem-humorado, sagaz e implacável, Americanah é, além de seu romance mais arrebatador, um épico contemporâneo.”

♥ A mágica da Arrumação, Marie Kondo

“A mágica da arrumação” questiona nossa relação com os objetos, porque os guardamos e como fazer disso uma maneira de não apenas colocar a casa em ordem, mas nossa própria vida. É isso tudo mesmo! E se você não leva muita fé, olha quem já leu e recomenda: https://www.youtube.com/watch?v=4rsbdneF-zA

♥ Fahrenheit 451, Ray Bradbury

“A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.”

♥ Quarenta dias, Maria Valéria Rezende

“A escrita de Maria Valéria é super ágil, parece que tudo foi feito de uma vez, sem voltar uma página para conferir o que saiu. A história de como Alice vai parar em Porto Alegre e o que acontece depois é narrada num caderno escolar da Barbie, que vira a confidente deste desabafo tão pungente de uma mãe que, de repente, se vê constrangida pela filha, colocada contra a parede e coagida a abdicar de sua vida.”

♥ Quarto, Emma Donogue

O livro, narrado por Jack, foi meio que inspirado no caso Fritzl. Para quem não se lembra (e para encurtar a história), em 2008, na Áustria, foi descoberto que Josef Fritzl tinha sequestrado, estuprado e mantido em cativeiro a própria filha, Elizabeth, num bunker construído sob a casa em que viviam. Ela teve um filho antes de Jack, que morreu por falta de assistência médica e foi enterrado no quintal da casa. A fuga dos dois também passa por um hospital. Mas, no livro de Emma Donoghue, Mãe e Jack simulam uma doença para que o Velho Nick (sequestrador) leve o menino para o Lá Fora. Uma boa parte do livro é dedicada a mostrar como é a vida da Mãe e de Jack após saírem do Quarto. Essa perspectiva é bastante perturbadora, porque todo o mundo e a vida de Jack se resumiam àquele cubículo. Sair do Quarto parece mais traumático para Jack do que ser libertado. Afinal, ele não conhecia o Lá Fora.”

♥ Contos de Mentira, Luisa Geisler

“São pequenas histórias densas, que retratam o ser humano sozinho, acompanhado de sua incompletude”. Contos de mentira reúne dezessete textos, alguns sobre pequenas mentiras metafóricas, outros sobre pessoas que vivem uma existência de mentira. Histórias que falam de sentimentos humanos antiquíssimos. “Li uma reportagem sobre o assunto que me chamou atenção. Segundo o texto, a mentira mais falada era ‘está tudo bem’, ‘não tem nada de errado comigo’. Achei interessante. São coisas tão humanas, que não sentimos como mentiras. Veio então a ideia de fazer um livro sobre essas mentiras simples, que têm um significado muito humano”, conta Luisa. São breves histórias com ares de curtas cinematográficos, cheias de desafios e determinação. Não se trata aqui de narrativas convencionais, com princípio, meio e fim. Cada história começa no meio da história ou em um ponto qualquer do seu percurso, sem que nenhum fato marcante nos diga: neste ponto tudo teve início. Cabe ao leitor embarcar neste trem em movimento. A viagem vale a pena.”

Volto semana que vem, Maria Pilla

“Pessoalmente, achei que o livro fosse mais pesado. Os relatos curtos são divididos por ano e local, sem ordem cronológica, sem entrar na crueldade dos detalhes. Ao contrário, percebi que ela se ateve, em vários trechos, a momentos bastante sensíveis, como a rabanada das presas e a reconciliação com a mãe. Diria que, se um militante pudesse manter um diário, seria bem parecido com a obra de Pilla, que conta, em menos de cem páginas, momentos de toda sua vida antes, durante e depois da ditadura: a infância em Porto Alegre, a prisão em Buenos Aires, o exílio em Paris.”

♥ Por favor, Cuide da Mamãe, Kyung-sook Shin

“Por favor, cuide da Mamãe conta a história de Park So-nyo. Moradora de uma aldeia no interior da Coreia do Sul e mãe de cinco filhos já crescidos, ela desaparece ao chegar a Seul para visitá-los. Como fez a vida toda, o marido, com quem Park é casada há mais de 50 anos, simplesmente supôs que a esposa o seguia e a deixou para trás numa estação de metrô. Essa é a última vez que Park é vista.
Enquanto a procuram pelas ruas da cidade, o marido e os filhos relembram a vida de Park So-nyo e repassam mentalmente tudo o que não disseram a ela. Por meio de suas vozes, começamos a entender os desejos, as dores e os segredos de uma mulher que ninguém nunca conheceu de verdade. E, à medida que o mistério do seu desaparecimento se desenrola, deparamos com um enigma ainda maior, comum a todas as mães e filhos: como o carinho, a exasperação, a esperança e a culpa somam-se para dar origem ao amor.
Terno, redentor e belamente escrito, Por favor, cuide da Mamãe reconecta o leitor à própria história e a seus sentimentos mais profundos. Ao mesmo tempo um retrato da Coreia do Sul contemporânea e uma história universal sobre família e amor.”

♥ Um, Dois e Já, Inés Bortagaray

“Primeiro livro da uruguaia Inés Bortagaray no Brasil, Um, dois e já é uma delicada ode às memórias afetivas. Na novela, a história é narrada em primeira pessoa por uma menina que conta a viagem de verão da família até um balneário uruguaio, dentro de um carro apertado, no início dos anos 80. A voz da narradora, ora lírica, ora jovial, mas nunca infantilizada, descortina a paisagem plana e melancólica do Uruguai, e revela a dinâmica familiar, na qual ela ocupa a peculiar e determinante posição de irmã do meio. Num relato repleto de humor e ironia, aparecem as disputas, as estratégias, alianças e brigas pelo lugar na janela e pela atenção paterna. Nos momentos de silêncio, ela cria histórias mentais, faz digressões, analisa os gestos do pai e da mãe, e pensa nas pequenas perdas da vida.”

♥ Hoje é o Último Dia do Resto da Sua Vida, Ulli Lust

“Sempre ensinaram a nós, mulheres, que o mundo era um lugar a ser temido. Disse bem: ERA! Nosso lugar também é na estrada – se assim desejarmos! Por isso, vamos ler “Hoje é o último dia do resto da sua vida”, da austríaca Ulli Lust, que conta a história vivida por ela na adolescência ao viajar com uma amiga até a Itália sem um centavo no bolso. Lançado em 2015 pela WMF Martins Fontes, é um super quadrinho com mais de 400 páginas!”

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