10 Coisas: Jade Miranda

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Jade Miranda é a nossa garota 10 coisas da vez! A gente se arrisca a dizer que é a carioca, taurina de 18 anos é a  mais rock’n’roll que já passou pela tag até hoje.

Ela é estudante de História e faz  estágio na Biblioteca Nacional. Depois de formada Jade  pretendo fazer pós em Filosofia… na Alemanha! A gente também tá achando que  é a mais intelectual que já passou por aqui, hein?

Jade ama música e seu estilo (e suas escolhas das 10 coisas) refletem isso. “Sinto que a música corre em minhas veias, é mais forte que eu. Quando não estou ouvindo, estou pensando, falando ou lendo sobre.” 

Então, vamos ao que interessa? Confere com a gente as 10 coisas e os looks da Jade Miranda!

De dia:

 

De noite:

10 coisas:

 – I prefer the drummer

“Eu ganhei essas baquetas de um amigo que é um dos meus bateristas favoritos. Eu amo bateria e estou fazendo aulas no CMB.”

– Ticket to ride

“O que mais gosto de fazer (depois de tocar bateria, claro!) é ir em shows. Gosto de guardar os ingressos porque me lembram o quanto eu sou sortuda de ter conhecido alguns dos meus ídolos.”

Play it! 

“Compro muito dvd’s de rock. Documentários, shows… adoro.”

Read it!

“Sou estudante de história e ler obviamente ocupa a maior parte do meu tempo. Adoro aprender! Tenho mesmo sede de conhecimento hahaha”

 

– This storm that’s broken me. My only friend

“Essa camisa era de um amigo meu que morreu tem dois anos. Fiquei de devolver e nunca devolvia, e acabou sendo uma recordação dele. É minha camisa favorita.”

 

–  Hey Joe.

“O Jimi Hendrix é meu guitarrista favorito e minha eterna crush! Se ele tivesse vivo, iria até marte pra conhecê-lo hahaha”

 

Catching dreams.

“Adoro o significado do apanhador de sonhos. Esse eu ganhei de um amigo americano e ele comprou com os nativos de lá.”

– Talkin’ Bout my generation!

” The Who é minha banda favorita de todos os tempos! Ganhei essa caneca de uma amiga.”

iPad

“O iPad é perfeito pra quem gosta de ler. Você pode carregar vários livros com você.”

– Niemand versteht Deutsch

“Adoro fazer diário de viagem! Escrever o que aconteceu, colar fotos, guardar lembranças da viagem como ingressos de museu ou uma besteirinha de algum lugar. Esse é meu diário da Alemanha… tenho muitas lembranças boas de lá!”

Onde achar a Jade:

twitter: @rocknredemption

Instagram: @jademiranda_

Curtiu o 10 Coisas? Pra ver todas as garotas que já passaram pela tag é só clicar aqui!

*Fotos Carol Guido


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The Bling Ring: A história real (e um pouco do filme)

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Atire a primeira pedra quem não está morrendo de ansiedade pela estreia do filme The Bling Ring! Os motivos são muitos. Primeiro é um filme da diretora Sofia Coppola, que entre erros (Encontros e Desencontros) e acertos (Virgens Suicidas, Maria Antonieta) faz filmes sempre imperdíveis. Primeiro porque esteticamente falando são lindos, depois ela sempre, sempre acerta na trilha sonora e por último, bem, por último às vezes saem histórias bem boas.

No caso de The Bling Ring, a gente já sabe que a trilha sonora será incrível. Além de Azealia Banks o filme tem como música tema Crown on the Ground da banda Sleigh bells. Eles já chamaram minha atenção beeem antes de The Bling Ring, lá em meados de 2011 (e eu escrevi um post sobre eles), depois de ouvir a banda nos seriados Gossip Girl e Skins.

O estilo da vocalista Alexis Krauss também merece destaque. Se você não leu o post e ainda não ouviu Sleigh bells, dá o play aí agora!

http://youtu.be/3z8ppcFGPlY

Além de todos esses motivos a gente tem o bônus de ver mais uma vez Emma Watson bem longe da sua personagem mais famosa, Hermione Granger da saga Harry Potter.

Mas além desses motivos hollywoodianos, por que tanta expectativa em torno do filme The Bling Ring? Pra quem não sabe a história é real e aconteceu lá em meados de 2008, 2009. Nessa época um grupo de amigos adolescentes da Califórnia decidiram literalmente, tocar o terror. Foi quando Diana Tamayo, Jonathan Ajar, Alexis Neirs, Nick Prugo, Courtney Ames e Roy Lopez começaram a invadir festas exclusivas dos ricos &  famosos e começaram também a invadir e assaltar as casas das personalidades de Hollywood.

No total, suas atividades resultaram no roubo de cerca de US $3 milhões em dinheiro e pertences, a maior parte de Paris Hilton. A casa da, pra mim eterna diva/estrela de Simple Life, foi assaltada várias vezes. Mas a lista é grande. Eles invadiram e roubaram a casa de personalidades como: Rachel Bilson, Orlando Bloom e Lindsay Lohan… e a lista vai.

O interessante é ouvir a versão do grupo e da polícia para o caso. Para o investigador Brett Goodkin e para o jornalista Nancy Joe Sales que acompanhou o caso desde o início, os adolescentes com boa educação, escola e sim, dinheiro no bolso, queriam apenas fama, dinheiro fácil e alimentar uma obsessão por celebridades que todos os envolvidos pareciam ter.

Mas isso não é bem o que conta os envolvidos.  Alexis Neiers (inspiração para o papel de Emma Watson) um dos membros da gangue original que ganhou mais destaque depois que foram presos, disse em uma entrevista que não pretende assistir The Bling Ring (a gente duvida que ela vai resistir): Sofia Copolla se preocupou mais com o que Brett Goodkin e Nancy Joe Sales tinham a dizer. Duas pessoas que são tudo o que nos acusam de ser: obcecados pelo status de celebridades, caçadores de fama e dinheiro.” UI!

Para os membros da gangue o que eles buscavam nas invasões e assaltos era algo bem mais transgressor. “A nossa ideia era mostrar como esse universo que não pode ser tocado, que é tão superior a nós, meros mortais, é frágil e facilmente bagunçado. Acho que conseguimos dar o recado para quem tinha a cabeça pra entender.”

Bom, a verdade foi que depois que saiu da prisão, Alexis ganhou um reality pra chamar de seu. Em março de 2010 estreou na E! Pretty Wild que mostrava a vida de Alexis, sua irmãs Tess Taylor, Gabby Neiers e a mãe ex coelha da playboy, Andrea Arlington. Divido com vocês, alguns momentos históricos do reality.

Verdade ou não, foi um marco. No auge do culto das celebridades, dos reality shows, das fashionistas, das ugg boots, do Boho chic um grupo de adolescentes roubando Louis Vuitton da Paris Hilton.

Com todo respeito? Merecia mesmo um filme. The Bling Ring tem estreia mundial no dia 14 de junho!


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T-shirts: amor eterno (e você pode ganhar uma!)

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

Já tá cansada de posts sobre camisetas cool? Espero que não, por que se tem uma coisa que não deveria cansar nunca são elas, as boas e nem sempre velhas, t-shirts. Ainda mais quando ainda dá para ganhar uma.

Já fizemos um Guia de Compras de T-shirts aqui o GWS, mas depois de receber algumas camisetas da Use Huck e da God Rocks em casa, resolvemos dar uma atualizada na lista de recomendações.

A Use Huck é sim do apresentador que tá todo sábado na TV da sala fazedo as nossas avós (cof cof) chorarem vendo Lata Velha e Lar Doce Lar (hehehe). Anyway, as tees da marca dele são bem legais, com uma malha super boa de usar e tem estampas lindas. Confesso que tinha um mega preconceito (vergonha de mim) e achava que só ia encontrar camisetas meio óbvias na Use Huck. Mas bem feito pra mim, vi que tava muito enganada. As estampas são iradas. O único ponto de atenção para quem quiser comprar é: dê uma olhada o site, no guia de medidas da tee que você está comprando. A modelagem é pequena.

A God Rocks foi uma grata surpresa. A Paula, dona da marca, me procurou para apresentar a proposta deles, que chamou atenção de cara. A God Rocks é uma marca cristã de t-shirts cool. Mesmo não tendo religião achei a ideia sensacional. Primeiro por que não são todas as camisetas que seguem a linha cristã, ou seja, vocês que não são religiosas como eu, ou que tem uma crença diferente da dela, vão encontrar blusas muito lindas por lá, com preço justo e malha muito boa. Segundo por que  ela desmistificou a imagem de religião ser algo careta, enxergou um nicho super carente. (Achei tão inteligente que estou fazendo um post sobre empreendedorismo e vou falar da God Rocks. Me aguardem.)

Agora chegou a hora de vocês conhecerem de perto as duas marcas. Temos 5 para sortear por aqui, 2 da Use Huck e 3 da God Rocks. Olha que lindezas:

#Comofaz

Para concorrer a uma destas é só comentar aqui no post qual você gostaria de ganhar e qual peça do seu armário que vai ficar linda com ela.

A gente vai escolher as 5 ganhadoras e dia 09/05 vamos divulgar aqui no post, no nosso facebook e twitter. Segue lá!

#E as vencedoras são! (ATUALIZADO em 24/05)

É o bond – Nathalia do Vale

Gato diamante – Lara Ferreira

Chanel a la Bowie – Thamires Vasconcelos

Regata cruz amarela – Nathalia Araujo

Regata cruz branca – Priscilla Panizzon

Meninas, entrem em contato pelo email: gws@girlswithstyle.com.br com o assunto: “promo t-shirts” enviando nome e endereço completo.


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Estive pensando sobre… ex namorados.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Pois é, eu estive mesmo. Estive pensando no que aprendi, no que vivi e como cada um deles me construiu. Na verdade, tô plagiando minha eterna psicóloga, Alanis Morissette. Ela sempre me estimulou a pensar na vida, a analisar aprendizados. E um belo dia eu estava aqui no meu quarto e meu shuffle me presenteia com Unsent. Um música que ela escreveu sobre e para todos os seus ex namorados.

Devo admitir que a lista dela é bem maior que a minha, mas junto com a música eu comecei a pensar o que eu falaria pra eles, o que eles representaram pra mim.

E eu fiz pequenas cartas mentais para cada um dos quatro. Antes de escrever o post eu também estava mexendo em diários antigos, e achei trechos de músicas que na época eu achava que tinha a ver com o que eu sentia. Substitui as colagens por essas músicas, que me levam totalmente a eles e talvez nem eles saibam disso.

 

Meu primeiro amor.

Meu primeiro namorado foi meu primeiro grande amor. Eu tinha 14 anos e pode parecer coisa de filme cliché, mas eu era completamente inocente. E pode parecer mais cliché ainda, mas vivemos aquele amor de filme. Era meio proíbido, meio escondido, pra algumas pessoas talvez meio errado. Até o jeito que a gente se conheceu foi meio coisa de filme. Ele me mostrou coisas da vida que eu nunca tinha visto, me ensinou a pensar diferente, ele me ensinou a pensar.

E eu  amei demais. Amei com toda força e dedicação que só uma garota de 14 anos consegue amar. Foi, é, e sempre será uma das pessoas mais importantes da minha vida, meu eterno amor, que guardo em um lugar especial no coração de onde ninguém nunca vai tirar. Ele foi meu primeiro tudo e eu não consigo imaginar ter compartilhado e vivido tudo que vivemos com outra pessoa. Foi uma das experiências mais intensas que vivi.

A gente sempre soube que ia acabar. Não tinha pra onde ir, mesmo assim a gente fez planos de fugir, planos de morar juntos.

Mas tudo que vivemos tinha que ficar em um lugar puro, seguro, longe da realidade da vida adulta e assim ficou. Tudo que vivemos em quatro anos guardado em caixinhas com mil cartas terminava ali, com meus 18 anos.

Obrigada por me fazer crescer e construir o mundo com meus próprios olhos. Obrigada por me ensinar a pegar ônibus. Obrigada por ter me dado o presente de fazer parte da minha história.

O razões erradas.

Meu segundo namorado devo admitir, não tinha muito sentimento ali. Eu tinha 18 anos, estava vendo meu primeiro amor apaixonadinho por outra e estava sofrendo pelo que abalava as minhas estruturas (vocês ainda não o conhecem, mas ele já tinha entrado na história.) Mas foi com ele que aprendi mesmo que o amor não é sempre uma via de mão dupla, que relacionamentos fodem a cabeça das pessoas e como por causa de tudo isso, podemos nos tornar pessoas bem diferentes do que a gente imaginava.

A gente se conheceu em um trabalho e ele era “carne nova” no pedaço (gente, quantos anos eu tenho, 60?) e todo mundo começou a botar pilha pra eu ficar com ele. Ok, pilha colocada, pilha aceita, a gente ficou. E ficou de novo, e foi ficando… e quando eu percebi ele me pediu em namoro. E eu pensei, ah, por que não, tô aqui sem fazer nada… e namorei.

Namorei pela minha auto estima, namorei porque queria namorar antes do meu primeiro amor, namorei porque queria esquecer o que abalava minhas estruturas. Namorei por todas as razões erradas.

E ele era aquele tipo que estava namorando porque estava apaixonado. E ele me mandava cartas, me fazia surpresas e comprou até cd’s do Oasis pra ver se ele começava a gostar. Ele estava muito envolvido e eu não.

E então o que abalava as minhas estruturas entrou na minha vida pra valer, e eu sem pensar duas vezes deixei ele de lado, sem muita dó. E ali eu quebrei um coração, e com certeza naquele momento transformei um garoto legal que acreditava no amor em um garoto com no mínimo um pouco mais de pé atrás.

Quando você sai de um relacionamento e os dois sofrem tudo parece justo, mas com ele nada parecia. E esse sentimento de culpa eu vou carregar pra sempre.

Ele chorou, ele ligou pra minha mãe, ele teve o coração quebrado. E eu não. Mas ele aprendeu comigo a dura lição dos jogos do amor. E eu também aprendi com ele até onde um coração quebrado pode ir.

Eu aprendi com ele a respeitar bem mais o sentimento do outro, e eu peço desculpas por ter aprendido do jeito difícil.

O que abalava minhas estruturas.

Eu conheci meu terceiro namorado aos 16 anos. E sim, foi paixão a primeira vista. E sim, eu ainda estava junto do meu primeiro namorado. Mas essas coisas, a gente não entende muito bem porque acontecem.

Era primeiro dia de aula na minha escola nova. E como em todo primeiro dia de aula eu cheguei mais cedo pra sentar lá atrás e observar. A sala já estava cheia, o sinal já tinha tocado e o professor já estava em sala. E ele entrou. E meu coração literalmente, disparou e ali seria o início do relacionamento que mais abalou meus outros relacionamentos, minha vida e minha auto-estima até hoje.

Eu contei do tal garoto do colégio pro meu namorado. E ele também estava em uma época com outros interesses então decidimos continuar juntos, mas a gente podia sair com outras pessoas.

Então, eu sai, eu sai com o garoto da escola que abalava minhas estruturas e eu me apaixonei por ele. Mas ele não se apaixonou por mim. Ele estava mais afim da minha melhor amiga do colégio, que era loira, alta e gostosona. Todos os garotos estavam afim dela e por sorte deles, ela estava afim de todos.

E eles ficaram na minha frente na escola dois dias depois que eu e ele tínhamos ido ao shopping juntos. E meu coração se partiu em pedaços. Eu tinha 16 anos e foi o primeiro golpe dele na minha auto estima. Ele me dizia: “Você é a garota mais incrível que eu já conheci.” E saindo com outra, nada daquilo fazia sentido.

Bom, eles começaram a namorar e eu virei “melhor amiga do casal.” Não por muito tempo. Eu saí do colégio, mas eles não saíram da minha vida. Sempre ligavam, queriam me encontrar, já até bateram na porta da minha casa, mas eu fugi deles. Fugi por dois anos quando pra comemorar meu aniversário de 19 anos eu resolvi convidar todo mundo que já tinha passado na minha vida.

Eu estava em uma fase boa, feliz, namorando o garoto que levantava minha auto estima e não abalava meu coração e queria celebrar tudo isso.

Então liguei pra ela, e descobri que eles não estavam mais juntos. Então liguei pra ele e ele reconheceu minha voz, dois anos depois. Ele me chamou pra sair, e eu menti pro meu namorado e fui. E foi paixão a segunda vista. Só que dessa vez, era diferente, você percebia nos olhos dele que ele sentia o mesmo.

E dali em diante, a gente não se desgrudou mais. Eu amava ele loucamente. Tudo, cada coisinha. O jeito, a forma que ele segurava o cigarro, como ele falava, o cabelo, como ele me tratava e amava até as neuroses e manias de perseguição que ele tinha.

Eu poderia ter amado ele pra sempre, mas a vida tem dessas coisas. Foram seis anos juntos. E apesar de me sentir muito amada, eu me sentia insegura.

Tínhamos longas conversas sobre problemas que passávamos, sobre o que queríamos do futuro e quase sempre o problema parecia que era pela fato de eu não ser boa o suficiente. Hoje eu vejo que o amor me cegou. Ele foi o cara mais inseguro que conheci na vida, e acho que no fundo, ele queria que eu me sentisse igual.

E assim de pouquinho em pouquinho ele foi me transformando em uma pessoa sem muitas certezas, sem muito amor próprio. Tudo que ele colocou abaixo, levei tempo pra construir de novo. Na verdade, não construí ainda. Depois de tudo que a gente passou ele me fez ver o amor de forma diferente, diferente de tudo que eu acreditava até então.

Ele me fez ver, na realidade, que o amor não é tudo. A gente precisa de bem mais que isso pra fazer dar certo. Ele quebrou meu conto de fadas da Disney.

O desgaste emocional desnecessário, não! O necessário.

Depois que terminei e realmente tirei da minha existência o que abalava as minhas estruturas eu tive o período mais WILD da minha vida. Eu conto um pouco sobre essa fase em outro estive pensando, o sobre experimentar coisas novas. Foram três anos que eu nem cogitava namorar, conhecer alguém pra ficar sério. Na verdade foi um período que eu nem acreditava mais nisso. Eu só acreditava em sexo, drogas e rock’nroll. Cliché de revoltadinha? pode ser, mas é a pura verdade.

Mas no fundo (nem tão no fundo) eu sempre fui uma garota romântica. Lá, pré e durante o período do garoto que abalava minhas estruturas eu sempre sonhei em casar cedo, ter meus filhos e a simple kind of life. E no final do ano passado eu comecei a sentir falta de sentir isso de novo. A única certeza que eu tinha é que viveria isso de uma forma muito mais racional. Sem grandes abalos emocionais, sem muita entrega.

Foi quando eu conheci meu ex namorado.Conheci ele na night, ficamos e eu achei que nunca mais iria ver ele na vida. Ele me mandou mensagens no facebook que fui receber meses depois (quer dizer, eu recebi, mas até então não sabia da existência da opção “outras mensagens” no inbox do facebook) e um dia fazendo a limpa no meu iPhone vejo um número anotado como “mothafucka” . Depois de passar alguns minutos olhando aquele número sem fazer a MENOR ideia do que se tratava falei com o tal “mothafucka” que me fez lembrar de todo o ocorrido.

Ele parecia um garoto interessante, eu estava aberta e achei que seria legal dar uma chance de conhecer alguém. E ele parecia interessado. Sem curtir Oasis, ele surgiu no Oasis day (evento para fãs de Oasis mas não vamos nos estender aqui sobre isso hahaha), sempre me procurava, me encontrava aonde quer eu estivesse, me mandava mensagens fofas na madrugada. No começo eu estava zero interessada nele, mas ele parecia estar disposto a fazer tudo pra me conquistar e quebrar o gelo que estava em mim por três anos. Achei perfeito. Tudo caminhava de acordo com o plano “um relacionamento mais racional do que emocional”.

Lembro do dia que recebi uma mensagem dele dizendo que achava que a gente não deveria ficar mais. Porque ele estava ” tipo apaixonadinho e eu não”. Quando recebi aquela mensagem, parte do meu gelo derreteu e eu pensei em dar uma chance real àquela situação.

A gente foi se conhecendo melhor, se envolvendo mais e ele parecia exatamente o que eu buscava. Me tratava bem, sem grandes rompantes de amor, um garoto bom, semi estruturado financeiramente falando.

Mas não demorou muito pra coisa do “ponto certo” cair para “não desejável”. Não demorou muito pra eu descobrir que ele era do tipo que quer uma coisa quando ela é difícil, sabe? Quando ela vem sofrida, quando você tem que rebolar pra conseguir ela.  Ele é do tipo que curte a batalha e não a calmaria da terra conquistada. Depois que ficamos juntos, ele foi ficando cada vez mais distante. Quanto mais ele me tinha, mais sem graça tudo aquilo parecia pra ele. E o relacionamento mais racional parecia cada dia mais um  friends with benefits (não o filme fofinho, o real significado da coisa mesmo). Sendo que nem amigos nós éramos.

Eu me vi ali, presa em um relacionamento que começou a ficar vazio e sem sentido pra mim. Percebi que apesar dos traumas e da fase era do gelo que durou três anos eu era a mesma. Queria um amor, queria ser amada, queria ser especial pra alguém. E eu não estava recebendo nada daquilo. Foi aí que vi como o desgaste emocional desnecessário foi necessário pra mim.

Eu agradeço a ele por ter me ajudado a me encontrar de novo.

Foi importante pra eu ver que no fundo, sou aquela garota que viveu o primeiro amor. Como diria Carrie Bradshaw: “I’m looking for love. Real love. Ridiculous, inconvenient, consuming, can’t-live-without-each-other love”. E eu não sei quando ele vai chegar, e se ele vai chegar. Mas sou feliz de ainda acreditar.


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