A sociedade e seus padrões de beleza: Sou assim porque quero ou porque necessito?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Pollyana Assumpção:

Ter resolvido fazer uma dieta realmente efetiva em janeiro tem me feito pensar muito sobre como eu me relaciono com meu corpo e como o mundo se relaciona com ele. Eu perdi 10kg em quatro meses e estou com meu peso mais baixo que me lembro em toda minha vida adulta e basicamente o que eu ouço quando encontro as pessoas que não vejo há um tempo é: “como você está linda”. Isso me dá um mix de sentimentos. Eu fico muito feliz, obviamente, foi uma decisão minha emagrecer, mas ao mesmo tempo me deixa triste porque as pessoas que normalmente falam isso são as que tem pouco ou quase zero contato comigo. E eu não consigo deixar de pensar: e se eu estivesse doente? E se eu estivesse com algum problema sério? E se esse emagrecimento repentino nãoaspas-polly-padrao fosse programado? O padrão está tão intoxicado em nossos corpos que nada parece mais importante que isso.

Vou dar um exemplo: Como mulher gorda tenho em meus favoritos do Firefox dezenas de sites voltados pra esse público. Embora muitas pessoas digam que eu estou magra, não acho que eu esteja. Pelo menos não no padrão magro que conhecemos. E por isso ainda me identifico no universo plus size. Ainda penso como gorda, ajo como gorda e tenho meu corpo gordo como referência na minha vida. Estou vestindo 44 o que ainda é considerado grande pros padrões da moda e por causa disso ainda faço meus rolês pelos sites de meninas plus pra ver o que elas andam vestindo, fazendo e divulgando. Já comprei coisas incríveis quando vestia 48 graças a essas indicações e acho muito válido. Mas você já olhou direitinho pras modelos plus size desses sites? Às vezes tenho a impressão que pegaram uma modelo magra e apenas esticaram seu tamanho. Elas não tem celulite ou estrias, não tem dobrinhas, poucas tem barriga mais saliente. Que raios de padrão plus size é esse, minha gente?

Estou enganada ou a moda plus size era pra ser inclusiva e empoderadora? Mas o que vejo são corpos gordos que são apenas grandes mas que em nada se parecem com os corpos gordos que eu conheço. Recentemente o Buzzfeed americano fez uma reportagem: como as roupas plus size vestem as modelos e as mulheres comuns? É exatamente disso que estou falando. A mídia continua tentando nos vender que mesmo gordas, existe um padrão a ser seguido. E o padrão não inclui imperfeições, dobras, furos, barriga grande e marcas em geral.

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Antes de ser ligada a militância feminista sempre fui ligada a militância social. Devo isso a minha trajetória de vida de alguém que era bem pobre e de alguma forma subiu uns degraus na vida e também devo isso a minha formação de historiadora. Não consigo dissociar absolutamente nada que acontece na nossa sociedade de um movimento econômico. E pensando sobre isso não consigo configurar nenhum tipo de empoderamento ligado ao capitalismo. A moda plus size não cresceu tanto na última década porque os donos das lojas são maneiros e acham que as gordas devem ser incluídas. Ela cresceu porque existe público alvo que precisa comprar essas roupas. Assim como compramos tantos produtos de beleza e gastamos tanto dinheiro com nossos corpos para que eles se tornem mais atraentes. Mesmo nossas escolhas livres são recheadas de influência capitalista ou social. A sensação de liberdade é bastante falsa dentro da opressão. Você escolhe se maquiar, depilar, fazer dieta, seguir um padrão porque existe ali um plano pra você se moldar de alguma forma. Nenhuma escolha é livre e toda escolha acontece porque existe uma exigência do capital pra que você seja produtiva de alguma forma dentro dele e para o benefício dele. Por isso sempre reajo tão mal quando alguém diz “mas somos livre pra escolhermos fazer o que quisermos com nossos corpos”. Mas me pergunto: somos mesmo?

Não estou aqui pra dizer que qualquer coisa que qualquer mulher faça com seu corpo é errado, longe de mim. Sou aqui a pessoa que passa o dia contando calorias há quatro meses e que comemora cada quilo perdido. Mas acho que é muito importante ter consciência total de nossos atos e problematizar sobre porque vivemos de certa forma. É importante ter a clareza que empoderamento não é oportunismo e principalmente que se empoderar é aprender a se amar e se colocar em primeiro lugar. É possível viver a margem da sociedade? Honestamente não sei. Eu gostaria de viver a margem? Definitivamente não. Mas acho muito importante pensar com cuidado sobre todas as coisas que nos submetemos nessa vida e pensar: sou assim porque quero ou porque necessito?

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Vídeo: Magic Pot #3 | Especial Sexo!

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

 

Chegou a terceira edição do Magic Pot, este potinho mágico onde guardamos um monte de temas pra sortear na hora e falar tudo que vier na cabeça sobre o assunto.

Mas o Magic Pot de hoje está especial, só sexo!

Pra descobrir os temas que tiramos e nossas opiniões sobre eles tem que dar o play. Vem com a gente que tá quente! hahaha

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E o futuro, que não chega nunca na moda?

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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É só você dar um passeio pelo shopping e observar as vitrines para perceber que nada mudou… As modelagens, as estampas, as referências… tudo está igual a temporada passada. Não, não, pera, tá igual ao ano passado! Analisando bem, tá igual a coleção de três anos atrás…. Ah, tá super inspirado no visual da Nicole Richie em 2005! Na verdade, na verdade, basta entender um pouquinho de moda e história da moda para perceber que a moda atual está se alimentando de tendências de mais de 40 anos atrás. Ok, isso é normal, todo mundo sabe que a moda é cíclica e que a gente sempre vai se inspirar no passado para criar looks atuais. Mas pera aí, cade os looks atuais? Como bem disse minha amiga Ingrid no facebook: “Só o que eu vejo são hippies em todos os lugares e quando não é hippie é boho-hippie, hippie chic, dark hippie, tendência de quimono. Cadê os costumes astronômicos? em 2012 ia ser todo mundo robô?”

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O que eu sempre achei incrível na moda, é a capacidade que ela tem de se renovar. De apresentar novas propostas, estruturas e ideias e perceber as pessoas aos poucos “cedem” a um novo olhar, explorando e usando. Alguém lembra como foi a introdução da calça skinny no mercado? Eu lembro bem. Primeiro, quase ninguém sabia o que era, depois muita gente achava estranho, hoje arrisco a dizer que toda garota (e muitos garotos!) tem uma no armário. Entregar algo novo e ver aquilo se transformando em algo comum no armário das pessoas é a grande magia da moda. Por isso a moda tem que ser corajosa. Tem que acreditar nas suas apostas tem que oferecer a novidade.

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Claro que temos nomes no high fashion tentando mostrar o novo, como Gareth Pugh, Sally LaPointe e Laquan Smith, mas eles são vistos como excêntricos e futuristas. Viajantes nessa ideia de futuro distante, desconectados com a nossa realidade. Não, não! O futuro que eles apresentam é agora!

A indústria que produz pra massa, as peças que podemos consumir, está em um momento muito estranho. Produzindo feito loucos, usando materiais baratos para confeccionar mais e diminuir os custos, focados em vender, dando show quando o assunto é marketing , redes sociais, mas e a MODA? Está acomodada. Acomodada em fazer modinha. Pelo menos é isso que eu vejo com clareza aqui no Rio de Janeiro. Só tem batinha, blusinha, estampinha, vestidinho… Tudo igual, modelagem, estampa, tecidos… da loja do lado. E a inspiração também não podia ser mais óbvia. Os anos 70. Essa década que a moda, achou, acomodou e não quer sair de lá por nada. Passou da hora da indústria DESACELERAR, produzir menos, diminuir o número de coleções por ano, praticar o slow fashion e ter tempo de ser CRIATIVO e enxergar as necessidades da moda hoje.

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Galera, 2015. Passou da hora da gente explorar novos horizontes. O futuro é agora! Se a gente quer se inspirar em alguma década, que seja pelo menos nos anos 60 que aliás, estavam muito mais conectado com o século 21 do que a gente.

Se a indústria está acomodada, não se acomode. Até porque, sinceramente? Não é nem só uma questão de “modinha”. A estrutura das roupas dos anos 70 simplesmente não casa com 2015. Estamos cada dia em uma correria maior, mais e mais conectados, conversando com computadores (alow Siri), estamos multifuncionais, trabalhando feito loucos, precisando de praticidade no guarda roupa, agilidade para se vestir, temos compromissos todos os dias, às vezes saímos de casa de manhã e só voltamos a noite, metrô cheio, ônibus cheio… E isso tudo usando quimono florido!? Batas? Vestidinhos rodados? Fora que é tanta informação na rua, outdoors, propagandas, banners… E aí a gente acaba fazendo parte desse excesso de informação com tanta estampa, enfeite e detalhes nas roupas.  O nosso estilo de vida está totalmente em contradição com o nosso armário. É claro que antes de qualquer coisa, sou a favor da liberdade de ser e vestir o que você quiser. E se a sua onda é ser boho, go for it. Mas acho que as pessoas devem ter opções. Porque chegar em um shopping e ver nas vitrines só looks Coachella, já deu.

Eu olho as fotos da minha mãe dos anos 70 e penso como aquilo tudo foi inovador, revolucionário, como rompeu barreiras e fez parte de uma geração que estava quebrando tabus. E a nossa geração? Está sem identidade? Se inspirando em uma década que não tem nada a ver com a nossa realidade? Deixa o futuro chegar gente. Ele tá aqui, batendo na portinha!

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Vamos explorar os tecidos tecnológicos, os recortes a lazer, valorizar mais as modelagens e menos os enfeites, explorar a versatilidade de peças sem estampa (acredite, você vai ver a capacidade do seu guarda-roupa se expandir quando investir mais em peças lisas do que estampadas), explorar novas cores, texturas, colocar o holográfico e o prata no nosso dia a dia, não olhar com estranheza, como se estivéssemos olhando para um futuro distante. Vamos cobrar da moda a mesma coisa que cobramos dos nossos acessórios eletrônicos, da arquitetura, da estrutura das cidades. Praticidade, design clean, novidades, evolução, tecnologia. Tudo isso já existe, só não faz parte do nosso dia a dia. Vamos ser a geração que colocou o futuro na rua.

Esse texto saiu depois de trocar ideia e imagens com uma das garotas que mais admiro nessa internet, Ingrid Abbade. Conheça o blog dela, Gosto de Canela

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Para instalar já no celular: O aplicativo Happn

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

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Eu acho que eu nunca contei para vocês como eu conheci meu namorado… e para começar esse post, acho que vale esse momento #oversharing.

Sabe aqueles dias que você sai, sem a menor intenção de conhecer ou ficar com alguém? Nem capricha tanto na produção e vai só pensando na bebida favorita do bar? Então, foi um dia desses. Show do Tame Impala no Circo Voador, dia 17/10/13.

Estava bem tranquila, indo para o meu terceiro copo de frozen, quando eu avistei um garoto que na hora, fiquei hipnotizada. Não deveria falar isso aqui, né? Porque ele vai ler e ficar se achando… Mas enfim, essa é a verdade.

Qualquer um que está acostumado a ir em show, pra ver show de verdade, sabe que não é um clima assim, muito amigável pra conhecer alguém. Eu estava com meus amigos, que estavam super concentrados no show e ele tava sozinho, meio distante de onde eu estava e totalmente envolvido com o Tame Impala e nem reparou a minha existência.

Eu passei o show todo só pensando que eu nunca mais iria ver aquele garoto. Aí eu parei para pensar como isso acontece o tempo todo!

Quem nunca pegou o metrô e tinha um cara gato e a paixão durou 2 estações? Ou estava na fila do banco e o “flerte” foi só até a vez dele no caixa eletrônico? Sério, uma das coisas mais angustiantes da vida de solteira, é encontrar alguém interessante de forma totalmente aleatória na rua, na padaria, quando você está desarrumada, quando tem que correr pra pegar o ônibus e pensar “Perdi para sempre o amor da minha vida”. Ok, vai, ele poderia nem ser seu par ideal, mas poderia rolar uns beijos, né?

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Aí é que entra o aplicativo Happn e pra mim, aquela sensação de: ” Por que não fui eu quem teve essa idéia genial?” Sim o Happn é um aplicativo de date, mas a diferença é que ele é o primeiro aplicativo de encontro focado na nossa vida real e nas pessoas que vimos pessoalmente. A geolocalização dele é em tempo real e cada vez que você cruzar com um membro do Happn, o perfil dele aparece imediatamente no aplicativo.

Com essa tecnologia, o Happn resolve um problema que tem passado de geração em geração: Como reencontrar uma pessoa desconhecida que você não teve como abordar. O aplicativo te dá uma segunda chance, a de descobrir e de encontrar todos os desconhecidos que a gente vê todo dia por aí. Uma das coisas mais legais é que em cada perfil, está indicado o número de vezes que vocês se cruzaram, com o local e a hora. Sério, eu achei isso muito incrível.

Agora voltando ao dia que conheci meu namorado, se eu já conhecesse o Happn, eu não precisaria ter escrito um bilhetinho, subornado meu amigo para entregar, ter corrido o risco dele ter me achado uma loka stalker e principalmente: Não ter que ouvir piadinha até hoje que eu fiquei tão apaixonada que mandei entregar bilhete. Aff.

Curtiu o aplicativo? O Happn é gratuito e está disponível para Android e Iphone, para saber mais e baixar, clica aqui!

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