Quarenta dias – opiniões do Clube do livro GWS

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Laíza Felix:

Fiquei bem feliz em começar meu ano de leituras com “Quarenta Dias”, da Maria Valéria Rezende, escritora nascida em Santos/SP e radicada na Paraíba há mais de 30 anos, moradora de João Pessoa desde o fim dos anos 1980. Eu a conheci lá por 2009, na época em que cursei Jornalismo na UFPB, fazendo atividades pra disciplina de Rádio Jornalismo (sim, gente, isso existe!). Eu produzi um programa sobre o Clube do Conto da Paraíba, uma reunião semanal de escritores locais que liam suas histórias uns para os outros, debatiam, conversavam, riam, enfim, era uma animação só! A cada encontro eles decidiam o tema do próximo e assim ia. Para o programa, uma das entrevistadas foi Maria Valéria, que me recebeu em sua casa, contou um pouco de sua vida (super preenchida, vale dizer!) e despertou em mim a vontade de conhecer sua obra.

Quarenta dias

Corta pra 2016 e eu, pela primeira vez, tive essa chance. E ainda trouxe comigo mais um monte de garotas pra ler a história de Alice, professora aposentada que se deparou com o chamado (convite? intimação?) da filha, Dorinha, para mudar de cidade e apoiá-la quando do nascimento de seu primeiro filho – ainda apenas um plano, mas que precisava essencialmente da presença da futura avó para se concretizar.

O que mais gostei desse livro foi seu estilo diário. A escrita de Maria Valéria é super ágil, parece que tudo foi feito de uma vez, sem voltar uma página para conferir o que saiu. A história de como Alice vai parar em Porto Alegre e o que acontece depois é narrada num caderno escolar da Barbie, que vira a confidente deste desabafo tão pungente de uma mãe que, de repente, se vê constrangida pela filha, colocada contra a parede e coagida a abdicar de sua vida. Várias vezes me peguei pensando, “será que já fiz isso com minha mãe?”. Empatizei com Alice de um jeito envergonhado, como quem pede desculpas e promete prestar atenção da próxima vez.

No clube, o livro dividiu muitas opiniões! Confira um pouco do que comentamos por lá:

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1. Catiane Peters Pacheco: “Eu já terminei o livro… Li bem rápido… Não consegui largar antes do fim… Me identifiquei bastante… Ora pensando em mim, Ora na minha mãe. Fiquei esperando o momento em que ela iria tomar uma atitude… E não somente se deixar levar pelos acontecimentos provocados pelos outros… Mas não aconteceu…”

2. Nayhara Wolkartte Costa Silva: “Eu oficialmente abandonei o livro não rolou pra mim… Peguei um bode e não consegui ir à frente. Achei arrastado demaaaais.”

3. Raíza Pacheco: “Terminei o livro ontem, tava meio empacada na leitura também, mas decidi que queria ir até ao final e lá pelos 60% fiquei bem envolvida mesmo. Dava pra ver pra onde a história tava indo, mas ainda não conseguia acreditar ‘os 40 dias são realmente 40 dias na rua?’. senti muito a angústia de Alice com a cidade, o apartamento, as ruas, as pessoas ~não brasileirinhas~, com a paranoia de pensar na filha como a rainha vermelha do país das maravilhas.

Aliás, tive raiva dessa menina, mas fiquei pensando que mesmo que norinha não fosse essa pessoa craque na chantagem/manipulação emocional, Alice ainda sofreria muita pressão pra largar tudo e ir pra Porto Alegre. Porque ‘mãe é mãe, né?’. tá muito internalizada essa história que a mãe tem que colocar os filhos em primeiro lugar durante toda a vida, mesmo que ela tenha que abrir mão de tudo que tem e gosta, mesmo que o filho em questão seja uma mulher crescida e independente em todos os sentidos. É o amor incondicional que sempre esperam que toda mulher tenha, em todos os momentos da vida. achei massa começar o ano de leitura de mulheres já vendo uma questão delicada assim, essa desconstrução da maternidade.

(E uma aflição para meu coração paraibano que nunca passou mais de uma semana longe de joão pessoa: Alice descrevendo todo o café que tomava, sempre ralo ou fraco ou com muito leite ou açúcar. triste.)”

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Kanye West: O homem que ama e odeia as mulheres

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Para quem não sabe, ontem foi mais um dia que Kanye West arrumou treta com outro artista. Desta vez, foi com o também rapper Wiz Khalifa. O foco da discussão no twitter deveria ser sobre música e títulos de álbuns, mas acabou me fazendo refletir sobre a relação estranha de West com as mulheres.

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Devo admitir que nunca fui muito com a cara dele. Tudo que eu ouvia falar sobre Kanye West superficialmente na mídia, não me despertava nenhum interesse em conhecer mais sobre ele, sua música e suas roupas. Bom, se você ainda não sabe, fica sabendo agora: Sofro de paixonite pela Kim Kardashian e por toda a família (se você está me julgando nesse momento, fica comigo! Porque com certeza, esse post é um pouco para você também). E depois que Kim começou a se relacionar com ele, pensei que eu tinha que conhecer esse cara melhor. Nesse mergulho eu vi que West é um cara de muitos talentos. Faz música de qualidade, é visionário quando o assunto é moda e é um cara apaixonado por tudo que faz, ama e é dedicado a sua família e amigos. Aprendi a gostar do Yeezus. Mas não dá para negar: Toda bola fora do cara, envolve sua relação estranha de amor e ódio com as mulheres.

Mas seria o senhor West tão diferente da grande maioria dos homens? Infelizmente, não. Para quem não tá ligada, vou fazer um breve resumo: Em um passado não tão distante, antes de #kimye existir, Kanye West namorava Amber Rose, ex- stripper, que se tornou uma figura pública, dessas que a gente não sabe o que faz, mas acaba assinando coleção de roupa, perfume, tem fãs e vira referência na mídia (muita gente ainda não sabe lidar com esse tipo de gente famosa, APRENDAM, cada dia mais pessoas serão famosas por sua personalidade e menos por uma profissão especifica. Se atualizem), que depois se tornou esposa (hoje já ex) de Wiz Khalifa. Desde que Kanye começou a se relacionar com Kim, ele não perde uma oportunidade de insultar e praticar slut-shaming com Amber e ontem ele, mais uma vez, deu um show de machismo. Ao invés de manter o foco na música, como fez Khalifa, Kanye twittou sequências de frases na tentativa de fazer com que Wiz Khalifa se sentisse mal por ter sido casado e ter um filho com Amber Rose: “Você caiu na cilada de uma stripper”, “Por 18 anos ela vai te ter nas mãos” (sobre pensão alimentícia) e até: “Você não teria um filho se não fosse por mim”. Pera aí Kanye! Essa é a mulher que você escreveu um álbum todo sobre quando vocês terminaram. Já esqueceu?

Um clássico do machismo: O homem “insultar” sua ex namorada de puta, piranha… No maior estilo “nem gostava de você mesmo”, fazendo o kiko. Parece que Kanye não sabe valorizar Kim, sem desvalorizar Amber. Aquele velho joguinho de manipulação masculina: “Você é diferente das outras”. Não tem ninguém diferente aqui senhor West. Não existe diferença entre Malala e Kyle Jenner, não existe diferença entre Pitty e Anitta, eu e Gabriela Pugliesi e existe menos diferença AINDA entre Kim e Amber. Somos todas mulheres, construindo nossa história, vivendo nossas verdades e o mais importante: Sendo independentes e donas do nosso nariz.

Desvalorizar outra mulher, seja ela quem for, pelo seu intelecto, sua profissão ou personalidade é a forma mais desonesta e cruel que o machismo age. A gente já sabe que tem muito homem aí, inclusive Kanye, usando isso como forma de manipulação, mas é importante não esquecer como tem mulher caindo nesse papo e reproduzindo esse discurso. Homens (e mulheres!) tem que parar de nos separar em caixinhas. Só porque uma mulher gosta de comprar sapatos, não significa que não gosta de ler, só porque uma mulher gosta de assistir BBB, não significa que ela não é instruída, só porque eu sou fã de Kardashian, não significa que não sei conversar sobre política.

Kanye West é aquele cara que distingue mulher para casar e mulher para transar. Ele é aquele cara que sobe no palco e tenta calar o discurso de uma mulher usando a mesma estratégia: Algumas merecem valor, outras não. Eu sempre me perguntei… Se Taylor Swift fosse homem, será que Kanye teria invadido o palco e roubado o microfone? Eu realmente acredito que não.

O mais irônico é analisar o quanto Amber e Kim são parecidas. As duas ficaram famosas por conta de seus corpos e sensualidade, as duas tem um passado “que a sociedade condena”, Kim teve uma sex tape que vazou e Amber era stripper, as duas também são crucificadas por serem “famosas sem fazer nada” e as duas agora são mães. Então por que senhor West insiste em colocar uma no pedestal e a outra na lama? Mais um caso clássico dos homens. Aqueles que amam desesperadamente suas mães, mas xingam mulher de piranha na rua. O clássico respeito seletivo. Kanye é apaixonado por Kim, louco pela sua filha North, vive com uma família matriarcal que é o caso das Kardashians, mas não consegue estender esse respeito e amor para outras mulheres fora do seu ciclo. Pensando sobre isso, me lembrei muito desse vídeo, chamado Dear Daddy.

gws-kanye-west-slutshamingInfelizmente Kanye não é o único e nem será o último homem a separar mulheres por categorias, estereotipar garotas e praticar slut-shaming. A respeitar as mulheres da vida DELE, ou dos amigos DELE.  Aquele clássico que a gente escuta há anos quando uma mulher tenta ganhar respeito de um cara: “Imagina se fosse sua mãe”, “Poderia ser sua filha”. Não, nenhum cara precisa pensar que poderia ser algo DELE para te dar respeito. Mulheres não são propriedades, não são extensões dos homens presentes na vida dela. Somos indivíduos e vamos escrever, falar e gritar sobre isso até todos vocês entenderem. Respeito não é algo seletivo. Todas nós somos dignas de respeito. Independente de profissão, cor da pele, escolaridade e tamanho do decote.

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GWS TV: Vontade de morar sozinha

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Tem vídeo novo no nosso canal do Youtube!! E é sobre o desejo de sair da casa dos pais e também sobre como é de fato, ter um cantinho só seu. A Nuta sempre reclama das contas altas, da falta de grana e da dor de cabeça que dá cuidar da casa. Já a Marie, vive sonhando com o dia que terá um cantinho pra chamar de seu, pela falta de liberdade em casa.

No vídeo a gente tenta falar um pouquinho sobre  as vantagens e desvantagens de cada situação e rolaram algumas dicas de como melhorar o seu momento atual, seja ele morando sozinha ou na casa dos pais. A gente sabe que esse assunto rola muito pano pra manga e que cada pessoa vive uma realidade totalmente diferente de outra em relação a isso. Tem muita gente que mora com os pais e ajuda em casa, até com as contas e tem muita gente que não lava nem um copo. Tem quem saiu de casa cedo, quem nunca saiu e tem gente que nem sente vontade. Essa relação é muito pessoal e envolve muitas escolhas, maturidade e planejamento.

Pra gente, ainda é novidade essa coisa de gravar vídeo e tentar falar sobre tudo sem ficar um vídeo mega longo e chato então a gente pode continuar esse papo nos comentários! Vale aqui no blog ou lá no youtube. Conta pra gente um pouco da história de vocês. E claro, assina nosso canal! Esse ano vamos atualizar com mais frequência então, mandem ideias de vídeos! Esse mesmo, foi sugestão de leitora.

Chega de papo! Dá o play aí!

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Desejando muito usar: Estilo Lampshading

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Já está rolando forte na gringa e acho que vai chegar forte pra gente no inverno e muita gente vai apostar, simplesmente porque é super fácil, lindo e cool. O lampshading no sentido literal, é aquela capa que botamos em cima do abajur para controlar a luz ou escondê-la e, basicamente, é isso que a tendência propõe: Usar alguma peça oversized em cima de algo e pode ser uma t-shirt grandona ou moletom, junto com high boots, ou seja, aquelas botas bem altas, de preferência acima do joelho.

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A proposta é um filhote do minimalismo e estilo normcore, afinal, nada mais simples do que jogar um moletom gigante no corpo e sair por aí. A ideia é manter o mais clean possível, portanto peças lisas costumam compor mais esse tipo de look. Funcionam super com chapéus e bolsas transversais e esse “truque” de deixar apenas um pedacinho da perna à mostra alonga a silhueta. As maiores entusiastas da tendência são, sem dúvidas, as garotas do clã Kardashian-Jenner, provavelmente porque Kanye West usou a proposta em seus desfiles adidas YEEZY, tanto nos desfiles da Season 1 quanto Season 2. Mas Rita Ora e Kate Moss, rainha indiscutível do estilo-underground-trash-chic-cool também tem investido no visual. A gente sabe que é quase impossível colocar em prática com esse mega verão, mas já dá para ir se inspirando nos looks.

E vocês? Pensam em investir?

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