5 Coisas que não dou a mínima: Jarid Arraes

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Jarid Arraes tem apenas 24 anos e já é uma das mulheres/ feministas mais respeitadas dessa internet. Sua capacidade de escrever tão bem e com tanta clareza sobre como seria esse mundão de Deus mais justo e igualitário talvez seja porque ela tem sol, lua e muito mais em aquário.

Jarid-Arraes

Ela nasceu no interior do Ceará, em Juazeiro do Norte, mas se  mudou para São Paulo em janeiro desse ano, porque a demanda de trabalho e presença pelas bandas do sudeste estava grande. Hoje, Jarid trabalha na Revista Fórum, onde também tem a coluna incrível chamada “Questão de Gênero”. Ela também faz cordéis, que para quem não sabe, são quase como fanzines, folhetos contendo poemas populares. Os poemas de cordel são escritos em forma de rima e alguns são ilustrados, e Jarid tem mais de 30 títulos publicados e muito em breve, pelos próximos meses, vai publicar dois livros! Se isso tudo já não fizesse dessa mina foda e ocupada, ela ainda estuda psicologia, é  ativista feminista, fundadora do FEMICA (Feministas do Cariri) e fez parte do Pretas Simoa (Grupo de Mulheres Negras do Cariri). Quer saber as 5 coisas desimportantes para Jarid? Confere aí!

1) Autoridades 

Desde criança, nunca achei que alguém deveria ser mais respeitado ou que nunca deveria ser questionado só por ter algum título de autoridade. Dá pra imaginar que por isso fui parar muitas vezes na direção da escola. Agora que sou adulta, não é exatamente impossível que eu seja presa por desacato. Sou alérgica a hierarquias.

2) Padrões musicais 

Não que eu seja eclética, mas há muito tempo deixei de me importar com o status da musica que eu ouço. Gosto de ópera, heavy metal e funk com o mesmo entusiasmo com que eu ouço Lady Gaga e Britney Spears. A vida é muito curta pra fingir que só escuto o que algumas pessoas consideram refinado. Música de boa qualidade é a que provoca sentimentos – seja te deixando emocionada ou com vontade de dançar.

3) Grifes 

Como sou gorda, já é difícil achar roupas que caibam. Isso me tornou bem crítica quanto a essa história de roupas de marca e grifes. Então, minha rejeição por coisas caras só por causa do nome que levam se estende pra absolutamente tudo. Só o fato de algo custar muito já me causa aversão – não acho que coisas boas sejam necessariamente coisas com preço alto e não estou disposta a ser outdoor ambulante de ninguém.

4) Roupas íntimas 

Sou a rainha das calcinhas desbotadas, manchadas de água sanitária e sem elástico. Recentemente, também descobri as cuecas masculinas, que são muito mais confortáveis – especialmente as boxers. Além de me sentir bem mais a vontade, economizo dinheiro desse jeito, pois eu simplesmente não me importo.

 5) Maternidade 

Acho muito importante falar sobre maternidade e defender as reivindicações das mulheres que são mães; eu gosto de crianças – desde que sejam dos outros. Eu não quero ser mãe e gostaria muito de prevenir isso até cirurgicamente. Tenho outras prioridades e outras escolhas para a minha vida.

Pra acompanhar Jarid Arraes: Site// Instagram// Facebook // Coluna Questão de Gênero 

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