A história das tatuagens em garotas

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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Em um desses passeios sem fim na Amazon eu me deparei com um livro que chamou muito a minha atenção, Bodies of Subversion: A Secret History of Women and Tattoo da americana Margot Mifflin. Não comprei logo de cara porque percebi ao longo do tempo da minha vida que a única coisa que tira meu dinheiro fácil é comida e cosmético. Mas vamos focar no que deve ser focado, o tal do livro!

O nome me chamou a atenção e foi a primeira vez que eu pensei: “Gente, é verdade, quando as mulheres começaram a se tatuar?” E comecei então a pesquisar sobre isso. Uma das primeiras informações que achei foi que segundo a revista The New Yorker, ano passado – 2012 –  foi o ano em que, pela primeira vez, havia mais mulheres (23%) do que homens (19%) tatuados nos Estados Unidos. Mas a informação que eu fiquei mesmo de queixo caído é que um dos primeiros registros de tatuagem, foi de fato em uma mulher. Múmias de mulheres egípcias, como a Amunet, entre 2160 a.C e 1994 a.C. possuem traços e inscrições na região do abdômen.

E tem mais: Vocês faziam ideia que a tatuagem era um modismo social da classe alta europeia no final do século 19? Na época, a mãe do Primeiro Ministro do Reino Unido Winston Churchill tinha uma cobra tatuada no pulso.

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Depois da 2ª Guerra Mundial a tatuagem teve uma profunda mudança em seu sentido, “perpetradas nos campos de concentração, um novo e medonho capítulo foi acrescentado à história da tatuagem”, descreve Miffin no livro. Na década de 60 e 70, os desenhos em garotas passaram a ser sinônimo de meninas “que não eram de família”. Bom, vocês sabem o que isso significava na cabecinha das pessoas naquele tempo.

Nos anos 80 a tatuagem encontrou espaço para se manifestar. A MTV e as bandas de punk rock impulsionaram a imagem de ídolos tatuados e a coisa voltou a ser mais aceita pela sociedade. Já no novo milênio a internet permitiu o acesso a uma infinita variedade de designs e técnicas, as cores ficaram melhores, os desenhos maiores, a tatuadora Kat Von D foi a primeira mulher a estrelar um reality show, mostrando o cotidiano de um estúdio. A tatuagem também virou solução para cobrir cicatrizes e para a mastectomia.

O livro é uma fonte incrível de informações e fotos. Bodies of Subversion: A Secret History of Women and Tattoo foi lançado pela primeira vez em 1997 e já está em sua terceira edição e não conta só a história de mulheres tatuadas, mas também de tatuadoras, desde o século 19 até os dias de hoje.

Vale a pena para quem curte história, tatuagem e cultura!

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