A nossa fotógrafa predileta: vem conhecer a Carolina Vianna

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

Sabe quando você bate o olho numa foto e fica por alguns segundos imaginando, tentando formar um “perfil” de quem está sendo fotografado? Isto pode acontecer por alguns motivos, tipo a pessoa que está sendo clicada é de fato muito interessante. Mas também pode ser por que o fotógrafo soube extrair a força, as melhores emoções, a essência da pessoa. Quando isto acontece, a foto vira pura emoção e gera estes segundos de reflexão na gente.

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Este é o caso da, não à toa, nossa fotógrafa predileta, a Carolina Vianna. Nossa amiga do coração, que impera entre os fotógrafos que já fizeram editoriais com a gente (sério, dos 13, 8 são dela) e que cada dia vem crescendo e se tornando uma profissional mais f***.

Crescemos junto com ela. O GWS estava indo super bem, quando a Carolina estava procurando jobs e experiências de trabalho com fotografia. Assim rolou nosso editorial “Esqueceram de mim“, até hoje um dos que mais gostamos. Já deu pra perceber de cara que ela ia longe e não estávamos erradas.

editoriais

A Carol tem uma história legal e real de como conseguiu viver o sonho de fazer o que mais gosta da vida. Vou contar um pouco, acho que vai inspirar quem tá passando por isso também.

“Pra mim a foto é como a experiência de olhar um caleidoscópio. É tudo mais bonito, colorido, fantástico através das lentes, filtros e filmes. Eu não ligo tanto pra registrar as coisas… Eu ligo pra deixá-las estranhas e fantásticas. É meu mundo interno com certeza.” E no meio desta frase ela disse que desde pequena já sabia que queria ser fotógrafa. Nem tem como duvidar.

A Carol  fez faculdade de publicidade e não se empolgou muito. Estagiou em um estúdio de publicidade e depois de formada trabalhou como assistente de produção em cinema. Mas nada “dava liga”, sempre se sentia infeliz. Eis que um dia, conversando com uma amiga fotógrafa, a Iáfa , ela decidiu que ia atrás do sonho de viver de fotografia.

Trabalhou mais um bom tempo, juntou dinheiro e largou tudo. “Comprei uma câmera, uma lente (as mais simples e baratas que consegui achar!) e caí no mundo.”, ela contou. Conseguiu uns trabalhos aqui, outros ali, fez assistência para alguns fotógrafos, mas não dava pra se sustentar. Então foi trabalhar de hostess num restaurante em Ipanema de quinta à domingo para completar o orçamento.

“Este primeiro ano foi muito difícil. Eu não tinha grana nem tempo pra ver meus amigos… foi bastante solitário e cheio de dúvidas.” E como ela sobreviveu? Mantendo contato sempre com a galera pela internet. A Carol fala que se não fosse pelo empurrão constante dos amigos não teria conseguido chegar a lugar nenhum. A gente sabe bem como é isso. Faça o que ama, mas não pense que vai ser fácil.

Nesta época fizemos editoriais juntas, a Carol correu mais e mais atrás de aprender, comprou mais equipamentos e foi indo em frente. Depois, junto com outras amigas fotógrafas foi trabalhando, metendo as caras, pedindo pra fotografar todo mundo que conhecia e aprendendo na prática. Por ser mega tímida, esta parte de se expor, ir aos lugares, conhecer pessoas e vender o trabalho dela mesma, foi o maior desafio. Mas tem que aprender a fazer, senão, ninguém sobrevive.

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Foi entre 2011 e 2012 que as coisas começaram a ficar mais profissionais. Ela foi pra São Paulo (Carol é aqui do Rio) várias vezes e com ajuda de amigos queridos de lá visitou um monte de revistas se apresentando (dar as caras, sempre!). E foi assim que começou a fazer trabalhos na Abril, Editora Globo, Rolling Stone, Folha.

Depois disso tudo, lidando com as dificuldades e alegrias, eu queria mesmo é saber das alegrias, né?  E a Carol respondeu: “Ir a lugares que eu nunca teria ido se não fosse pleo meu trabalho, a falta de rotina, trabalhar direto com o cliente sem ter mil caciques como em uma empresa e o estudo diário pra fazer o trabalho (o melhor de tudo!).” Ela é megaaaaaa estudiosa, está sempre lendo e inventando coisas que desenvolvam as suas fotos (isto é o mais irado no trabalho dela!). “Às vezes demora muito, mas às vezes você descobre um filtro, uma luz, uma lente e plim! Todo seu trabalho muda a partir daquela descoberta! Acho que essa é a coisa mais deliciosa do mundo!”

fotos-pessoas

O trabalho dela não é “mara”?

Se quiserem saber mais, só seguir a Carolina por aí e se inspirar todo dia. =)

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Créditos das duas últimas fotos da Carolina lá no início do post: Julia Rodrigues

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