A pseudo-teoria sobre pseudo-relacionamentos modernos.

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por: Beatriz Medeiros

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“O caminho mais fácil é desencanar, pra evitar a humilhação de falar que você está  gostando dele.” Outro dia ouvi essa de um amigo e só confirmou a minha pseudo-teoria sobre pseudo-relacionamentos modernos: Ganha quem conseguir esconder melhor que está gostando do outro. Mas pera aí: Relacionamentos são uma disputa ou guerra? Com perdedores ou ganhadores? Teoricamente, os interesses eram para ser comuns. Todos estão ali pelo mesmo propósito… Ou não?

Nos pseudo-relacionamentos modernos, ai de quem soltar um “estou te curtindo” (porque conjugar o verbo “gostar” virou heresia). As mãos suam, as pernas tremem, o medo toma conta como se estivéssemos perdidas na floresta da Chapeuzinho Vermelho e, do lado de lá, essa frase é interpretada como um “quero casar, ter três filhos e dois cachorros”. Aqui eu abro espaço pro post da Marie falar muito bem sobre “O meme do macho ‘Tá com medo de mim?'”.

Mas sabe o que eu acho? Reconhecer e falar o que tá rolando aí nesse s2 não é “ser fácil”, nem sinônimo de carência, grude ou desespero, é só sinceridade. Sem joguinhos, sem demorar três minutos para responder uma mensagem, sem ter medo de dar like em três comentários engraçadinhos no mesmo dia, sem ficar duas horas pensando, editando e reformulando como vai puxar assunto porque está sentindo falta (falar “saudade” também entra nas palavras excluídas dos pseudo-relacionamentos modernos). Sem eufemismos, sem indiretas, com conversas que significam exatamente o que está sendo dito/ escrito. Como o Gian falou outro dia, #FaçaAmorNãoFaçaJogo.

Não é errado gostar de alguém, não é humilhante, não é vergonhoso, você não é trouxa. É, sim, assustador porque admitir isso te deixa vulnerável, exposta do jeito mais íntimo possível – é quase aquele pesadelo de estar pelada no meio da rua. E agora a gente aprendeu a só expor o que quer, do jeito que quer e na hora que quer. Alô, redes sociais, filtros do Instagram e companhia! Abrir o coração é se expor de um jeito cru e honesto e, dependendo do feedback, pode te deixar na bad por um tempinho, mas, vai por mim, depois que a fase ruim passar, fica só o alívio de não ter ficado na dependência dos joguinhos, de interpretar nas entrelinhas, de ficar pensando no ‘e se’. E, convenhamos, trouxa é quem tem medo de  jogo aberto.

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