Amor grunge: A família Love Cobain.

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por: Priscila Vanzin

Dezembro… o Natal está chegando e com ele, aquele espírito de celebração em família! Pra comemorar a época, nada melhor do que falar de uma das nossas famílias favoritas: A família Love + Cobain.

Em novembro, Courtney Love revelou detalhes da coleção de estreia da “Never The Bride”, sua marca de roupas que ainda não foi lançada oficialmente. As roupas misturam elementos grunge, vintages e até vitorianos. Mas enquanto não surgem novidades, pensei em fazer um pequeno retrospecto de coisas que muita gente já sabe – mas não custa relembrar – sobre o Grunge (que já foi tema de post antes no GWS, olha aqui) o Nirvana, a história entre Kurt e Courtney.

O casal Love + Cobain

Nem toda história de amor envolve uma mocinha e um cara perfeito. Não há romance sem erros. E sem gente que erra. Kurt Cobain e Courtney Love estavam longe de ser diferentes de mim, e de você. Talvez por um vício ou outro, o que no fim, não deixa de ser detalhes. Dois amantes dos extremos. E, quem de nós já não curtiu quebrar um limite ou outro? Courtney conheceu Kurt em 1990, no Satyricon – que era uma espécie de reduto de bandas independentes -, em Portland. Enquanto ela investia pesado para conquistar o líder do então iniciante Nirvana, ele a ignorava e faltava encontros. Tudo porque, como a maioria dos garotos (rs), no início ele não tinha certeza se queria um relacionamento. Mas o bom girl power da Love conseguiu dobrá-lo direitinho, já que pouco tempo depois eles não se desgrudaram mais.

Ambos tinham problemas com drogas e temperamentos bem complicados. As letras do Nirvana eternizaram agonia e pessimismo de um jeito mais forte do que qualquer ícone noventista. Enquanto isso, Courtney exalava selvageria à frente da banda Hole. A heroína era presença constante na vida do casal e gerou ainda mais controvérsias com a gravidez e o nascimento da filha, Frances Bean Cobain (1992), que pouco conviveu com o pai, que em 5 de abril de 1994, deu fim à própria vida.

O Grunge

Mais que um movimento musical, o Grunge colocou Seattle no alvo da indústria fonográfica a partir de 1991, com Nevermind, segundo álbum da banda liderada por Kurt que foi, sem dúvida, a mais icônica da década. Os produtores logo perceberam que a abertura do leque de vertentes musicais era fundamental para a expansão do estilo, tendo como maior expoente o Nirvana; o hard rock, mais ligado ao Pearl Jam; e o heavy metal, com o Soundgarden e o Alice in Chains.

É claro que toda essa ebulição no rock também teve consequências estéticas, rompendo com a exuberância dos anos 1980. A clássica camisa de flanela xadrez evocava o “uniforme” lenhadores da fronteira com o Canadá, e as sobreposições tão usadas por Kurt Cobain eram na verdade uma maneira de esconder sua magreza (ele pesava 50 quilos e tinha 1,70). Os cabelos compridos e desgrenhados eram mais uma consequência do que algo planejado, já que de acordo com seu biógrafo, Charles R. Cross, “Kurt Cobain era muito preguiçoso para lavar o cabelo”.

A herdeira, Frances Bean Cobain

Em 2011, a filha do Grunge mostrou que já está grandinha e, com ajuda de alguma maquiagem e bons ângulos, pode ser considerada bem bonita. Mas, se o tempo ajudou Frances a superar a adolescência ~estranha~, o mesmo não aconteceu com as crises no relacionamento entre mãe e filha. Em seu sweet sixteen a mamãe coruja escolheu o tema: RIP Childhood – ‘diga adeus à infância pequena Frances’.

Incontáveis barracos em família já vieram a público nos últimos anos (boa parte divulgada pela própria Courtney nas redes sociais). Fica até difícil lembrar de todos. Entre os mais emblemáticos, estão a perda da guarda da filha, a acusação de que Dave Growl (ex-baterista do Nirvana) teria flertado com Frances, embora no SWU do ano passado Courtney tenha puxado coro para que seus fãs gritassem que a banda Foo Fighters ‘é gay’ e ainda acusou Dave Grohl de roubar o espólio de Cobain. Segundo ela, dinheiro que deveria ser destinado até hoje à filhota.

Kurt era um excelente desenhista, talvez tenha sido essa a influência que fez Frances se aventurar nas artes. Ela expôs na galeria angelena La Luz de Jesus, templo da arte experimental-proletária da Califórnia, em agosto de 2010, sob o pseudônimo Fiddle Tim. A estreia em uma exposição de arte foi batizada como Scumfuck, que representa bem os desenhos soturnos como morte, tortura e decadência. Mas, nos últimos tempos nada se falou da garota, além de meia-dúzia de boatos sobre a turbulenta relação com a mãe e de um possível casamento com o músico Isaiah Silva, da banda The Rambles.

PS: Um novo documentário sobre a trajetória de Kurt Cobain está em fase de produção e pode ser lançado em 2014. Saudosistas comemoram!

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