Bates Motel e outras psicoses.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Preciso confessar uma coisa pra vocês nunca antes confessada. Eu sou levemente fissurada em histórias de psicopatas. Não, não é por histórias de terror ou suspense, sou realmente fissurada por eles, os psicopatas. Por como a mente deles funcionam, pelo carisma inegável, pelos conflitos da mente.

Isso significa que gosto de “Dexter”, que vi “Psicopata americano” milhões de vezes, que acho “Precisamos conversar sobre Kevin” incrível e que na vida real sou obcecada por Charles Manson (assistam Helter Skelter). Mas toda obsessão  tem um começo e o meu começo foi com o clássico de 1960, Psicose do gênio  Alfred Hitchcock.

Eu me lembro perfeitamente da primeira vez que assisti Psicose. Dos sentimentos mistos que Norman Bates me despertou, de sentir o coração na boca com a cena do chuveiro. Lembro que quando o filme terminou eu queria levantar do meu sofá e aplaudir Hitchcock. Na verdade eu acho que senti isso todas as 20 vezes que assisti o filme depois. O que quero dizer é: Se você tem uma queda por psicopatas (no bom sentido, é claro), Psicose é a “base” de tudo que você vai encontrar por aí.  A influência do filme e do seu protagonista, Norman Bates está em todos, todos os filmes do gênero. E se você acha Dexter carismático… espere até conhecer Norman.

Psicose seguiu a linha clássica de um filme bem sucedido e rentável. Teve várias seqüências – Psicose IIPsicose IIIPsicose IV: A Revelação e um remake horrível de 1998 de Psicose – Nenhum obviamente chega aos pés do clássico dos anos 60 (mesmo assim assisti todos e acho que vele a pena hihi). Quando fiquei sabendo de Bates Motel, um seriado que contaria a história de como Norman Bates se transformou no Norman Bates que a gente conhece fui tomada por um misto de sentimentos.

Primeiro fiquei completamente empolgada com a ideia de conhecer o menino Norman na adolescência. saber como ele desenvolveu seu lado sombrio e psicótico entre a infância e a adolescência, entender a relação com a sua mãe, saber como ela “ajudou” a moldar um dos mais conhecidos maníacos da história do cinema.

Mas depois fui tomada pelo medo. De ser mais uma tentativa de fazer dinheiro com o filme clássico de Hitchcock.

Será que essa história seria bem contada? Quem faria Norman Bates com a perfeição de Anthony Perkins? O medo só cresceu quando lembrei que já havia acontecido uma tentativa de contar a história de Norman Bates da infância e adolescência. Um seriado também chamado Bates Motel, estreou nos Estados Unidos em 1987 sem muito sucesso.

Mas acho que os produtores de Bates Motel 2013 pensaram em tudo. E a série estreou no canal A&E no dia 18 de março e com um primeiro episódio que já te deixa completamente ligada a série.

Meu maior medo se transformou no meu maior alívio. Norman Bates estava seguro nas mãos de Freddie Highmore (sim, aquela criancinha de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, vive Norman na adolescência) e cá estou eu, apaixonada por ele.

Uma das questões mais “polêmicas” do seriado é o fato de que a série se passa nos tempos modernos. O Norman de Bates motel tem até um iphone. A explicação dos roteristas foi simples: Bates Motel de 1987 não funcionou porque as pessoas não conseguiam se conectar com o seriado. Se Norman já era adulto nos anos 60, você tinha que começar uma história nos anos 40, 50. Queríamos mostrar um adolescente que as pessoas de hoje conseguissem se conectar.Essa proximidade é fundamental para entender Norman.”

Confesso que torci o nariz quando soube que a história se passava nos anos 00’s, mas a explicação dos roteristas faz sentido. Mas isso não confunde a mente? Eles também acreditam que não. ” Resolvemos contar a história de Norman Bates nos tempos modernos, mas a essência da personalidade dele não muda. Você consegue conectar os dois.”

E é verdade, consegue mesmo. Eu estou completamente viciada em Bates Motel. O seriado ainda está na primeira temporada, no seu 4 episódio. E eu to amando conhecer um lado de Norman que a gente não consegue ver em Psicose. Suas primeiras namoradas, seu relacionamento com a mãe, a rotina dele e como a mente dele foi se transformando.

Bom, esse post gigante foi só pra dizer pra vocês: Assistam já Bates Motel! E depois me contem.

Tags:


6 + 9 =


1 Comentários