Café, Bowie e DNA

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Senta aí. Pega um cafézinho. RE-LA-XA. Meu nome começa com A e termina com Lexandre. Não sou tão velho quanto se espera – 16 anos, apenas. E agora tenho minha coluna semanal própria no GWSmag. A Nuta, conhecida e amada por todos, me deu total liberdade sobre o rumo desta coluna. Então, se segura que vou emendar um assunto no outro.

E quem é esse menino? “Carequinha” (como minha avó me chamava por motivos óbvios quando eu era mais novo), 16 anos, considera David Bowie o artista mais completo que já existiu, não deu muita bola pros “escravos da Zara”, tem o passado mais negro da história e quer ser estilista. Ex-BBB, ex-fazendeiro, atual Colírio Capricho, veio pra mostrar seu real valor. Bem coisa de subcelebridade. Ah, Alexandre também AMA falar de si mesmo na terceira pessoa.

Chega de apresentações. Vamos falar de #modasss. Pro meu debut, escolhi falar da figura que mais me inspira/excita (artisticamente falando): David Bowie. Se voce é Little Monster, vai ficar desapontado em saber que o raio prateado que a GaGa usou na capa de “The Fame” já tinha sido usado por Bowie nos 70 – pra capa de Aladdin Sane.

Crescido na Europa Pós-Guerra, teve o jazz, o blues e as maiores e melhores referências nesses dois estilos com inspiração pra sua música e visual. Essas inspirações são facilmente identificadas no CLÁSSICO “Diamond Dogs”.

Tem como não amar mais ainda depois da intro de ‘Queen Bitch’? “I’m up on the eleventh floor and I’m watching the cruisers below… He’s down on the streets and he’s trying hard to pull sister Flo“, naquele gemidinho, um rosnado mais sexual impossível. E aqueles coolants de uma perna só? E os figurinos feitos por ele mesmo? E a o refrão chiclete de ‘Diamond Dogs’.

E na moda? Quem foi David Bowie? Bowie passou por todos estilos, todos os ritmos e pelas décadas mais marcantes sem perder seu DNA (é que eu tô fazendo cursinho pra medicina e “dna” era a palavra do dia, tive que usar aqui).

Bowie criou uma “vibe” (amo vibe) glamourosa e chique para a sujeira que era o rock’n roll nos 70. Sempre em trajes longos e elegantes, com aquele cabelo ruivo (bem ralo); aquele visual esguio e, algumas vezes, assustador, mais maravilhoso do que já era.

Passou pelo estilo mod (subcultura dos anos 60), andrógeno, o exótico Ziggy, introspectivo Thin White Duke, pelo minimalismo da famosa “trilogia de Berlim” (três álbums dele), o colorido dos 80, futurismo de “Earthling” e agora depois dos seus 60 anos, discreto e recatado.

Passou pelas décadas mais marcantes e manteve seu dna (eu disse que “dna” era a palavra do dia) até o fim. Acho que todas vocês deviam se importar com as minhas músicas preferidas dele e ignorar o meu texto mal escrito.

P.S.: Se você não gosta do Bowie, BOO, YOU WHORE!

<3 Beijos, Alexandre.

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