Moda consciente: Sapatos eco-friendly para conhecer e amar

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Moda consciente consiste em produtos com mais significado. Ou seja, peças que são desenvolvidas de uma forma mais pensada na qualidade do produto, origem dos materiais e no impacto que causa no meio ambiente e aos consumidores. O eco-friendly, o consumo consciente e o movimento slow fashion são irmãos e significam o desejo por consumir menos e melhor, com mais transparência na cadeia produtiva. Buscando processos justos e sustentáveis. Já faz um tempo que estamos vendo esse movimento forte no universo dos cosméticos e em algumas marcas de moda, mas pouco se observa o mesmo movimento quando o assunto são bolsas e sapatos. Mas tem marca legal preocupada em ser consciente sim! E é o caso dessas três aqui:

  • Insecta shoes

moda consciente: sapatos de marcas ecofriendly

A Insecta shoes é uma marca gaúcha, fundada por mulheres que juntas, começaram a produzir sapatos artesanais com as estampas feitas de tecidos garimpados de brechó. Assim, nasceu a  Insecta Shoes! A marca trabalha com numerações que vão do 33 ao 45 para adultos e do 20 ao 32 na linha infantil e o mais legal: Entrega pro mundo todo e também tem loja física. Eles não utilizam nenhum produto de origem animal na fabricação e os tecidos são ecológicos, feitos a partir de garrafas pet e algodão reciclável ou de peças que garimparam em brechós, praticando assim o upcycling, uma reciclagem que evita “matar” a matéria-prima original. Uma roupa de brechó, ganha uma nova vida e mais tempo de vida útil.

Até a loja virtual da marca é eco-friendly. Segundo a descrição da página, um terço da poluição da atmosfera do mundo é resultado do consumo de energia elétrica. Por isso, elas calculam o número de acessos que recebem anualmente e plantam a mesma quantidade de árvores necessárias para neutralizar o gás carbônico emitido pelos servidores do site! Maravilhoso, né? E claro, os sapatos são incríveis e muito criativos.

  • Holy Walk

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A Holy Walk é uma marca nova do grupo Ana Figueira e o grande diferencial é como os sapatos são produzidos, sem o uso de matéria-prima animal e de forma sustentável, consciente e artesanalmente.

Com essa forma de fabricação mais manual, a Holy Walk consegue colocar no mercado peças com detalhes pouco vistos atualmente, como tressê, tranças no cabedal,  pompons… Eu sou uma apaixonada pelas peças que são criativas e bem diferentes do que a gente vê por aí.

  • Young Folk 

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A Young Folk produz peças lindas, modernas e o mais importante: 100% livres de crueldade. Não usam nenhuma matéria prima testada ou de origem animal e se  certificam dos materiais e dos processos de produção realizados pelos fornecedores da marca. Eles também se certificam que todos os envolvidos na produção da marca, sejam remunerados de forma justa e compatível com sua jornada de trabalho, fazendo parte de um comércio mais justo e consciente.

Como a produção é totalmente artesanal e exclusiva, a Young Folk produz no máximo 12 pares de cada modelo e sem reposições! Mas fica tranquila, as peças mesmo com essa exclusividade, tem preços super acessíveis. Vale conhecer.

Curtiram? Se vocês conhecem outras marcas, compartilhem aqui com a gente!

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Patches personalizados: saiba como aplicar e conheça a Toca dos Bordados!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Os patches, ou bordados termocolantes, são pedacinhos de tecidos bordados que colamos com ferro quente nas roupas. Foi um dos grandes hits dos anos 80 e 90 e já podemos dizer que também são da atualidade. Já contei aqui, toda a história dos patches, que teve sua origem militar na década de 30. Só nos anos 60, os patches caíram nas mãos dos “adolescentes rebeldes” e começaram a ser usados para expor ideias, posições políticas e amor por bandas. Por esses motivos os punks do final dos anos 70 e começo dos anos 80 fizeram do acessório peça obrigatória do guarda-roupa, assim como os fãs de heavy metal que adoravam colar os das suas bandas favoritas em coletes de couro e jeans.

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Nos anos 90 eles ficaram mais “pop” entraram no hip hop e ganharam até o universo infantil. Desde 2014 estamos vendo os patches nas graças do mundo da moda e quanto mais patches, melhor! Nós enxergamos essa peça de bordado como uma forma de expressão e, por isso, sempre pensamos em transformar nossos símbolos e frases em patches. Foi assim que conhecemos a Toca dos Bordados, quando decidimos desenvolver patches exclusivos do  GWS. Já mostramos eles em todas as redes sociais (porque estamos apaixonadas) e você pode comprar na nossa loja ou ganhar caso faça um curso no Espaço Criativo GWS. Mas se você tá em busca de algum patch específico, fazemos uma aposta que você vai encontrar na Toca dos Bordados.

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A Toca dos Bordados é uma loja virtual especializada na venda de patches bordados, que existe há mais de 6 anos. Eles tem mais de três mil modelos em estoque e enviam para o Brasil todo. No Rio Grande do Sul, inclusive, tem até loja física. É impossível não encontrar o patch que você quer por lá. Sério, dá só uma olhada no catálogo deles. Tem todas as formas, desenhos, cores, temas possíveis. Desde os estilosos e modernos até os clássicos militares e religiosos. Se você busca alguma coisa mais específica ou até mesmo exclusiva como foi o nosso caso, pra você ou pra sua marca, eles fazem pra você. Nesse link você pode mandar sua ideia, criar seu bordado e receber o orçamento. Posso falar com conhecimento de causa que o atendimento deles é incrível e que a qualidade dos patches também. E o melhor: Se você é ansiosa como eu, eles chegam rapidinho na sua casa.

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Desde que fizemos os patches do GWS, algumas meninas nós perguntaram como se aplica, qual melhor forma, se são autocolantes… Gostei desse vídeo da Gabi Ferreira que explica um pouco a melhor forma de colocar seus bordados.

Curtiram a dica? Depois mostra pra gente como ficaram as suas peças e os patches que vocês escolheram!

— ♥ —

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Looks esportivos: FILA e Champion ganham espaço na moda de rua

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Não é de hoje que percebemos que o ready-to-wear, a moda de rua, se transformou em looks esportivos, aqueles saídos da academia ou de alguma quadra de esportes. Em 2015, vimos a adidas se transformar na  marca mais desejada, lançando tendências e fazendo parcerias que se esgotavam em minutos.

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Na leva, logo estávamos vendo por aí Nike e Puma ganhando as ruas e o coração dos apaixonados por moda. Mas agora marcas “menores” com uma pegada mais underground estão dominando o armário dos fashionistas mais atentos: FILA e Champion.

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A FILA nasceu em 1911 em Biella, Itália. Inicialmente a empresa não tinha nada de esportiva, já que eles confeccionavam roupas íntimas. Nos anos seguintes a empresa ficou conhecida em toda a Itália pela alta qualidade de suas roupas, mas foi sob o comando de Enrico Frachey que a ingressou na área esportiva, somente em 1973, após adquirir experiência no mercado têxtil durante décadas. No mesmo ano a empresa lançou sua primeira linha de roupas esportivas para a prática do tênis, esporte em que a FILA se tornou referência. De lá pra cá, muita coisa aconteceu com a marca. Nos anos 80, início dos 90, décadas que oficializaram os looks esportivos como roupas para as ruas, a marca já era vista no underground e em looks dos mais alternativos. Em 2016, a FILA tem se firmado como a queridinha dos fashionistas e vem sendo usada em editoriais de moda.

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Coladinha ali com a FILA, temos uma marca esportiva americana de Nova Iorque que sempre procurou ter uma identidade mais alternativa e ligada ao universo adolescente: A Champion, que produziu uniformes para algumas equipes da Associação Nacional de Basquete nos Estados Unidos durante a década de 90 e alguns times da NFL durante os anos 80 e 90. A Champion também produziu sportwear para importantes faculdades americanas e hoje, seus moletons viraram febre entre os amantes da moda esportiva, depois da sacada em se unir com a marca descolada, Supreme.

Seja adidas, Nike, Puma, FILA ou Champion é inegável a força da moda esportista nos dias de hoje. Cada dia mais tecnológicas, modernas e inovadoras, as marcas de sportwear seriam as novas grifes desejo, um símbolo de uma nova linguagem do luxo ou apenas uma moda passageira? Só o tempo dirá.

— ♥ —

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Corset, corselet e corpete: O retorno de peças históricas e controversas

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

A lingerie nunca esteve tão em alta. Esse ano, vimos as camisolas rendadas virarem vestidos e pijamas se tornaram o novo conjunto de blazer com calça. Mas acho que muita gente não contava com a volta de peças como espartilhos (conhecidos também como corsets), corselets ou corpetes. Grandes grifes apostaram nas peças em seus últimos desfiles e se você acha que a aposta ficou só na inspiração, engano seu! Muitas celebridades e amantes da moda já estão usando a tendência de uma forma super original e urbana.

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O corset é uma das peças mais antigas da história do nosso vestuário. Nenhuma outra vestimenta na história do ocidente conseguiu o significado político, social e sexual quanto ele. Mas entre mentiras, verdades, boatos e controvérsias, mulheres apaixonadas e que odeiam a peça, qual a real do corset? Qual sua função?  Qual a diferença entre corset, corselet e corpete? Fomos obrigadas a nos espremer dentro deles para parecermos mais femininas na era renascentista? Mas como isso foi parar em 2016? Na verdade, sabe-se que os antigos gregos já usavam uma espécie de espartilho, mas os primeiros corsets, ou algo mais próximo disso, surgiram em 1500-1550 e eram muito rígidos, com alças, feitos com barbatana de baleia, longos até o quadril e em formato cônico. Depois disso, a peça enfraqueceu na revolução francesa e voltou a dar o ar da graça por volta de 1810 em um novo formato. Dessa vez, os seios ganharam um suporte exclusivo para eles, o formato era mais próximo de uma ampulheta. Mas só em 1850 a peça é realmente batizada de corset, perde as alças e marca mais ainda a cintura. Daí em diante, vários outros modelos surgiram, muitos boatos, afirmações, dúvidas e fetichismo em torno da peça foi criado. O corset tem suas variações: O corselet, não tão rígido quanto o corset e corpete, são peças com barbatanas geralmente de plástico, podem ser confeccionados em tecido elástico ou não, com ou sem o uso de forro.

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Na história recente, vimos as peças ganharem destaque entre os punks dos anos 70, aonde virou símbolo excêntrico de rebeldia. Nos anos 80 nas passarelas de grandes nomes da moda como Vivienne Westwood, Thierry Mugler e Jean Paul Gaultier e na década de 90, Madonna em sua fase Erótica mostrou que a peça poderia sim ser sinônimo de poder feminino.Depois disso, a peça caiu nas graças do underground e assim se manteve até agora, quando um novo movimento envolvendo as peças surgiu.

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Tudo começou com a febre das celebridades com as cintas emborrachadas ditas “waist training”. Quem nunca viu a foto de alguma famosa em frente ao espelho com elas? Mas começou assim, como algo para se usar na academia, em casa, por debaixo da roupa.

corset-corpete-corselet-fashion-2-gwsNão demorou muito para que grifes como Balenciaga, Isabel Marant, Givenchy e Fenty + Puma by Rihanna apostassem em peças incríveis e elaboradas e logo celebridades como Kim Kardashian, Emma Stone, Rihanna, Kendall Jenner e outras usarem os corsets, corselets e corpetes e como apresentado na Prada, cintos corselet de formas super atuais, urbanas e inovadoras. Uma coisa é certa: Esse acessório já mostrou o seu poder de se reinventar e tenho quase certeza, que você já ficou com vontade de ter um!

Para saber mais sobre a história da peça e mais sobre um olhar histórico na moda: História da moda


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