10 lugares diferentões pra sair no Rio

Por Marie Victorino / marie@gwsmag.com

Sabe quando a gente entra naquele modo reclamão de que não tem mais nada pra fazer, os lugares são caros, vão as mesmas pessoas, não aguento mais ir lá, mas é a única opção, etc?

Então, pensando nisso e no meu próprio constante cansaço de frequentar sempre os mesmos lugares, eu resolvi experimentar lugares novos, com pessoas diferentes e acho que é justo compartilhar aqui. Se você quiser se aventurar num roteirinho mais diferentão, pega as minhas dicas.

Mas já vou avisando que pode não ser tão diferentão assim pra muita gente e também não muito atrativo pra outro tanto, afinal, pra maioria, você vai ter que curtir um bom inferninho.

1. Rio Novo Rock

rio novo rock - ventre Ventre

Ok, o Imperator não é um lugar diferentão (a não ser que, assim como eu, você esteja acostumada a sair só pela zona sul). A casa de shows é super tradicional (minha avó tem altas histórias dos bailes que ia quando era nova) e uma estrutura impecável. O espaço é ótimo, o som é bom, a cerveja custa R$6,00. O evento Rio Novo Rock rola de temporadas em temporadas, toda primeira quinta-feira do mês com bandas alternativas não só daqui, mas de outros cantos do Brasil também. Já tocaram lá: Beach Combers (hehe <3), Facção Caipira, Ventre, The Highjack, The Outs, Far From Alaska, El Efecto, Hell Oh… Já deu pra entender, né?

 

2. Buffallos Bar 

buffalos bar - gws

Saindo dali (do Imperator), você provavelmente vai querer esticar em algum lugar, já que os shows acabam cedo. E porque não continuar pelo Méier? O Buffallo Bar parece ser a nova sensação da comunidade roqueira (rs). Lá tem cerveja, Buffallo Wings, jukebox, sinuca e muito rock and roll. E ainda tem dia que eles fazem churrasco li-be-ra-do. Precisa de mais? Ok, aqui é a parte que eu me envergonho por estar recomendando um lugar que eu mesma ainda não fui… Mas né, recomendação dos amigos também vale. E tá na minha listinha, espero que você coloque na sua também e me diga como é se eu ainda não tiver ido!

 

3. Escritório (o bar)

escritório bar
Ali bem pertinho do Buxixo, na Tijuca. O bar é comandado por um casal super simpático desde sempre e contam com a grande ajuda do “colega”, funcionário nota mil que tem se aventurado na cozinha e faz um dos hambúgueres vegetarianos mais gostosos da cidade, de falafel. Isso mesmo, produção caseira! No cardápio, além de opções maravilhosas de burgers e petiscos, tem drinks virgens, como a pink lemonade (bebida favorita da Nuta), drinks alcóolicos, cervejas e eu também tenho que recomendar o milkshake de nutella. Os preços são ótimos e o atendimento, mesmo com pouca gente trabalhando, também!

 

4. Escritório (o estúdio)

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Um verdadeiro inferninho localizado no Centro, entre a Praça Tiradentes e a Praça da República. Ali funciona o escritório-estúdio do Lê Almeida. Como eu posso explicar? É um sobrado bem apertadinho, mas tem espaço pra um bar, uma salinha que rola shows ou festinhas e um outro espaço que você encontra várias publicações independentes, desde fanzines até HQs. Nas paredes, muitos pôsteres irados, a maioria feministas! É demais! Tem que ficar ligado no Facebook pra saber quando rola evento por lá. Coloca aquele batom vermelhão e vai!

 

5. Coletivo Machina

machina

Para as mais junkies, assim como eu. Também no Centro, coladinho com a La Paz, ali funciona um estúdio onde várias bandas ensaiam e se encontram. No terraço, um espaço bem grande, rola um bar e um som, frequentado por artistas e músicos. Já teve festa de rock, festa black, bazar, exposição de arte e claro, shows. Às vezes a discotecagem é toda em vinil. É um lugar onde os amigos se encontram tipo um quintal de casa, mas não se intimide por isso. As festinhas são legais, a galera é simpática, a entrada é baratinha, quando não de graça e é um lugar legal pra conhecer gente nova. Você só precisa não ser muito fresca pra ir no banheiro, às vezes falta água…

 

6.  Bazar da Cantoria

bazar da cantoria
Sim, esse pode ser até um clichê! Mas, se você ainda não se aventurou a ir lá na Feira de São Cristóvão (Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas) pra soltar a voz, você realmente não sabe o que está perdendo! Bom, primeiro não preciso nem dizer que é pra você ir com bastante fome, né? A comida nordestina é deliciosa e lá tem vários restaurantes típicos. Mas estamos aqui pra cantar! Também vale dizer que a feira deve ter pelo menos uns 10 karaokês, mas eu realmente recomendo o Bazar da Cantoria. O ambiente é fechado, mais intimista e fica com mais cara de seu show mesmo, tem até um palco! O catálogo é bem grande e eu ~só acho~ que você deveria ir num domingo. Primeiro porque é mais vazio (final da tarde) e segundo porque suas chances de encontrar o “Loiro Alemão” por lá são maiores. Esse é um frequentador assíduo do local e eu não quero falar mais nada, só vai e me diz depois se não valeu a pena assistir ao ‘show’ dele! E ainda tem a Gabriela! Sim, a cachaça!  ♥

 

7. Beco das Artes

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Fica ali no entorno da Praça Tiradentes. O local, antes conhecido como Beco das Putas, por conta da presença de garotas de programa nas redondezas, agora é rodeado por teatros e outros centros de artes, mas é na rua que o rock acontece. A programação é bem variada, tem exposições, sarau de poesia, cineclube, shows e intervenções artísticas diversas. Eu recomendo o Jazz, que costuma rolar às quartas e a Junkie Sessions, que é mais a minha cara ainda, porque rola banda. Bom, não preciso reforçar que é rua, né, mores? Aquela coisa de boteco, cerveja de garrafa, banheiro sujo, olho atento na bolsa, etc.

8. Saloon 79

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Mas, Marie, não era diferentão? Sim, mas fato que se você tá acostumado a ir pra Casa da Matriz, Fosfobox, Espaço Rampa e afins (não desmerecendo jamais, já me diverti muito nesses lugares e sinto falta da Pista 3 até hoje), então é diferentão sim! E pra quem não conhece, é uma casa de rock que fica ali em Botafogo e rola festa direto. A maioria com shows, mas também tem discotecagem. Pra saber a programação é só ficar de olho na página. O espaço é bem legal, dá pra dançar, dá pra sentar e comer, tem drinks e cervejas, espaço pra dançar, fumódromo e ainda um segundo andar mais tranquilo com uma mesa de sinuca (ou bilhar, nunca saberei a diferença).

9. Crazy Cats

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Pra vocês não acharem que eu sou uma maluca que gosta de ficar jogada no asfalto, suja e fedorenta… Guardei os dois últimos rolés pra lugares mais arrumadinhos! O Crazy Cats também fica ali em Botafogo e é tipo um bistrôzinho (bem pequenininho mesmo, tem até uma mesona compartilhada), muito charmoso!! É todo decorado com memorabília vintage e iluminação mais intimista. Claro que rola show (dã!), mas são versões mais suaves. Quem toca muito lá são Os Beatlemaníacos (obviamente cover de Beatles), em versão acústica. O preço não é lá muito convidativo, mas você paga pelo ambiente agradável, a música, o banheiro limpinho e atendimento, que é realmente bom. E é claro que você vai comer e eu recomendo o Nacho!

10. Manifesto BCA

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Mais um lugar bacaninha pra coçar o bolso! Eu comemorei meu aniversário lá e saí encantada! O bar conta com dois ambientes e no andar de baixo rola advinha o quê de vez em quando? Isso mesmo: show! Mas não é sempre, no meu aniversário mesmo não teve. O ambiente é lindo, aconchegante, é ótimo pra comemorações em grupos ou pra marcar um date do Tinder. Os drinks são simplesmente deliciosos assim como as comidas (e olha que eu experimentei várias coisas do cardápio!). O atendimento é realmente bom (tão difícil no Rio que a gente até se impressiona, não é?) e você pode escolher cartelas individuais pra não ter confusão na conta no final.

Espero que vocês curtam as dicas, é sempre bom dar uma mudada de ares e conhecer lugares novos, né? Se vocês tiverem mais dicas ~diferentonas, contem aí nos comentários! E se quiserem vem mais desses lugares, me segue no snap (shutupmarie), que eu tô sempre dando pinta em algum deles!

— ♥ —

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Clube da Música GWS #5: The Outs

Por Marie Victorino / marie@gwsmag.com

Oi, gente! Demorou, mas o #ClubeDaMúsicaGWS voltou! Eu não tinha a intenção de deixar tanto tempo sem essa tag, porque eu realmente gosto de ouvir e divulgar bandas independentes!

Antes de tudo, uma breve explicação pra quem não sabe como funciona:

– A gente escolhe uma banda (ou um álbum) pra ouvirmos juntos durante uma semana.

– Através do evento no facebook, todo mundo pode dar opiniões e trocar ideias e informações sobre a banda.

– No final, eu reúno as opiniões mais legais e acrescento aqui no fim do post!

Lembrando que a ideia principal é conhecer bandas novas e valorizar a cena nacional e independente (mas não é uma regra!). Se quiser deixar sugestão de bandas, fica a vontade!

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Bom, a banda que eu escolhi pra esse retorno, é a The Outs. Eu já conheço eles há bastante tempo, acho que desde 2009, por aí… Porque eles começaram como banda cover do Oasis (!) e a gente sempre ia nos shows. Mas desde essa época (ou talvez um pouco mais recente), eles colocavam uma ou duas músicas autorais no repertório e já dava pra saber que eles eram muito bons além do cover, que também era ótimo! A voz do Tiago é absurdamente boa e eles carregam no currículo um elogio de Noel Gallagher, de um concurso que participaram!

De lá pra cá, eles foram evoluindo como músicos e assumiram a The Outs como banda autoral. Eles até participaram do reality da Sony: Breakout Brasil e chegaram até a final. Veja aqui uma entrevista que eles deram pra Billboard, em que falam do som da banda e da participação no programa.

O som deles tem MUITA influência do britpop! Não podia ser diferente, até porque tá bastante claro que eles passaram a adolescência curtindo muito essa cena inglesa dos anos 90, assim como a gente. Mas a gente também consegue sentir muita influência dos anos 70, com uma boa dose de psicodelia… E as letras são em inglês.

Bom, eu poderia ficar aqui fazendo textão sobre eles, porque eles realmente tem um trabalho consistente e que eu admiro muito. Mas acho bom a gente ir pra melhor parte que é ouvir a banda. Eles volta e meia fazem shows aqui no Rio, recentemente abriram para os ingleses do Temples, no Circo Voador, então vale ficar ligada na fanpage deles pra saber as datas. No momento, a banda tem 2 EPs gravados: o “Spirial Dreams” e um que é edição limitada, “Marmalade Land”.

Integrantes: Tiago Carneiro (voz), Dennis Guedes (guitarra), Vinícius Massolare (baixo) Gabriel Politzer (bateria).

Vamos ouvir juntos e comentar lá no evento do facebook? Espero que vocês se animem!

Links da banda: Site // Facebook // Twitter // YouTube // Instagram // SoundCloud

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5 Álbuns incríveis de 5 mulheres para ouvir já!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Eu sempre fui fã de grupos formados por garotas, cantoras ou bandas com mulheres no vocal. Durante toda a minha vida, achei as garotas da música extremamente inspiradoras e várias delas, me ajudaram na minha trajetória do feminismo e amor próprio. Independente de qual é seu estilo de música favorito, eu realmente acho que você deveria ouvir os discos dessa lista! Todos, são maravilhosos da primeira até a última música, foram revolucionários quando foram lançados e com certeza, fazem parte dos álbuns da minha vida. Pode colocar pra tocar, sem pular nenhuma música.

5º lugar ) Live Through This  – Hole

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Sei que Courtney Love é polêmica e divide opiniões. Mas Hole é sem dúvidas, uma das bandas mais feministas que você vai ouvir na vida. A banda teve várias formações, mas a mais clássica e favorita dos fãs com certeza foi Courtney no vocal, a baterista Patty Schemel a a baixista maravilhosa, Melissa Auf der Maur. Live Through This, não é meu disco favorito da banda, mas eu não tenho dúvidas que é o mais poderoso. Esse disco tem músicas como “Violet, “Miss World” e “Asking For It” só os títulos dessas canções, vocês já conseguem imaginar sobre o que o Hole gosta de falar. Comece pelo Live Through This mas não deixe de ouvir o anterior, Pretty on the Inside e o meu favorito, Celebrity Skin. Escuta aqui!

4° lugar) Back to Black – Amy Winehouse

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Se Back to Black não é um dos melhores discos de todos os tempos, sei lá, me perdi aqui então. Eu realmente acho que compor e gravar esse disco, foi o grande momento da Amy, vivendo o auge da sua fase criativa. Não dá pra não ouvir esse disco de cabo a rabo e com certeza, são músicas que fazem a gente pensar em todas as fases de um amor, desde o começo até o fim e o relacionamento que desenvolvemos com nós mesmas durante isso. Nem sei do que gosto mais. Se é da melodia, da voz de Amy das letras… Pérola da música! Coloca pra tocar.

3º lugar) American Life – Madonna

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Nem de longe, o disco mais famoso de Madonna. Nem de longe o favorito dos fãs, mas na minha opinião, foi nesse álbum que a eterna rainha do pop realmente ficou nua musicalmente e se revelou por completo. Quando Madonna está morena, ela sempre sai um pouco da pista de dança  e mostra seu lado mais politico e seus sentimentos mais profundos. Foi assim com a fase de Like a Prayer e o mesmo se repete em American Life, disco lançado na época mais tumultuada dos Estados Unidos, quando as Torres Gêmeas foram ao chão. Enquanto isso acontecia,  Madonna derrubava por terra o “sonho americano”com um disco super politico e também super pessoal. Foi no American Life que Madonna falou pela primeira vez em uma música sobre sua relação com seu pai e como ela lidou com a morte da mãe ainda criança. Dá uma chance pra esse disco!

2º lugar)  Jagged Little Pill – Alanis Morissette 

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Se você está procurando um disco FODA, girl power, poderoso, forte, maravilhoso, verdadeiro, honesto e transformador, esse disco é Jagged Little Pill da Alanis. Na minha opinião, ela é uma das maiores compositoras da história e esse álbum é um soco no estômago. Uma música mais maravilhosa do que a outra. Hits como “Ironic”, “You Oughta Know”, “You Learn” e “Head Over Feet” e quando você acha que acabou, tem uma música escondida no final do álbum, chamada “Your House”pra você se acabar de chorar. Alanis me ajudou de verdade a passar pela minha adolescência e eu falo sério quando digo que não sei se conseguiria sem ela. Devo muito ao Jagger Little Pill. Dá o play!

1º lugar) The Miseducation of Lauryn Hill  – Lauryn Hill

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Eu tenho vontade de abraçar esse disco que considero uma obra de arte. Sabe assim, impecável? Impecável é o que esse disco é. Em uma entrevista, Lauryn disse que quando escreveu The Miseducation, ela não estava em busca de perfeição, mas sim, de sentimento. Bom, ela encontrou a perfeição lá. Lauryn Hill é uma poeta e esse disco parece um livro, contando uma história faixa a faixa. É envolvente e te transporta para um outro lugar. Nunca senti isso com disco nenhum. Até hoje, nunca mais ouvi nada como The Miseducation. Não sei mesmo falar qual minha música favorita, mas eu choro com “Ex- Factor”, “To Zion”, “Everything Is Everything” e “When It Hurts So Bad”. Minha dica é a seguinte: Não coloca esse álbum pra rolar enquanto você tá distraída na internet não. Sinta esse disco. Pare pra ouvir ele, de verdade. Tá aqui ó. De nada.

Agora me contem! Quais os 5 discos de vocês?

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O estilo e a música da dupla Oshun

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Elva Vieira:

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A frase estampada em um dos moletons preferidos de Niambi Sala e Thandiwe, “Eu conheci Deus e ela é negra” não poderia ilustrar melhor a inspiração na deusa africana dos rios, da beleza, do amor, da fertilidade e da riqueza, a orixá Oxum. E vem dela também o nome da dupla, Oshun, composta pelas meninas de apenas 19 anos, que soltam a voz em um ritmo envolvente de neo-soul e hip hop com influência yorubá. Estilo puro no swing que se traduz no visual com roupas swag.

A influência está em nomes como Erykah Badu, Lauryn Hill e Nas, além de Miles Davis, Herbie Hancock e John Coltrane. Nas letras, amor próprio e espiritualidade, mas também de consciência política e questões sociais de forma incisiva, que se refletem no figurino. E não poderia ser diferente, com os recentes assassinatos de jovens negros por policiais brancos de Detroit e Baltmore e as manifestações que se seguiram.

Piercings, brincos de argola, chapéu, muito preto, assim como renda, vestido solto, pintura étnica, turbante, muito branco, amarelo (cor de Oxum) e azul. Entre os opostos o street wear coloca cores sérias como as camisas de veludo em azul marinho e vinho e estampa quadriculadas sobre delicadas blusas bordadas, que dão um traço de meninice.

Nos shows a influência africana é mais forte, com muitas pulseiras, adornos de cabelos, grandes colares e pashminas em contraponto a calças compridas e blazers com pegada da rua. Aí vale uma boa dose de dourado, uma das cores atribuídas à orixá. Os cabelos ao natural são um exemplo do bem colocado orgulho da raça.

E elas dão conta do recado: atingir a transcendência e se libertar da escravidão mental através da consciência de quem somos. O que importa é ir à luta ao som do próprio tambor, com maturidade e firmeza. “It’s a revolution! I declare war on you”, dizem na faixa “#” do primeiro EP da dupla, “Asase Yaa”, que significa “Mãe Terra”. E seja para mostrar que o que importa é o recado ou como uma boa jogada de marketing, o disco pode ser baixado gratuitamente no soundcloud da dupla.

O projeto Oshun nasceu de forma rápida e intuitiva após as jovens se conhecerem no grupo de orientação para bolsas Martin Luther King da New York University e passarem uma noite inteira de muita de dança e música no dormitório do campus. E funcionou. Em abril elas se apresentaram ao lado de grandes nomes como Joey Bada$$ e Erykah Badu no Broccoli City Festival, em Washington, um pouquinho antes de lançarem o primeiro disco.

A ideia de incitar ao pensamento crítico sobre as diferenças sociais chega a ser impertinente em algumas ocasiões, como na bandeira americana queimada como símbolo de resistência que aparece no clipe de “#”, a faixa mais popular do EP. Símbolos e mensagens, aliás, estão por toda parte nas roupas e atitudes de Thandiwe e Niambi. Garotas com muito a dizer, muito estilo e atitude.

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