Como não se deixar levar pelo que os outros pensam de você

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

 

Outro dia estava rolando pela internet uma matéria da revista Glamour que deixou muita gente de cara (inclusive eu). O título era “Quero ser hipster! Como fazer parte da turma mais cool da década”. E vou te falar, só não foi uma das coisas mais bizarras que já li pela internet por que na internet tem coisa muito pior. Olha que sou assinante da revista.

Depois ainda entrei no Youtube para me distrair um pouco com os vídeos do Porta dos Fundos e me deparo com isso:

Como diria Luane Dias: tá ridícula, tá escrota. Ninguém é obrigado.
Anyway, se por um lado essas matérias são vergonha alheia, por outro, me fizeram ter uma ideia (mentira foi uma amiga minha que deu): os manuais práticos são realmente muito úteis quando tem temas de fato legais. Convenhamos, nada como uma matéria que começa com “10 passos” ou “5 dicas” para nos ajudar a mudar hábitos ou começar novos planos para a vida, né?
Por isso resolvi fazer este post. Por que útil e legal de verdade é a gente aprender a não ligar pros outros. Você pode ser hipster, rock’n’roll, hippie, patty ou qualquer outra coisa não definida. O importante é saber ligar o foda-se e não fazer do seu estilo uma escravidão. Então vamos lá?

– Pensar demais cansa a sua beleza
Imagina que horror ficar pensando em cada detalhe milimétrico da sua existência: “preciso ter unhas descascando pra ser igual a fulano”, “preciso ter uma franja pra ficar como sicrano”, “sem uma blusa cropped no meu armário eu não sou ninguém”, “ai meu Deus, eu nunca vi Laranja Mecânica, devo me matar?”. ‘Mermão’, se liberta disso! Que loucura é essa que tão querendo nos fazer acreditar? Aposto que daqui a pouco tem uma empresa fazendo esmalte que já vem descascado. OH WAIT. Junto com ele vem um atestado de otária.

– O que você é, define o que você faz. E não o contrário
Aprendi esta frase em “Across the Universe” e nunca mais esqueci. Não deixe a sociedade ou qualquer pessoa insistir do contrário. Força. Tente procurar sua própria personalidade dentro de você mesma e não no que o mundo te coloca. Referências são referências e não fórmulas prontas.

– Seus amigos são o seu bem mais precioso
Acho que entre todas as baboseiras da matéria da Glamour, a pior de todas foi falar pra você andar com um grupo de hipsters. Amigos são a família que você escolhe, por mais que isso seja brega. E aí você vai fazer esta escolha tão importante baseada em valores tão vazios?

– Corações no Instagram e likes no Facebook não servem pra nada
Reconhecimento por postar uma foto linda que você amou clicar ou por compartilhar um conteúdo legal no Facebook é muito bom. A gente fica feliz mesmo, eu sei. Mas no fim das contas, isso dura três segundos e depois você já tá obcecada por outra foto ou outro conteúdo para receber mais likes. E pra quê? Mais três segundos de felicidade de novo. Tipo dependência química ou sei lá o quê. Não compensa, a conta não fecha. Escolha ser livre e use o Insta por que você gosta de tirar fotos e não pelos corações dos outros.

– Ninguém paga as suas contas
Eu tô aqui falando, falando, bem dona da verdade. A revista e o vídeo que foram inspiração pra este post também falam pelos cotovelos. A gente tá a mercê das regras que os outros inventam pra gente o tempo todo. Mas no fim, você vai seguir meus conselhos, só se você quiser. Este poder é seu e ninguém tasca. Por que se eu falar besteira e você se der mal, eu não vou estar aí pra te ajudar. A conta é sua, girl. Se liga.

– No fim, uma roupa é só uma roupa
A gente ama moda aqui no GWS. Parece até hipocrisia escrever este post aqui, já que somos vistas como hipsters muitas e muitas vezes. Mas a verdade é que não é hipocrisia por que a gente tem consciência de que roupas, são roupas. Elas não nos fazem ser mais importantes, elas não nos fazem ser mais amigas ou ter mais satisfação na vida. Elas só são uma maneira de nos divertir e de ganhar dinheiro (alô Loja GWS). Ponto final.

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