Como os artistas vivem

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Post enviado por Isa Freire:

Não sou nem de longe a maior fã de biografias. Na verdade não sou fã de ler nada que é real, amo ficções, amo amores inventados, amo gente inventada que parece com a gente. Sinto-me bem mais à vontade pra me identificar com personagens que não existem do que com pessoas reais, mesmo assim, acabo lendo algumas biografias e no final amo todas. Principalmente de artistas, porque vida de artista é quase irreal, né? Cantar pra não sei quantas mil pessoas num mega festival, conhecer os maiores mitos da música e das artes, tomar um café com nossos ídolos e é claro, uma infância sofrida e uma adolescência louca que culminam numa vida de gente grande inesperada e mais interessante que as nossas. Na verdade, essa última parte é mentira. Aposto que qualquer ser humano que quisesse escrever uma biografia, conseguiria um mínimo de sucesso. Todo mundo tem histórias pra contar, todo mundo já fez alguma loucura, já sofreu por loucuras de outras pessoas e por aí vai. Enfim, isso tudo pra indicar 3 biografias que eu amei pra vocês.

A primeira é “Vale Tudo”, do Nelson Motta que conta a história do Tim Maia. Se não estiverem dispostos a ler aquele livrão (que juro que é super rápido), pelo menos assistam ao musical. Sempre amei o Tim, aquelas músicas sofridas dele e tudo mais. Sua história não deixa nada a desejar. Foi pra Nova York novinho correr atrás do seu sonho, seus pais eram uns amores, principalmente sua mãe. No livro, são explicadas várias origens de suas composições, dá pra sentir na pele o que ele tava sentindo quando escreveu aquilo tudo. Sem contar a sanidade louca que ele teve naquela época do Racional, gente do céu, uma quebra de paradigma no meio do livro com Tim Maia sendo sóbrio, magro e escrevendo várias das melhores músicas de sua carreira inspirado por um guru charlatão.

A segunda é “50 anos a mil”, do Lobão. Vocês sabiam que o Lobão não terminou nem o High School? O cara sempre foi um daqueles gênios incompreendidos. Pais estranhos que o deixaram meio fora da casinha. Mulheres, drogas, tentativas de suicídio, brigas com outros cantores, diferentes formações de banda, rola de tudo na história dele. E pra galera carioca é bem legal também que ele circulava pelos mesmos lugares que a gente. O título diz muito sobre o livro, os 50 anos do cara devem ter passado em 5 segundos porque era tanta confusão, tanta loucura, dessas que como eu falei, só os artistas conseguem participar (tipo cheirar pó no caixão de um produtor. Com o Cazuza).

Fecho minha lista com uma biografia emprestada e recomendada pelo meu amigo Lucas Landau, “Só Garotos”. Foi escrita e é, digamos assim estrelada, pela Patti Smith, uma rockeira, poetisa, doidinha que vocês amariam conhecer. Ela passou a vida toda com um melhor amigo gay do lado, pelo qual ela ficou totalmente obcecada e juntos eles fizeram de tudo pela arte, passaram por todas as modalidades de livre expressão que pode existir. Sugiro a vocês lerem e tirarem suas próprias conclusões sobre a natureza do relacionamento dos dois, era louco, mas eles foram felizes juntos e criaram muito juntos. Entre trancos, barrancos e luxos, viveram a vida de jovens que largam tudo pra correr atrás do sonho de fazer arte por aí, qualquer que ela seja e tentar, tentar, até fazer valer a pena.

A próxima biografia que vou ler é a do Polanski, desejem-me sorte. E vocês? Têm alguma biografia boa pra me indicar? Ou qualquer outro tipo de livro?? Também quero dicas!!!! ;)

 

assinatura-Isa

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