E afinal, aonde está a mulher na cultura pop nos dias de hoje?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

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Janeiro e Fevereiro são sempre movimentadíssimos com as grandes premiações de cinema, TV e música e obviamente junto com os prêmios vem os bafões da noite. Semana retrasada eu falei sobre o Grammy, o discurso do Obama e sobre alguns casos de agressores famosos que ainda se mantém nos braços do público. Pois domingo foi a cerimônia do Oscar e mais uma vez estava lá o feminismo se fazendo presente no discurso da Patricia Arquette: “Para todas as mulheres que deram à luz a todas as que pagam impostos e cidadãs desta nação. Nós precisamos lutar pelos direitos iguais para todos. É nossa hora de ter salários iguais de uma vez por todas e para todos e direitos iguais para as mulheres dos Estados Unidos da América.” Eu só mudaria uma coisinha nesse discurso: é hora de direitos iguais para as mulheres do mundo todo.

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Vocês já analisaram a cultura pop como um todo e pararam pra pensar no papel que as mulheres tem dentro dela? Embora tenhamos tido discursos maravilhosos no Oscar desse domingo sobre feminismo e ainda contra o racismo e homofobia, além dos prêmios exclusivamente femininos, não temos mulheres sendo indicadas a quase nada. Nas categorias principais como direção então nem se fala. Será que não temos mulheres boas diretoras e produtoras ou apenas a sociedade não nos dá o valor merecido? Quem tem esse discurso pronto na ponta da língua e não tem medo de falar sobre são minhas duas humoristas feministas favoritas do mundo todo: Amy Poehler e Tina Fey. Em todas as vezes que essas lindas apresentaram o Globo de Ouro, o feminismo foi o assunto principal em suas piadas. Sempre de um jeitinho especial elas deixavam claro o quão injusta é a indústria do entretenimento com as mulheres, sempre exigindo sua perfeição. Esse ano brincaram com a própria Patricia Arquette, ganhadora do prêmio, dizendo que “é possível ter um bom papel feminino depois dos 40 contanto que você comece a fazê-lo ainda nos 30”, entre tantas piadas onde deixavam bem claro o incômodo com o preconceito com as mulheres e sua falta de reconhecimento profissional. Em seus livros, tanto Tina quanto Amy contam suas trajetórias pessoais e profissionais e todos os percalços que passaram pra chegar onde estão hoje e assim como todas as mulheres, ambas podem dizer que não é fácil matar tantos leões por dia para serem reconhecidas.

Vocês já ouviram falar no teste de Bechdel? É um teste que confere se um filme ou série segue algumas regras: ter pelo menos duas mulheres com nomes que conversam entre si sobre algo que não seja um homem ou relacionamentos. Simples né? Pois agora pare pra pensar nos grandes sucessos de bilheteria e procure filmes que não tenham personagens femininos que não seja apenas escada ou suporte para o protagonista homem. São muitos, não é? A grande maioria dos filmes e séries são feitas por homens e sobre homens. As mulheres são apenas pessoas secundárias que servem como ferramenta na história: ou o interesse amoroso, ou a pessoa a ser salva, ou uma parente do protagonista. Por isso filmes como Jogos Vorazes em minha opinião são tão importantes para as jovens adultas e adolescentes. Pois finalmente temos uma personagem forte cujo principal interesse é permanecer viva e não conquistar um grande amor.

 Já andei lendo por aí que feminismo anda na moda. Acho ótimo o movimento estar na boca do povão. Precisamos cada vez mais de mulheres e homens discutindo nossas manifestações e desejos. Já era hora dessas mulheres famosas usarem sua relevância para darem voz a um movimento que prega a igualdade. Já era hora dessas mulheres se assumirem feministas sem medo. Reese Whiterspoon lançar o movimento #askhermore que tenta dar um fim as perguntas imbecis no tapete vermelho e em coletivas para atrizes foi uma das sacadas mais geniais dentro do cinema. Eu assisto prêmios de cinema há exatos 20 anos e foi muito interessante ver os entrevistadores verdadeiramente se esforçando para fazerem perguntas relevantes nesse domingo que fossem ALÉM da marca do vestido. Veja bem, AMO o tapete vermelho, amo os vestidos e as maquiagens, mas amo ainda mais ver mulheres falando sobre outros assuntos.

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Temos sorte de atualmente essas mulheres terem também finalmente firmado suas posições feministas e dito pro mundo como se sentem. É possível sim ser relevante como feminista e fazer ótimos filmes e programas. Das três coisas mais feministas que assisti na vida estão as séries 30 Rock e Parks and Recreation, respectivamente produções de Tina Fey e Amy Poehler que tratam de como é ser mulher e profissional de forma divertida e nunca esquecendo a militância feminista e uma das séries mais fantásticas que já assisti, The Fall com Gillian Anderson interpretando uma detetive que sabe bem o que quer e a hora que quer e não tem vergonha de enfrentar o patriarcado. Sigam essas dicas e pensem mais sobre o assunto: se não tá fácil ser famosa em Hollywood, imagina pra gente!

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