Economia colaborativa: você sabe o que é?

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

A Economia Colaborativa está super presente na sociedade moderna de maneira cada vez mais forte, mas talvez você nunca tenha se dado conta ou sequer relacionado este nome a alguns dos diversos empreendimentos que possivelmente já utiliza ou ouviu falar a respeito.

Em busca de um modelo colaborativo de consumo onde o viés capitalista de lucro, tal como a gente conhece, é substituído pela lógica de divisão do acúmulo, a Economia Colaborativa é hoje uma das bases pelas quais pessoas podem compartilhar serviços que antes eram concedidos somente por grandes corporações. É também um modelo que agrega pessoas que buscam organizar maneiras mais sustentáveis de enxergar e se relacionar com o local onde vivem. Maravilhoso, né?

GM

Ilustração: GM

Nesse sentido, projetos de cunho cultural, alimentício, de mobilidade, de trabalho, de educação, meio-ambiente entre outros tantos temas são fomentados a partir de iniciativas populares com o fim de transformar cenários locais. São pessoas interagindo entre si e propondo mudanças!

Alguns exemplos são os projetos como o Floresta Urbana, que visa tornar a cidade mais verde através de intervenções em espaços públicos em São Paulo, a Horta Comunitária da General Glicério, iniciativa dos moradores de Laranjeiras, o Couchsurfing onde pessoas se transformam em anfitriões e oferecem quartos para mochileiros experimentarem a cultura de diferentes locais do mundo e o app Tem Açúcar?, no qual os usuários promovem o empréstimo de coisas entre vizinhos, evitando assim que você compre aquela furadeira que vai usar uma vez a cada 2 anos.

Mas como a Economia Colaborativa se relaciona ao feminismo? Os conceitos de economia feminista e economia colaborativa se fundem no sentido em que ambos buscam a ressignificação das relações de poder, consumo e distribuição de recursos. Como assim? Calma que já explico!

Alguns exemplos são as iniciativas como a Rede Feminaria, uma associação de empreendimento e suporte ao empreendedorismo feminino com consultorias a preços módicos e como o Coletivo Deixa Ela Em Paz que promove ocupações do espaço público por mulheres a fim de combater o machismo e a discriminação de gênero (e cujos lambe-lambes lindões você já deve ter visto por aí!). Outro exemplo é o Indique uma Mina, grupo colaborativo no Facebook onde mulheres indicam mulheres para vagas de emprego. Esses são apenas alguns dos projetos rolando por aí que unem o modelo colaborativo à economia feminista.

É possível dizer que caminhamos para novas formas de pensar a nossa relação com o entorno, quebrando paradigmas econômicos, de gênero e reinventando as relações interpessoais com criatividade e mobilização popular. Existem muitos projetos interessantes acontecendo, uma galera focadas em mudança e vale a pena buscar aqueles com os quais você se identifica. É o momento de fazer a diferença e, agir é a palavra de ordem!

Curtiu? Coloca o dedo aqui pra saber mais sobre o tema:

https://trama.net.br/

http://www.cidadecolaborativa.org/

http://consumocolaborativo.cc/

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