Especial #SPFW: Bate papo comTilly Macalister Smith da VOGUE UK e Bárbara Leão da VOGUE BR.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Bárbara Leão de Moura, Alice Ferraz e Tilly Macalister Smith

O GWSmag foi convidado pelo F* Hits para participar do bate papo exclusivo que rolou no Q.G com a editora da VOGUE UK Tilly Macalister Smith e com a editora de moda da VOGUE BR, Bárbara Leão de Moura. Achamos o convite irrecusável e sabíamos que desse bate papo podia sair um conteúdo bacana pro GWSmag e aceitamos o convite.

Durante o bate papo muita coisa rolou. Tilly expressou a vontade de conhecer o Rio (#winning) ,disse que admira a qualidade dos materiais e tecidos usados nas grifes nacionais (ponto pra gente) e que está impressionada com a beleza das brasileiras. Bárbara mostrou que a admiração tem via dupla e confessou que  a VOGUE que mais inspira a versão brasileira da revista é a VOGUE UK. “Acredito que temos o mesmo compromentimento, o mesmo desejo de fazer matérias completas, com bons textos.”

A forma similar de pensar entre as duas editoras não para por aí. E foi nessa hora que achei que o bate papo rendia um post interessante. Em meio a conversa sobre a “cultura da tendência”, peças vintage e last season, as duas mostram opiniões bem parecidas com o que a gente acredita. “Estou mais interessada em quem não gosta de nenhuma tendência do que quem compra todas.” Pode parecer uma opinião controvérsa vindo de uma editora de moda de uma das revistas de moda mais influentes do mundo, mas não é. “A tendência é pra ser mostrada, apontada, você deve saber que ela está acontecendo. Mas você só deve usar se ela combinar com seu estilo, com quem você é.”

“É fundamental entender que uma tendência não é só moda. Ela tem que casar com os lugares que você vai, com o que você escuta, com o que você acredita. É um lifestyle.” completou Alice Ferraz que mediava o bate papo.

Engraçado que esse era uma papo que eu estava tendo outro dia com algumas amigas. As tendências andam tão massificadas que mais parecem um manual de sobrevivência fashion. E nessa loucura de “se é tendência tenho que usar”, a gente presencia patricinha usando blusa de rock e mulher que nunca saiu do salto de um peep toe usando sneakers.

O quanto essa roupa  fala de você? O quanto ela mostra quem você é? Moda costumava ser uma forma de expressão poderosa e agora mais parece uniforme militar. Foi um sopro de alegria perceber que duas mulheres influentes e poderosas da moda acreditam na mesma coisa que a gente.

Saíndo dos desvaneios da minha mente e voltando a Tilly e Bárbara, o assunto continuou e a editora da VOGUE UK completou: “Acho completamente fora da realidade você comprar uma peça e só usar ela por 6 meses. Se a peça é um pedaço do que você acredita, ela pode estar no seu guarda roupa pra sempre.” Bárbara mostra que pensa bem parecido com Tilly e diz: “Eu também não concordo com o pensamento de “tendência tem-que-ter” como já vi uma vez: “tem que ter os sapatos em chamas da Prada”. Tenho que ter não. Tenho que ver se combina comigo, se vou usar.”

“Adoro quem repete roupa. Ou quem tem vários pares do mesmo estilo de sapato. Isso é personalidade.” 

Se moda é arte, uma forma de se expressar, nenhuma pessoa ou veículo pode te dizer o que é certo ou errado, o que é chic ou shame. Moda é forma de comunicação. E o GWS acredita no direito de se expressar que toda boa democracia permite.

E se você acha que esse assunto dá pano pra manga… tem outro texto meu: Sobre moda que também foram reflexões feitas durante semanas de #moda passadas.

“Express yourself don’t repress yourself.”

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