Estive pensando sobre: O cavaleiro de espadas e o cavaleiro de ouros

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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São dois. Tão diferentes. Não se parecem em nada…

Um é doce, meigo, se entrega. O outro é explosivo, indecifrável, indiferente.

Um é grande, o outro é pequeno, um é loiro o outro é moreno, um é da gema o outro é do sul.

Um sonha, vibra, compartilha. O outro suga, consome, ignora.

Um obedece o outro, manda.

Os dois sentem. Os dois me fazem sentir.

Um fala, o outro grita.

Um flui, o outro trava.

Um é espadas, o outro é ouros.

Nenhum me completa. Não assim, não desse jeito.

Um é carinho o outro é tesão.

Um quer, o outro quero.

Essa cilada que é o jogo do amor… Como já dizia Amy, is a losing game. Nesse jogo você se surpreende. Mais com você do que com eles.

Você joga, joga outra vez, passa a vez, joga os dados até o fim, até conseguir o resultado do seu feliz pra sempre.

Mas nesse jogo não tem jogada certa, nem errada.

Tem eu, tem eles.

Eles tornam tudo mais difícil?

A ficha cai…

Não, eles não deixam. Eles sabem bem o que estão dispostos a oferecer.

E eu? O que eu estou disposta a receber?

Não preciso escolher… ninguém precisa.

Um sempre acaba te jogando mais pra um… ou pro outro…

Uma jogada, uma simples jogada, muda tudo.

No mesmo whatsapp, na mesma noite, no mesmo horário, um diz: “Quero te comer” e o outro “Dorme comigo”.

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