Estive pensando sobre… O tempo que o tempo tem

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Chemistry + Timing = Relationship Success

Eu conheci um garoto, tem tempo, em meados de 2010, em uma dessas noites wilds com meus amigos, resquício de 2009. Ficamos, não naquele dia, mas algum tempo depois. Foi isso, nada demais aconteceu. Ele começou a namorar, eu me apaixonei por um cara e chegamos a nos falar algumas vezes durante 2011. Nada demais, talvez só pra passar o tempo mesmo.

Em 2012 ele reaparece. Mas eu não tinha tempo pra ele naquele momento. Estava namorando, afim de fazer aquilo funcionar e eu já não me sentia assim, tão afim dele. O tempo faz essas coisas. Então em 2013, eu terminei meu namoro de seis meses e achei que procurar ele seria legal.

E foi. O tempo não podia ser mais certo e a gente tipo, grudou. Nos víamos sempre, eu me sentia a vontade e com vontade de conversar com ele sobre tudo. E assim foi durante um tempo. Estava adorando conhecer ele melhor, era incrível como ele se dava bem com meus melhores amigos e como a gente pensava super parecido. Foi tipo “click!” não tinha estranheza, não tinha charminho de “estamos nos conhecendo”, ninguém fazia tipo. Fazia tempo, bastante tempo, que eu não funcionava tão bem com alguém. E não é ótimo quando o seu tempo bate super certo com o tempo do outro?

Mas tempo é algo relativo e o nosso começou a mudar. A coisa já não rolava tão natural e percebi que ele estava de leve, seguindo o manual da conduta superficial. Eu não estava errada, nossos tempos tinham mudado e em uma conversa ele deixou isso bem claro. “Quero respeitar meu tempo” ele disse. E assim, nós paramos de ficar.

O tempo passou, ele reaparece, me chama pra sair e eu literalmente fico sem saber o que responder. Eu gostava do que a gente tinha, de como ficávamos e sentia falta dele. Quem sabe nosso tempo não batia de novo? Na dúvida, eu resolvi arriscar e voltamos a nos ver… casualmente.

Toda vez que nos encontrávamos, era click! É impressionante como a gente se dá bem em tudo. E assim, sete meses se passaram.

Mas uma coisa que o tempo, ao longo da minha vida me mostrou, e eu aprendi depois de tentar muito o contrário, é que não sei levar relacionamentos casuais. Não tenho o menor talento pra encontrar uma pessoa hoje, ter toda química do mundo e depois ficar duas semanas sem nem saber por onde ela anda. Ou ter intimidade com alguém sem criar laços, ou fazer sexo e não sentir saudades.

Estar com alguém pra mim é se sentir especial e fazer com que o outro se sinta assim também. Infelizmente, um relacionamento de “te vejo por aí” não me traz isso.

Percebi que ele estava certo. Devemos respeitar nosso tempo e eu resolvi respeitar o meu.

Talvez a gente precise de mais tempo. Afinal, ninguém sabe o tempo que o tempo tem.

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