Eu fiz uma mamoplastia redutora

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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Ilustração: Isabela Gabriel especialmente para esse post

Se você acompanha o GWS só por aqui ou pelas redes sociais oficiais do blog, pode estar estranhando o título desse post. Como assim, a Nuta fez uma mamoplastia redutora e ninguém ficou sabendo?? Se você me segue lá pelo snapchat (nutagws) está um pouco por dentro dessa novela. Mas a verdade é que nunca contei por lá, nem em lugar nenhum, detalhes sobre a minha decisão de fazer uma mamoplastia, nem sobre minha cirurgia e nem sobre o mais complicado de tudo: O pós.

Eu resolvi fazer esse texto por uma série de motivos. Mas o principal deles, como tudo aqui no GWS, é que eu tento sempre ajudar vocês de alguma forma. Então se preparem porque vai ser textão estilo novela: Sobre autoestima, decisões, medo e a importância de saber lidar com situações não planejadas.

Bom, já que é para contar a história, vamos começar do começo. Se hoje eu escrevo sobre autoestima e amor próprio não é porque eu nasci cheia de confiança. Muito pelo contrário, eu sofri muito desde de pequena por não me encaixar no padrão não só da mídia, mas do meu ciclo social e familiar.

Desde muito nova, eu aprendi a ser o patinho feio. Quando criança, eu tinha um grupo de amigas muito unidas. Estudamos todas juntas da 1ª até a 6ª série e fazíamos tudo juntas nessa fase tão grande de transição, transformações e descobertas. Uma delas, sem dúvidas, foi as descobertas envolvendo nossos corpos. Pelos crescendo, primeira menstruação, espinhas e claro, o desenvolvimento e crescimento dos peitos.

Eu lembro de, ainda muito nova, perceber que eles não estavam se formando como os das minhas amigas. Enquanto os delas, formavam um desenho igual aos que eu via na TV e nas revistas, os meus se pareciam cada vez mais com aqueles que as pessoas costumavam zoar e classificar como feios. Nessa fase, digo ali até meus 13 anos, apesar de já não achar meus peitos bonitos, isso não parecia ser muito importante pra mim. Mas tudo mudou quando eu fiz 15 anos e via com frequência os das minhas amigas, colegas, primas e claro, comecei a perceber também como os meninos valorizavam isso.

Vale lembrar aqui que eu tinha 15 anos e lá no início dos anos 2000 pouquíssimo se falava em empoderamento, aceitação e feminismo. Aliás, eu me arrisco a dizer que a minha geração foi a mais massacrada na adolescência com os padrões de beleza, já que foi o grande boom da internet, photoshop, câmera digital e todos os artefatos que facilitam o envio e recebimento de imagens. Tudo que eu queria na época era que meus seios se parecessem com os das minhas amigas e que um garoto gostasse de mim. Gostaria que naquela época eu entendesse um pouquinho mais sobre amor próprio e sobre celebrar as diferenças. Talvez assim, meus seios não teriam se tornado algo que me incomodaram ao longo de toda a minha vida.

Voltando aos meus 15 anos, eu já estava com meu corpo quase todo formado. Muito rapidamente meus peitos cresceram super caídos e flácidos. Para você ter ideia da flacidez, eu “brincava” de contorcionismo com eles e conseguia colocar um por cima do outro. Outra característica é que nunca senti dor nas mamas. Sabe essa coisa de levar bolada na queimada ou alguém esbarrar e doer? Você sente isso por conta das glândulas mamárias e fibras musculares. E eu praticamente não tinha essas fibras que são responsáveis pela sustentação.
gws-quote2Eu diria que foi ali, nos meus 15 anos que realmente comecei a me sentir mal com meus peitos que ficavam cada vez maiores e flácidos. Aos 17 anos, uma amiga me disse que eu tinha os seios iguais aos da vó dela. Essa frase, ecoou na minha cabeça durante quase todos os meus namoros da adolescência. Aliás, obviamente eu odiava mostra-los. Para amigas e claro, namorados. No início da vida adulta era assim: Tudo no escuro e de sutiã. Eu passava mais tempo incomodada com namorado colocando as mãos nos meus seios do que sentindo prazer, porque tudo que eu pensava era como ele perceberia o quanto “feio eles eram”. Queria naquela época ter a clareza de pensamento que tenho hoje. Magra, gorda, com seios flácidos, ou durinhos eu sempre serei digna e essas coisas não me definem.

O que pouca gente sabe, porque eu sempre tive vergonha de falar sobre peitos é que eu operei aos 20 anos, assim que comecei a namorar o garoto que abalava minhas estruturas. Naquela época eu acho que eu operei por todas as razões erradas. Por insegurança, por vergonha e naquela afobação de resolver logo o que me incomodava, operei em um lugar que eu não queria, com um médico que eu não sentia confiança. O resultado, claro, foi um desastre. Eu que esperava acordar no dia seguinte amando meus peitos, continuei achando eles feios e agora pra piorar, eu ainda tinha cicatrizes super visíveis na auréola.

Vou resumir essa parte da história se não esse texto não vai ter fim, mas o que importa é que algo que eu fiz para melhorar minha autoestima em relação ao meu corpo, acabou piorando. Graças a Deusa, chegou a vida adulta e eu consegui desencanar de muita coisa e já não tinha uma neurose tão grande com meus seios. Descobri o feminismo, passei a entender e a respeitar meu corpo e deletei muita neura que eu carregava comigo. Mas não posso mentir: Aquilo ainda era algo bem difícil pra mim.

Em 2014, quase 10 anos depois da minha primeira cirurgia eu comecei a sentir dores horríveis nas costas e nos ombros. Papo de deitar no chão e ficar lá reta, imóvel por 10 minutos. Não existia posição confortável e ficar muito tempo em pé era ganhar ombros rasgados pela alça do sutiã tamanho 52. Então, eu fui em uma ortopedista e ela me pediu vários exames. E foi aí que eu descobri que eu tinha uma hérnia na coluna, causada pelo peso das mamas. Nesse momento, tive certeza que eu tinha que operar novamente e de uma vez por todas tentar resolver toda essa novela.

Depois de muito procurar e ir em várias consultas, eu achei um cirurgião plástico que me passou confiança, que eu achei gente boa, curti a energia e pensei: É esse! Ele então conversou comigo sobre meu caso e me mostrou que um dos maiores responsáveis pela minha dor sem fim na coluna e tamanho de sutiã, além dos seios era a gordura em excesso que eu tinha na lateral das mamas e nas costas. Por conta da falta de fibras dos peitos, a única forma dele ter sustentação, era através de prótese de silicone. Depois de muita conversa, exames e preparação física e psicológica eu marquei a cirurgia para o dia 28 de setembro de 2015.

O que eu não imaginei é que eu estava prestes a viver os 6 meses mais bizarros da minha vida. Minha cirurgia correu super bem. Deu tudo certo e eu lembro de acordar no quarto algumas horas depois, super tranquila. Foi no dia seguinte que a coisa começou a pegar. Embaixo da minha mama direita, se formou uma placa escura, longa mas não grossa. Perguntei ao meu médico o que seria e ele disse que o sangue naquela região tinha coagulado, que aquela pele iria morrer e que em alguns dias, ele teria que retirar.

Percebi que ele ficou preocupado, mas não quis me preocupar e eu, na verdade, não fiquei muito encanada. Quatro dias depois essa área que formou uma pequena casca preta começou a se desprender do resto da pele em uma velocidade absurda. A casquinha preta começou a virar um buraco, cada vez maior. O buraco chegou a uns quatro dedos de largura e altura. Sim, minha pele praticamente saiu toda parando ali, 1 centímetro de distancia do bico. Era possível ver meu peito por dentro. Meu médico acompanhou todo o processo, me atendeu altas horas da madrugada, pedia para me ver o tempo todo. A questão era a seguinte: Não tinha nada que ele podia fazer.

O diagnóstico era: Eu tinha tido um micro trombo naquela região. O sangue que tem que circular e irrigar a região, simplesmente não fez isso da forma correta. Consultei outro médico, hematologista, que me deu exatamente a mesma opinião. Aquilo tinha que fechar naturalmente. E foi assim que eu comecei a viver em função da minha recuperação. Eu não tenho como descrever para vocês o medo que eu sentia quando via meu peito literalmente aberto. Vazando líquido, sangue e correndo risco de uma infecção que poderia me matar. Caso o silicone fosse atingido, eu teria que correr para o hospital, tirar a prótese, fechar o peito e era isso! Ou eu poderia ficar realmente doente.

Eu sentia febre, tontura, enjoo e cheguei a tomar 8 remédios por dia. Entre remédios para circulação, antibióticos, anti-inflamatórios, vitaminas… O que eu sei é que por mais irônico que isso possa parecer, passando por isso tudo eu vi que eu tinha escolhido o cirurgião plástico certo. Ele pedia para eu ir no consultório 3 vezes na semana, me ligava todo dia e me ajudava psicologicamente. Eu não tenho como expressar em um texto o que passei. De tanto fazer curativos, meu peito começou a ficar machucado e com alergias. Fora os comprimidos que eu tinha que tomar, ainda tinha os cremes, os sprays e até um suplemento para beber, chamado “Cubitan”. Acabei emagrecendo muito por conta da dieta especial para melhorar a circulação e qualidade da pele cicatrizada. Independente da sua cirurgia dar problema ou não, se alimentar melhor vai acelerar seu processo de cicatrização. Era engraçado ser a “prova viva” de receber os tals “comprimentos” de como eu tinha emagrecido, sabendo o porque aquilo estava acontecendo. Por isso que eu sempre digo: “Tá magra” não é elogio.

A quantidade de dinheiro que gastei no pós deve dar quase para pagar outra cirurgia. Uma mamoplastia normal, você se recupera por completo cerca de 3 meses depois. A minha, posso dizer que levou quase 6 meses. Tenho uma cicatriz até pequena perto do tamanho do buraco que tinha na minha mama e meu médico já me disse que vamos melhorar ela o máximo possível em breve.

Eu estou fazendo esse post gigante porque quando eu estava no auge do desespero, eu só encontrava pela internet, textos felizes de mamoplastia redutora. Sendo que na vida real eu comecei a conhecer várias pessoas que tiveram grandes complicações. Com a popularização das cirurgias, fazer uma plástica virou uma coisa banal. Não é banal. Não é simples e pode sim, ter complicações sérias.

Eu não estou dizendo não faça. Até porque apesar de tudo, hoje recuperada de saúde apesar da questão da cicatriz, um motivo fútil analisando tudo que passei, eu amei o resultado. Amei o tamanho do meus seios, o formato, o fato de que meu médico conseguiu consertar minha auréola que foi estragada na primeira cirurgia, amo nunca mais ter sentido dor nas costas, amo até a cicatriz que me mostra que venci algo muito grave. Como eu já disse nesse post aqui e em vários outros, se amar, não significa ser imutável.

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Mas eu só não pirei porque eu estava MUITO psicologicamente pronta para o que pudesse dar certo e errado. Porque eu realmente fui operar com um médico que eu confiei e tive química. A sua cabeça tem que estar mais pronta para o procedimento que seu corpo.
Não dava para prever o que aconteceu comigo. Eu fiz todos os exames exigidos para uma cirurgia dessas e estava tudo bem. Trombose é uma coisa que acontece de repente. O que você pode fazer para minimizar as chances de acontecer algo do tipo com você é: Alguns meses antes da cirurgia, comer alimentos que ajudam a circulação. Essa lista aqui diz tudo que pode ajudar. Outra dica é, antes mesmo de procurar um cirurgião plástico, procurar um hematologista e pedir o máximo de exames possíveis e quem sabe, um remédio para circulação.
Se você estiver pensando em fazer uma cirurgia tenha em mente que sim, existem riscos e grandes, por mais que hoje em dia os médicos e a mídia tentem minimizar isso. Esteja preparada psicologicamente e fisicamente. O texto já está enorme e eu pouco falei de coisas básicas da operação como pré operatório, a cirurgia em si e minha vida agora não mais usando sutiã 52 e sim, 46/48 e sem dores nas costas! Então se vocês quiserem saber mais sobre esse tema, me digam nos comentários que eu vejo se rende mais um texto.
Por último, eu queria escrever aqui o que eu gostaria de ter lido por aí, quando eu estava assustada e com medo de não me recuperar: Se alguma coisa der errado no seu pós, confie no seu médico, mas procure outras opiniões. Se alimente bem, a alimentação é cura também. Tenha fé, calma e paciência. Viva um dia de cada vez e celebre cada melhora. Tudo vai ficar bem.
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37 Comentários

  • Arianny

    Nuta, que texto incrível para inaugurar o layout novo. Tenho uma prima que tem 20 anos e quer fazer a cirurgia redutora. Vou passar seu relato a ela, dicas valiosas. Grande beijo.

    1. GWS

      Obrigada!!! Passa sim, sempre importante a gente saber todos os prós e os contras, né? beijo!

  • Rebeca Rihensa

    Meu sonho é fazer essa cirurgia, confesso que depois do texto fiquei um pouco com medo, mas foi realmente muito bom saber disso, assim posso tomar certos cuidados quando for fazer a minha. Faz outros textos sobre esse tema, eu adoraria saber um pouco mais sobre a sua experiencia.
    PS: amei o layout do blog ♥

    1. GWS

      Rebeca, foi o que eu falei, a gente só tem que estar pronta psicologicamente para tudo que pode acontecer. Vou tentar fazer outro sim! Super beijo

  • adri

    Nuta, que texto! bateu até um desespero lendo isso, mas muita sinceridade e realidade para qualquer que possa passar por uma cirugía, seja ela qual for.

    Um beijo meninas, e parabéns pelo layout <3

    1. GWS

      Oi Adri! Foi punk, mas estamos aqui, firme e forte! Obrigada!! Beijos

  • Kami

    Nuta, que texto maravilhoso!
    Como é linda sua sinceridade. É impressionante como a gente só lê coisas boas na internet sobre procedimentos desse tipo mas conhece vários casos não tão bons na vida real.
    Fico muito feliz que você esteja se recuperando e melhor a cada dia!!!
    Conta pra gente como tá sendo essa mudança de tamanho!
    Beijo grande (sou fã de vocês)!

    1. GWS

      Oi Kami! Pois é, por isso eu quis muito falar sobre isso. Acho que vou fazer mais um post sim! Mas vou dar um tempo… hahaha obrigada!! beijos!

  • Carol

    Nuta, fiz a mesma cirurgia há uns cinco anos atrás e também tive complicações, É ótimo ler um texto tão sincero, esclarecedor e corajoso sobre um assunto tão sério.
    PS.: o layout novo ficou ótimo!

    1. GWS

      Obrigada Carol! Pois é, é muito mais comum do que muita gente imagina… Que legal que vc gostou do layout!! Obrigada!

  • Lorrany Farias

    Nuta, eu sempre comento que você é maravilhosa em todos os seus posts nas redes sociais. Quando eu comento não é simplesmente em questão de beleza, sobre suas roupas, sobre seu cabelo ou tudo referente a isso. Eu te acho maravilhosa, porque, pelo seu olhar, eu sinto que você já passou por MUITA coisa na vida. Afinal, quem nunca?!
    Te acho forte. Acho que todas as vezes que eu te leio, sendo um post ”mais leve” ou não, você me arranca uma lágrima. Me toca, de verdade.
    Esse não foi diferente.
    Eu te acompanho no snapchat, e sempre que você dizia por lá que estava doente eu tinha vontade de te abraçar, te mandar um email ou qualquer coisa que fosse pra te dizer que ”olha, não sei o que você tem. Mas vai ficar tudo bem”.
    Não nos conhecemos pessoalmente, não nos falamos, mas a internet me aproximou de você. E eu agradeço por isso, porque, miga, ter você como referência de empoderamento, feminismo, amor próprio, foi a melhor coisa que me aconteceu por aqui. Sigo aprendendo.
    Obrigada. MESMO.

    E mesmo que o pior já tenha passado, saiba que sempre tudo ficará bem.

    Um abraço.

    1. GWS

      Nossa Lorrany, que mensagem mais linda a sua!! Nossa, eu fiquei realmente muito emocionada. Do lado de cá, as vezes a gente fica sem noção do impacto do que a gente fala e faz, as vezes penso até que esse impacto nem existe, mas quando leio uma mensagem como a sua me sinto inspirada,feliz e como se eu tivesse fazendo um pouquinho pelo amor próprio e confiança das mulheres. Obrigada por me contar isso tudo. Obrigada pelas energias positivas durante minha recuperação. Um beijo!

  • Raquel Arellano

    Você falou coisas tão importantes nesse texto que dá pra fazer um post só com os quotes (rs) mas acho que o principal é: sua cabeça tem que estar muito pronta pro que pode acontecer. Você foi vítima de incompetência médica lá atrás, o que acabou não resolvendo suas questões com os seios. E agora, esse perrengue no pós. Mas graças ao seu preparo psicológico, teve força pra encarar todo o cuidado com os curativos e alimentação, pois sabia que tava em boas mãos e pronta pra tal. Como você, tive complicações no pós cirúrgico de um procedimento de emergência e acabei ficando lesionada. Nesses quase 4 anos, fiz/faço de tudo para que consiga ganhar um pouco mais de mobilidade, mesmo sabendo que não será 100%. Mas graças às forças que tiro sabe-se lá de onde, eu não deixo a peteca cair.

    Que seu depoimento chegue a mais pessoas! <3

    1. GWS

      Obrigada Raquel! Pois é, precisamos pesquisar bem os médicos, procurar referencias e tudo mais que for possível porque é realmente horrível vc se submeter a algo tão assustador e não ter o resultado desejado.
      Boa sorte pra gente! Um beijo!

  • Jéssica

    Nuta, me identifiquei muito contigo! E eu nunca tinha encontrado alguém que dividisse esse problema comigo. Eu nunca gostei dos meus seios e a ideia de mostrar eles pra quem quer que seja é sempre um pesadelo, Cheguei a encontrar um namorado que disse que não tem nada de errado com eles e que eles são lindos, mas eu ainda não consigo ver isso. Assim como você, vi adultos (PROFESSORES) e colegas fazendo piada exatamente com quem tinha meu tipo de seio, inclusive uma do lápis que me incomodava muito, não sei se você já ouviu falar… Claro que com o feminismo eu aprendi bem mais a amar meu corpo, mas continua meio difícil e considero muito essa cirurgia no futuro. Outra coisa é que vendo esse post, lembrei de outro aqui do GWS que se amar não quer dizer não mudar nada em você. :) Eu gostaria muito de outro texto sobre essa temática e espero que você esteja bem! Beijos.

    1. GWS

      Oi Jessica! É o que eu sempre digo por aqui… o equilíbrio em tudo, é o que a gente precisa para viver bem e feliz. Se vc acha que realmente precisa passar por essa operação, só vc sabe o quanto isso fará diferença na sua autoestima.Como eu digo no post, a gente só precisa estar realmente bem psicologicamente pro que der e vier.
      Conheço beeeem a brincadeira do lápis. E tb ouvia na escola. é o que eu sempre digo, nossa autoestima é massacrada em pequenos gestos, todos os dias. Força pra gente! um beijo e obrigada por compartilhar sua história. Nuta.

  • valeria

    Nuta, amo seus posts <3 to-dos seus posts, por quê não fala mais sobre isso? fale mais sobre você, você é maravilhosa! :)

    1. GWS

      Ahhhh que linda!!!! hahaha obrigada!!!!

  • Malu Frazão

    Sei bem o que você passou, pois também fiz redução de mama, em dezembro de 2013. Elas sempre me incomodaram um pouco porque fui a primeira do grupo de amigos a ter peito, na quarta série já usava sutiã, me sentia uma pequena aberração. Sempre me diziam pra achar bom, que era moda ter peitão, e que eu tinha de graça o que as pessoas pagavam pra ter. Mas como eu sempre digo às minhas amigas, um peitão natural é diferente de um peitão de silicone, porque se você não “amarrar” direito ele ganha vida própria. hahaha… porque ele não é um peito tão firme. No fim do ensino médio meus peitos começaram a crescer mais, e cheguei a usar sutiã 48. O problema é que meu peito é muita glândula e pouca gordura, o que torna ele naturalmente mais pesado, e meu tórax é estreito (minha salvação eram aqueles sutiãs de numeração dupla, única forma de unir taça 48 com costas 42), aí não teve jeito: não teve como sustentar tanto peso e meu peito ficou super flácido. Quando fui ao primeiro cirurgião ele disse que nem achava meus seios tão grandes, mas quando chegou a hora do exame e tive que retirar o sutiã ele entendeu. Aos 21 anos meus seios eram beem caídos. Resolvi operar com muita consciência de que alguma coisa poderia dar errado. O primeiro problema foi que criou-se uma coleção de sangue na lateral do seio direito, o que eu fui 3 vezes no médico retirar com uma seringa e colocar compressas, mas a pele não colou totalmente e juntou-se um pouco de gordura no local. Depois, quando o corpo começou a absorver os pontos, alguns locais da cirurgia começaram a abrir, e o cirurgião resolveu que era melhor deixar fechar naturalmente, assim como o seu. Foi um mês de curativos e óleo de girassol pós-cirúrgico pra ajudar na cicatrização. Tudo isso pra dizer que sim, intercorrências acontecem, e sim, hoje eu tenho um mini pneuzinho embaixo do braço direito e minhas auréolas ficaram irregulares, mas felizmente eu acho que consegui alcançar o estado de não me importar demais. No fim das contas, o médico tirou mais pele do que mama e ainda uso sutiã 44/46. Só depois de não conseguir ter meus peitos dos sonhos nem com cirurgia foi que eu consegui aceitar essa parte do meu corpo. E não pretendo fazer nenhuma outra cirurgia na vida, a não ser por extrema necessidade, porque ô coisinha complicada é o tal do pós-operatório, viu? É isso, só compartilhando minha experiência e dando meu apoio. :)

    1. GWS

      Malu, que maravilhoso seu depoimento! Achei que acrescentou demais tudo que eu disse no post. Meu processo psicológico foi parecido com o seu.É muito importante nós, que passamos por problemas contarmos nossas histórias. Cirurgia não é coisa boba. Nem durante, nem o pós, nem as cicatrizes (físicas e psicológicas) obrigada por contar sua história!

  • Mariana

    Nuta,

    Você é um Ser Humano admirável e m expor seu problema e ajudar outras pessoas.Passei por algumas cirurgias e preparo é sempre muito importante. Penso em colocar silicone, pois depois de uma mamoplastia aos 16 anos e ter engordado muito e uma cirurgia de redução, meus peitos estão maltratando minha auto-estima. Espero que você esteja totalmente recuperada e o gws ficou maravilhoso. Beijos

    1. GWS

      Oi Mariana!! As mamas mexem demais com a nossa autoestima, né? Queria mesmo fazer um post abordando tudo isso. Obrigada também por compartilhar sua história. Um beijo!

  • Viviane

    Poxa, parabéns pela honestidade no texto. Me vi em muitos momentos quando vc descreveu sua infância e adolescência. Eu fui uma criança magra e a partir dos 10 anos engordei muito e muito rápido. Por causa disso, meus peitos são a parte que eu menos gosto no meu corpo. Bem flácidos.hoje vivo bem comigo mesma sendo gorda. Sou saudável e me amo mas não consigo achar meus peitos bonitos de jeito nenhum. Quero muito fazer essa cirurgia que vc fez. Então, manda mais post sim!!!

    Ah, e parabéns pelo layout. Um pouco antes de vc avisar no snap que o site ia mudar eu já tava pensando em mandar uma recado falando que era meio ruim de acessar pelo celular! Eu acesso a internet 99% do tempo pelo cel e tem muitos sites ótimos que deixo de entrar pq não consigo ler nada direito, é muito poluído etc. O gws agora ta perfeito! :)

  • jessica torres

    Eu AMEI muito ler esse texto!
    Sempre tive um peitão, eles são até que bonitos, mas eu sempre quis tirar por achar muito grande.
    E eu sempre tive muito medo, tanto que até hoje com quase 30 anos não tive coragem de fazer a cirurgia.
    E é bem isso que vc disse, qnd a gnt vai procurar, parece q a cirurgia d td mundo foi linda. Inclusive a minha própria mãe tirou e sempre m apoiou mto a tirar.
    Eu jamais estaria psicologicamente pronta para passar por td isso que vc passou!Obrigada por dividir!

  • Kelly MEendes

    Você é uma pessoa incrível. Gostaria muito que esse relato fosse lido por mais pessoas. A banalização das cirurgias me assustam, as pessoas tem uma ideia muito equivocada sobre pós operatório e as complicações que podem vir a ter. Nem tudo são flores. Fico feliz que você esteja bem, feliz e viva. Cada dia sua mais sua fã

  • Samira

    Nuta, tenho dois meses de operada de mamoplastia redutora e, apesar de não ter passado por nenhuma complicação, achei seu texto ótimo! O fato de só encontrarmos elogios e histórias positivas nas pesquisas on-line é real e é preocupante, porque faz com que muita gente se desespere com coisas pequenas e que sim, podem ocorrer.
    Também escolhi um médico que me passou confiança e me deu todo o suporte nos pré e pós operatório, e acho que isso é fundamental. Arrasou!

  • Luiza

    Nuta, que tenso!
    Eu fiz uma cirurgia no seio pra retirar um nódulo. A dor que eu sentia no pós operatório era insuportável e isso pq meu pós operatório foi “normal”. Imagino como vc deve ter sofrido. O médico deu uma cagada na minha auréola também, mas eu aprendi a conviver com isso e não pretendo mexer. Antes achava que operação era super fácil, seguro. Hoje eu sei que não é assim e que aquela cicatriz tá ali pra me lembrar que eu passei daquela fase difícil.
    Parabéns pelo texto e pela atitude de mostrar que nem tudo são flores.
    Admiro a sua força!!
    Beijo

  • Ana

    cirurgia é tenso, fiz uma mamoplastia redutora – sem silicone, porque eu tenho essas tais fibras aí – tem um mês e meio e a recuperação tá bem chata. não tive nada grave como vc, só tenho uma cicatrização mais lenta e tá sendo bad lidar com isso tudo emocionalmente. perdi minhas férias todas em casa, sozinha e tem toda uma ansiedade de ficar tudo bem, etc! via tantos relatos de pessoas que em um mês de cirurgia já estavam de volta à vida normal que tem sido difícil não me comparar e tudo o mais, é difícil, a gente fica encanada com tamanho, cicatriz.. adoro o blog e fico feliz que tudo tenha enfim dado certo pra vc! obrigada pelo post, certeza que vai ajudar a abrir o olho de muita gente! bjs

  • Elizabete

    Eu fiz também a mamoplastia redudora , e não ocorreu tudo certo. Tive dificuldades tb na recuperação em uma das mamas, e fiz a mesma coisa que você, procurava informações na internet de alguem com o mesmo problema com o meu. Tive problemas de coagulação do sangue na mama tb. Fiquei muito preocupa com tudo, mas confesso que não me arrependo, era um sonho eu fazer essa cirurgia. Isso serve de alerta que realmente o perigo existe e muito mais freqüente do se imagina. É muito mais fácil colocar, do que a redução. E meu médico é bem conceituado.

  • Mila Andradd

    Me identifiquei demais!
    Fiz reduçao de mama, fazem 3 meses. Sim fiquei super feliz, realizada…mas quando lia o depoimento de outras pessoas que fizeram e estavam se sentindo “barbies”, só contavam o lado bom do procedimento, cheguei a me sentir triste e envergonhada. Por que todo mundo tava super bem e eu nao?
    Tive uma necrose no mamilo, que nao conseguia me olhar no espelho. Não conseguia dormir, dependia de outras pessoas pra tudo, entre outras coisas.
    Acho muito importante, que outras pessoas saibam dos riscos e das intercorrencias que nos cercam. Nao quero desestimular ninguem. Acho importante esses esclarecimentos, para as mulheres que pensam em se submenter a esse tipo de procedimento, se preparem, nao so fisicamente, mas psicologicamente tambem!

  • Jamille

    Que texto maravilhoso, tenho 21 e estou pensando seriamente em reduzir meus seios pois as vezes sinto dores na coluna e não queria deixar piorar, mas foi muito bom ter mais clareza nesse assunto e com certeza seguirei seu conselho, vou procurar um hematologista e procurar fazer tudo direitinho. Não tinha melhor hora para ter lido :D

  • Geórgia

    Vc teve sorte, meu médico não me deu assistência alguma, nem informações preciosas como essa da alimentação, tinha 22 e n diz outra cirurgia, convivo com as imensas cicatrizes e o seio feio, tenho 50 anos, mas graças a Deus não abalou minha estima, obrigada por me contar sua história vitoriosa.

  • Rosa Emilia Aparecida de Souza

    Olá tudo bem,maravilhoso esse texto que vc publicou,passei por uma cirurgia em dezembro de 2015,não tive trombose,mais uma infecção muito seria que abriu toda a cirurgia,busquei muitas informações e só encontrava depoimentos maravilhosos sobre pessoas que fizeram a redução da mama,para todas parecia perfeito,mais só quem tem complicações sabe como é dificil passar por esses momentos,só agora quase 4 meses depois é que estou me recuperando e começando a voltar a rotina norma,parabéns pelo texto maravilhoso e com certeza vai ajudar muitas pessoas que passam pela cirurgia e precisam de informações reais,tudo de melhor pra vc,muito obrigado.

  • Drieli R

    Olá, faz cerca de 8 meses que fiz a minha mamoplastia redurora, queria ter colocado silicone junto, mas meu médico se recusou a colocar e me explicou os seus motivos, e um deles é que poderia ocorrer o mesmo fato q aconteceu.com vc!!! Hj percebo a importância de te-lo ouvido, o resultado ficou como eu queria ou até mesmo melhor. Um bom médico é tudo nesses casos

  • Gabriela

    Uau! Me livre cada vez que leio um texto seu. obrigada <3

  • Ana

    Oi Nuta!
    Amei o seu relato. Minha história é um pouco parecida com a sua, só que eu não odiava tanto os meus seios. Fiz a cirurgia com 20 anos e hoje aos 27 não acho que o resultado foi muito bom não… Engordei uns 15 kg e hoje uso sutiã 52 tbm. Sou cheia das dores no ombro e depois que fiz a cirurgia não tinha associado ao peso dos seios.
    Tenho vontade de operar novamente, pq só quem tem seios grandes assim sabe como é incomodo. Mas morro de medo, quero ter filhos, tenho esperanças de amamentar e perdi bastante sensibilidade. Como ficou a sua sensibilidade?
    Eu tbm li vários relatos maravilhosos sobre a cirurgia e sei que na realidade o resultado pode não ser tão bom assim.

  • RENATA IANINA DE CARVALHO

    Olá! Amei o seu texto!! Fiz uma dermolipectomia, não amo minha cicatriz, mas dou graças a Deus que tenho saúde e tudo funcionando perfeitamente! Mas confesso que a recuperação não foi nada fácil! muuuuuuita dor!!. Gostaria mesmo é que se vc puder, passe o nome e o telefone de seu cirurgião plástico. Eu desde os 15 anos quero fazer uma mamoplastia redutora e sempre por orientação (1 espere seu corpo amadurecer, 2 espere ter filhos, …) posterguei. Mas agora mais do que nunca desejo muito por ter a bendita ptose mamária…. Agradeço se puder compartilhar!