Eu também fugi do Brasil – parte 1

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Gian Lucca:

Eu também fugi do Brasil

Hoje faz 40 dias da minha fuga. Hoje tem show de graça do Nada Surf num bar aqui do lado de casa, assim, bem despretensioso. Hoje eu também fiz meu melhor arroz e comemorei muito por ter carne e batata de acompanhamento.

É muito louco como a saudade muda de significado quando você tá muito longe “de casa”. Eu não tenho mais nada no Brasil, nem conta no banco e nem bicicleta. Casa pra mim agora é aqui mesmo. E é frio. E não tem praia. E tá tudo bem. Você sente sim saudade de algumas coisas. Quando tá longe vê quem você ama de verdade e vê que seus 500 amigos do Facebook viram 25. Desses 25 que você ama você fala com 5 a distância. Eu tenho saudade pra caralho do Ugues (meu restaurante preferido, de São Paulo). Da minha mãe e do meu gato também, mas é isso, saudade vira outra coisa, não sei explicar. Fica tudo meio normal.

Tem perrengue pra cacete. Você acha que manja de inglês e quando vem pra cá vê que não fala porra nenhuma. Escreve um textão em inglês aí pra ver se você é bom mesmo. Fala no telefone! Cara, falar no telefone é pior que prova do líder… Procura emprego. Isso, vai nessa onda: muda de país, aprende a língua e procura emprego. Os caras querem sugar seu sangue e oferecer um estágio não remunerado. Fio, é foda.

Paris é alí do lado, Amsterdã pra fumar umzinho também… Mas é caro. “Ai, Europa é mara porque é tudo pertinho né? Faz tudo de trem!” Faz, mas é caro, cáspita. Vai comprar um bife delícia no mercado. Multiplica 1 pound por 6 e faz as contas. Aluguel semanal e viver num flat minúsculo com vizinhos do mundo inteiro (eu gosto e quero isso pra sempre).

Do meu lado tem o Tom, francês, príncipe, parece que saiu de um filme. Não toma banho. Mesmo. Tem um sorriso safado-sacana e somos melhores amigos. No andar de baixo Julia, da Califórnia, doidona-maravilhosa, me dá aula de inglês todo dia. As vezes rola uns loco do Marrocos, adoro, eles gritam igual eu. Muita gente sempre. A cozinha é o point. Brasileiro é foda que tem em todo lugar mesmo. Meu primeiro amigo aqui foi um carioca com tatuagem do Cristo Redentor nas costas. Não podia ser diferente, a gente sabe.

Daqui a pouco eu volto com a parte 2 e quem sabe #eutambémfugidoBrasil não vira meu novo #PBN. Nova fase. Mexi no universo e ele tá aí, doidão comigo. Boa sorte pra nós e spoiler: habemus tanta pegação que nem sei. Até já.

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