Frida Kahlo fever!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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Frida sempre foi uma figura forte na cultura pop, sua imagem, suas flores, suas sobrancelhas marcantes e a capacidade única de misturar cores e formas… Ela também sempre foi um nome importante na história das mulheres e na luta feminista. Talvez seja por isso que ela represente tão bem o momento atual em que a cultura pop influencia pessoas mais do que nunca e as garotas da geração Y se sentem cada vez mais conectadas com as ideologias do feminismo.

Frida era mexicana e foi uma artista de personalidade forte e com uma história de vida incrível e conturbada. Ela já foi até personagem de post por aqui, As mulheres revolucionárias que mudaram a históriaSeus Cabelos amarrados com tranças, corôas de flores, estampas e cores vibrantes… muitos acessórios, grandes, dourados e batons chamativos. Frida era adepta do “faça você mesmo” e a própria pensava nas suas roupas, comprava os tecidos e levava para uma costureira indiana da sua confiança. Sem querer (querendo), Kahlo construiu ao longo da vida uma grande história com a moda.

A artista que já foi capa da Vogue México, parece estar mais “in” do que nunca e a imagem de Frida talvez esteja ficado mais forte do que a própria. Ela virou filme, livro, virou t-shirt, bolsa, chinelo, almofada, boneca, porta copos, prato, caneca, ímã… E virou até inspiração na hora de compor nosso último editorial, chamado Tropical Crush.

O “fridafever” estimula toda uma nova geração a procurar informações e conhecer o trabalho da artista mexicana. Begoña Sáez Martínez, representante do Conselho de Educação da Espanha no Brasil, diz que os seminários sobre Frida são um dos mais populares entre os que realiza sobre personalidades da cultura de países de língua espanhola. Para Begoña, a curiosidade e procura por parte do público são resultados diretos dessa “popularidade fashion”. Por outro lado, há quem defenda que a transformação de Frida em produto não só tira o foco, como esvazia o conteúdo de sua obra, já que Frida era uma mulher politizada, com muitos ideais e refletia isso em suas pinturas.

De certa forma, essa discussão do fútil e do útil e principalmente da “carga negativa” e futilidade instantânea que palavras como “moda” e “tendência” carregam parece nunca ter fim… Tá aí a blusa do Ramones que não me deixa mentir! O quanto uma pessoa tem de conhecer sobre um artista para que possa ser legítimo seu consumo? A linha entre a banalização e celebração parece ser bem tênue.

Mas por aqui, por hoje, resolvemos celebrar Frida!

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