Girls that rock! Como é ter uma banda só de garotas.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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Ter uma banda não é fácil. Já começa em casa, na missão de dizer para os pais que não, você não quer seguir uma carreira padrão, quer viver de música.

Depois disso, tem todos os perrengues de conseguir divulgar seu trabalho, lugares pra tocar, viajar apertado na van, carregar instrumentos, ter sua música na rádio e finalmente, conseguir o respeito de quem tá na estrada a mais tempo e, do público.

Agora imagine ter uma banda somente de meninas? Ter que lidar com todas essas dificuldades, lutar contra o machismo ainda muito forte no meio da música, com o assédio de estar em cima do palco e tendo que provar o tempo todo que o velho slogan dos anos 40 “We can do it” é real. E sim, nós podemos fazer tudo que os homens fazem, tão bem quanto, inclusive rock’n’roll?

Conversamos sobre tudo isso com quem entende e bem sobre o assunto. Cinco bandas nacionais, só com garotas em suas formações. A gente conta um pouco da história delas e mostra que preconceito e sexismo não seguraram nenhuma a encarar de frente e correr atrás dos seus sonhos.

Todas elas já bateram de frente com o machismo em algum momento. Assediadas ou simplesmente não ganhando o mesmo tratamento das bandas formadas por garotos. Larry, baterista da banda punk de São Paulo, Ratas Rabiosas, já teve que ouvir gracinhas da plateia. “No meu show de estreia com a antiga banda, a vocalista anunciou minha entrada e um engraçadinho no meio da galera gritou: ‘Toca, uma pra mim’!”

As garotas da banda Estação do Rock, do Rio Grande do Sul dizem que o mais louco é quando o machismo vem de outra mulher. “Já ouvimos de uma garota que ter banda era coisa de menino”. Sempre rola algum tipo de preconceito, mas a melhor forma de quebrar isso, ainda é no palco. “Quando começa o show e as pessoas que há pouco criticavam, estão pulando e pedindo música é demais. Sempre tem os gritos de “gostosa” também. Fazemos nosso trabalho com seriedade e muito respeito e queremos ser tratadas com o mesmo. Queremos ser reconhecidas pela música e não pelo quão bonitas e gostosas podemos ser”, conta Manuella de Morais, guitarrista.

Ter uma banda de garotas, também parece exigir que você prove o tempo todo o quanto é boa o quanto manda bem naquele som. As meninas do Melyra, banda carioca de heavy metal sabem bem disso. “Volta e meia recebemos mensagens na página da banda dizendo que não esperavam nada bom de nós ou que não curtem bandas femininas, mas que nós surpreendemos e que gostaram muito do nosso som”,  conta Fernanda Schenker que é guitarrista da banda. “Como se pelo fato de sermos mulheres, fazer música de qualidade fosse algo surpreendente.”

Mel Ravasio, vocalista da banda Lipstick diz que no começo da carreira tinham que provar o tempo todo que mereciam aquele espaço. “Já ficamos até sem camarim só porque éramos mulheres.” 

Se você acha que ter que lidar com tudo isso é pouco, ainda rola o preconceito da família. E na maioria das vezes, com a falta de apoio dos pais, as garotas deixam de aprender um instrumento ou de se dedicarem a uma banda. A Larry, das Ratas Rabiosas também passou por isso. “Hoje meus pais respeitam minha escolha, mas nem sempre foi assim. Bateria não é um instrumento delicado, com um som suave aos ouvidos. Mas minha dica para as garotas que querem se dedicar a música é que quando sua família tiver a oportunidade de te ver tocar, ficarão encantados, orgulhosos, e mudarão de opinião”.

Crica Mess baixista da As Radioativas tem um último conselho para passar por todas essas dificuldades: “SEJA VOCÊ! Não tenha medo de se expressar e de ser diferente. Os padrões que a sociedade e a mídia ditam não precisam ser seguidos. Seja livre, lute, se expresse e não deixe que te digam o que é certo ou errado. Let’s rock!”

E aí? Quem ficou com vontade de montar uma banda agora?

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