Leia, Um Dia

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com


“Um Dia” é um típico best-seller. Só que ao contrário.

Não, sério. Ele já foi parar na lista de mais vendidos do New York Times, virou carro-chefe da carreira do escritor, é fácil de entender e virou filme.

Só que ao contrário, por que, mesmo que tivesse sido lido só por seis pessoas, não teria perdido a força e o poder que só uma boa história de amor tem.

O autor, David Nicholls, consegue unir sensibilidade, humor, inteligência e uma forma única de contar esta coisa linda de romance. E como ele deixa que alguns parágrafos nos coloque em estado de profundo conforto com a história para depois, em apenas uma linha, desconstruir tudo? Bem, pra mim, é nada menos que genial.

E sim, é fácil de ler. Quem inventou essa história que para ser bom, tem que ser difícil? Aqui ainda entra a continuação do que falei linhas acima, sobre jeito único que a narrativa acontece. É o seguinte: Emma e Dexter se conhecem no dia 15 de julho de 1988. Desde então, a vida deles corre e o livro só conta pra gente o que acontece no dia 15 de julho. De todos os anos. Inacreditavelmente lindo e suficiente.

Por último tem a versão para o cinema. Eu não vi por que queria ler o livro primeiro de qualquer maneira. Mas uma coisa é fato: o livro é melhor que o filme. Sempre é, né?

Então gente, se vocês quiserem uma indicação de leitura hoje, eu diria para não deixar “Um Dia” passar. É realmente arrebatador o que esses dois personagens conseguem fazer com os nossos sentimentos. De amor e amizade. Dúvidas e certezas. Ideologias e vida real.

“Foi um dia memorável, pois operou grandes mudanças em mim. Mas isso se dá com qualquer vida. Imagine um dia especial na sua vida e pense como teria sido seu percurso sem ele. Faça uma pausa, você que está lendo, e pense na grande corrente de ferro, de ouro, de espinhos ou flores que jamais o teria prendido não fosse o encadeamento do primeiro elo em um dia memorável.”

Charles Dickens, Grandes Esperanças

 

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