Meus 5 livros prediletos da vida

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

Este mês eu tô com vergonha da comunidade que lê livros aqui neste blog. Porque eu bem que tentei engatar, mas não consegui ler nada. Nadica, neca. O máximo que me aconteceu foi ter conseguido começar “Cidade da Meia Noite“, mas tô num ritmo bem difícil de lidar.

Como todo mês eu me desafiei a fazer posts com as minhas leituras daqueles últimos 30 dias e ainda entrei num desafio literário do Goodreads de terminar 36 livros este ano, minha vida está basicamente arruinada por causa deste mês morto.

Alguém me socorre? Como lidar com ressacas literárias? Eu me sinto mal, culpada, o pior ser humano da Terra. Preciso parar com isso e ser uma pessoa mais tranquila, apenas. Hahahaha

De qualquer forma eu não ia deixar vocês sem post sobre livros este mês, né? Então vim contar sobre quais foram os 5 títulos que mais amei ler nestes 28 anos de estrada (com grandes buracos de mais de 10 anos sem nem abrir uma página, nem de Dan Brown).

Aviso logo que não sou nenhuma especialista e esta lista é de gosto pessoal e muito inclinado para o mesmo gênero. Ah, e não tem ordem de preferência! Apenas não consigo colocar um só no topo. haha Mas vamos lá!

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Harry Potter e a Pedra Filosofal – J. K. Rowlling

São poucas as pessoas da minha idade que não incluem qualquer um da saga Harry Potter entre os prediletos. Pra mim, este foi o melhor por que foi o que me fisgou para ler a série e me estimulou a voltar a ler depois de muitos anos afastada. Nunca vou esquecer de dar pulos de susto (não tô exagerando) no sofá enquanto lia a parte do jogo de Xadrez (pra quem não leu, não é spoiler falar isto). Foi emocionante demais me envolver com a história do Harry, ter ódio dos Dursley e ficar encantada com o mundo de Hogwards. Só quem viveu esta leitura sabe como foi se imaginar vivendo tudo junto com eles, ter certeza que você não é um trouxa e que sim, este mundo poderia muito bem existir e você seria muito feliz se vivesse nele.

Te amo pra sempre, J.K. Mesmo depois de “Morte Súbita”. Mais um que abandonei, aliás.

Jogos Vorazes – Suzanne Collins

Que trilogia perfeita. Eu já falei aqui e repito que sou apaixonada por distopias (não sabe o que é isso? clica aqui). Mesmo com diversos clássicos ainda não lidos, me arrisco a dizer que devo manter Jogos Vorazes na minha lista por muito tempo, se não pra sempre. Por que esta história representa em mim muito mais que um livro sobre uma sociedade ironicamente doente como a nossa, com um poder totalitário cheio de crueldade e personagens maravilhosos. Mas sobre uma protagonista feminina que abriu meu olhos para um mundo mais girl power, a importância de criar um protagonista masculino que era confeiteiro e zero valente fisicamente e que esta “inversão” de papéis, feita de maneira tão legítima, é uma das melhores coisas que a Suzanne Collins poderia ter feito. Além de mostrar a força das multidões, ser um livro inspirador e realista dentro do possível. Amo a trilogia toda, aliás. Deu pra perceber, né?

Eu, Robô – Isaac Asimov

Uma coletânea de contos sobre robôs ao longo dos anos desde a sua criação, até o seu ápice, passando por todos os conflitos éticos, tecnológicos e sociais que nós nunca poderíamos imaginar como Asimov fez. E se você já viu a adaptação pro cinema, esquece. Não tem absolutamente nada a ver. Mesmo.

Uma das coisas mais faladas das obras dele é a criação das três leis da robótica, que só dá pra entender o nível de genialidade quando você vê no contexto das histórias de “Eu, robô”. Só de conhecer esta sensação e testar a sua própria capacidade de compreender lógica e sentimentos, já vale a pena. Além disso, a leitura em contos é muito fluida e você sente apego por alguns robôs, raiva por outros, e se vê pensando o que você faria no lugar deles. Sim, no mundo de Asimov os robôs são capazes de… Ah, bom, não vou contar.

E como ele mostrou a evolução de tudo, eu acredito piamente. Assim, se os cientistas não estiverem de fato criando as tecnologias e leis deste livro secretamente, alguém tem que ir lá avisar que tão fazendo errado. hahaha

Sidarta – Hermann Hesse

Este livro mudou a minha vida. Mudou meu conhecimento sobre mim mesma, a forma com que enxergo a culpa, os medos, os talentos, coragens, tudo que sinto. Para quem não sabe, Sidarta era um cara jovem, com muita sabedoria, muito promissor dentro do Hinduísmo, carismático, recebia muito amor das pessoas e aparentemente  já tinha tudo que importava a sua volta.

Mas ele não estava feliz. Precisava conhecer mais, saber mais, se testar. E largou tudo e foi conhecer os dasafios do mundo. Apesar do autor ser alemão, esta é uma famosa e tradicional história que começou a ser contada na Índia, que fala da saga de um homem conhecido mundialmente como Budha. Além disso, só posso dizer pra vocês que caiu como uma luva na minha vida e com certeza na vida de milhares de pessoas ao redor do mundo.

Só pra completar, Hermann Hesse levou o prêmio Nobel de literatura em 1946 com este livro.

Extraordinário – R. J. Palácio

Já falei tudo sobre este livro aqui no post com as leituras de março, mas não custa repetir algumas coisas: Extraordinário não poderia ter um título mais condizente. Ri, me envolvi e chorei muito de tanta emoção no final. Auggie é o protagonista e é uma criança de 10 anos que se existisse eu nomearia “melhor pessoa do mundo”. Este livro fala sobre padrões de beleza e bullying de um jeito inovador, com a sensibilidade que estes assuntos pedem. É uma lição de vida, amor e super fácil de ler. Vai na minha.

Agora me contem de vocês! Já leram algum destes? Deu vontade? E se tivessem que escolher os seus 5 livros prediletos, quais seriam?

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