Minha história com meu cachorro e como ajudar tantos outros a sair de uma vida de cão

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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Sou completamente apaixonada por cachorros, sabe aquela coisa que te faz rir à toa e que você não consegue pensar nada, nada ruim sobre? Então, é assim que eu me sinto com cachorros.  Ganhei meu primeiro, o Bubi, um poodle toy, lá nos anos 80 (tem coisa mais oitentista do que um um POODLE TOY?) quando eu tinha cinco anos.

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Depois disso, ao longo da vida, tive nove cachorros, algumas épocas, quando eles “davam cria” já tivemos em casa, doze ao mesmo tempo. Me lembro de todos meus filhotes… Bubi, Bonnie, Clyde, Johnny, Mary, Michael, Marra, Pietro, Dragon e John (nessa ordem). E me orgulho muito de uma coisa: O único comprado foi o meu primeiro, o Bubi. Todos os meus outros cachorros foram adotados ou achados na rua. Não estou aqui pra julgar, quem compra, quem adota, acho que cada um sabe bem fazer suas escolhas, mas o prazer de adotar um cachorro… não tem preço. De todas as histórias de adoção que vivi com meus bebês, a mais marcante pra mim foi sem dúvidas a do meu último cachorro, o John. Pera aí, deixa eu apresentar direito! O nome dele é John Lennon Galianno, por motivos que vocês obviamente, já entenderam.

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O John caiu na minha vida de paraquedas. Meu último cachorro (que também foi um dos primeiros, o Johnny, um dog alemão classudo que só ele.) tinha morrido e eu tinha jurado pra mim mesma que tão cedo, tão cedo mesmo, eu teria outro cachorro. O ano era 2003 e eu estava de férias da faculdade de moda quando uma ex colega de turma me liga: ” Nuta, você gosta de cachorro, não é?” “Sim”, eu disse. E ela terminou: “Ganhei um cachorro, mas meu pai não quer deixar eu ficar com ele… não sei o que fazer… preciso dar ele pra alguém, você quer?” Eu não perguntei pra minha mãe, eu não pensei duas vezes. Eu disse sim! Porque naquele minuto que ela me contava sobre o tal cachorro passou na minha cabeça tudo de ruim que podia acontecer com aquele filhote se eu não pegasse ele. No mesmo dia, John chegou pra mim. Todo pequenininho, assustado e com nome de Tufão (tempos mais tarde fui perceber que era um nome que combinava bem com a personalidade dele). A minha colega de faculdade entregou ele nos meus braços e foi embora antes que eu pudesse perguntar qualquer coisa sobre a origem daquele poodle (pois é, deve ser karma hahaha)

Assim que peguei John no colo, percebi como estava magrinho. Ele tinha no máximo dois meses de vida e não era nada agitado como você espera que um filhote seja. Sujo igual a um mendigo, eu me perguntava da onde aquele cachorro tinha saído. No primeiro banho eu tirei tanto, mas tanto carrapato, que a pele dele ficou até irritada. Foi o começo de uma saga… Levei ele na veterinária e ela disse que o John tinha mais de dez tipos de carrapatos pelo corpo e que por conta disso, estava com uma anemia profunda e que dificilmente, sobreviveria.

Eu e Marie praticamente paramos nossas vidas pra cuidar daquele bichinho. Banhos especiais, remédios, comida especial e muita, muita beterraba na seringa! John foi ficando mais forte, mais tufão, comedor de chinelo e ladrão de pano de chão (sua maior paixão) e quando levamos ele na mesma veterinária ela chamou de “milagre” o que fizemos com ele. Mas não foi milagre… foi amor, foi dedicação. E hoje meu bebê, já está com 10 anos muito bem vividos.

Eu sei que não é fácil ter um animal de estimação. Exige tempo, dinheiro, paciência, amor, desapego com objetos entre outras mil coisas que não caberiam nesse post. Infelizmente, essa consciência parece ser para poucos. Algumas pessoas acham que ter um animal é como ter um brinquedo e quando percebem que a coisa está longe disso, os abandona. E assim, cerca de 20.000.000 animais ficam largados a própria sorte pelas ruas. Sim, 20.000.000.

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A gente super entende se você não pode ter um cachorrinho pra chamar de seu, mas acredite, existe outras formas de fazer a sua parte. O Projeto Vira- Latas está fazendo uma campanha linda para ajudar animais de rua. Uma das ações é uma coleção de roupas desenvolvida em parceria com a ANIMI, uma marca que acredita que moda é mais do que uma tendência de consumo, é a formação de uma consciência coletiva, a evolução de comportamento. Comprando qualquer peça da coleção você está ajudando diretamente a Vira – Latas, esse projeto que tem como meta a responsabilidade social. De pouquinho em pouquinho a gente faz muito e ajuda não só os animais abandonados nas ruas, mas ajuda as pessoas a tomarem consciência de suas responsabilidades como “o ser racional” nessa terra.

Não é o rottweiler da Givenchy, quem estampa as camisas. É um vira-latas brazuca, bem do jeito que a gente gosta!

Se você quer saber mais sobre o projeto Vira- Latas: http://www.vira-latas.com

E para comprar uma peça da coleção ANIMI & Vira – Latas: http://www.lojaanimi.com

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