Música de mulherzinha sim, de bobona, nunca!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Garotas são complexas. Não diria que somos difíceis de entender, mas sim, somos complexas e como toda criatura terráquea estamos em constante evolução e aprimoramos nossa visão sobre amor, relacionamentos e principalmente sobre nós.  Algumas garotas do mundo da música acompanham essa mudança, outras são vanguardistas, mas todas elas conseguem organizar os pensamentos de uma garota e transformá-los em música para que assim, nós, meras mortais que não temos esse talento, possamos ouvir e pensar: “Meu Deeeeuuus é exatamente assim que eu me sintooo.” Copiar e colar a letra no facebook e mandar aquela indireta. (Vai, não negue, we all do it). Até pouco tempo, bem pouco tempo mesmo (na verdade ainda existe), toda cantora só sabia lamentar pelo leite derramado, pedir pro cara voltar pra ela, dizer que estava esperando por ele e blá, blá, blá. As garotas mudaram, as músicas também e o sentimento idem.

Mas quem são essas garotas que falam por nós e expressam como ninguém o sentimento feminino?

Alanis Morissette

Ok, hoje Alanis pode ser uma mulher de quase 40 anos, que faz música sobre o amor que sente pelo seu filho, mas lá nos anos 90, no auge da lamentação e submissão da Mariah Carey  cantando sobre ser traída dessa forma: “Boy, if I do The things you wanna do / The way I used to do, /Would you love me, baby?”. Surge Alanis, quebrando tudo, cantando sobre o mesmo tema, assim:  “‘Cause the love that you gave, that we made wasn’t able to make it enough for you to be open wide / and every time you speak her name does she know how you told me you’d hold me until you died? /’Til you died? But you’re still alive.” Acho que vocês entenderam a ideia.

Se você nunca parou pra ouvir Alanis, pare agora. O álbum dela, Jagged Little Pill merece TODA a sua atenção. Foi meu primeiro contato com o feminismo e se eu consegui passar pela adolescência sem enlouquecer, devo isso a esse álbum. Vale a pena ouvir também de cabo a rabo o profundo Under Rug Swept, meu favorito.

— ♥ —

– Marina and the Diamonds

Devo confessar que logo que ouvi e vi Marina pensei: “Mais uma Katy Perry!” (nada contra, acho ótimo) e nunca imaginei que fosse me identificar tanto com ela.

Quem fez eu descobrir a verdadeira Marina foi, vejam só, o tumblr. Sempre que eu via uma frase legal solta, tipo essas que você está vendo nesse post, eu ia dar google… e pimba! era da Marina and the Diamonds. O visual e a sonoridade são pop, coloridos e até infantis, mas Marina escreve letras absurdamente incríveis sobre o universo feminino.

Marina começou sua carreira em 2005, mas só ficou conhecida em 2010 com o hit ” I Am Not a Robot” mesmo que esse na verdade tenha sido o terceiro single do seu primeiro álbum, o maravilhoso  The Family Jewels. Depois de ter passado por alguns relacionamentos que não foram bem sucedidos, não tem como não se identificar com “How To Be A Heartbreaker” ou não ver a descrição perfeita daquele ficante em “Lies” ou saber que é hora de pular fora de um namoro de merda quando escuta “Starring Role”. Enfim, obrigada Marina!

— ♥ —

Courtney Love

A gente já falou sobre o Hole, banda da Courtney aqui no GWS, mas não tem como falar sobre feminismo, sobre uma mulher que sabe escrever música de mulherzinha sem ser bobona sem citar a polêmica Courtney Love que tanto no Hole, quanto em sua carreira solo sabe com perfeição expressar como uma garota se sente. Aliás ela é exemplo de “mulherzinha sim, bobona nunca!” nas suas roupas e todo seu estilo “girlie” do punk. Courtney já escreveu músicas sobre estupro, sobre a cobrança “de ser linda” que atormenta toda mulher, sobre amor, sobre se sentir usada por um garoto. Courtney com certeza tem uma música que você vai se identificar. Meu álbum favorito do Hole é sem dúvidas o Celebrity Skin mas o clássico Live Through This é carregado desses sentimentos femininos que toda garota adoraria conseguir colocar em palavras, mas poucas conseguem.

Tem alguém que te representa mais do que elas? Conta pra gente nos comentários!

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