Nem sempre seu amor será como os dos filmes.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Quando a gente começa a crescer, logo alimenta a ideia de encontrar um grande amor. Claro, toda regra tem sua exceção, mas não me lembro de nenhuma amiga da escola que não sonhava em encontrar o príncipe encantado. Depois que a gente cresce, não demora muito pra gente perceber que “ele”, o tal príncipe encantado, não existe (até por que nem os encantados eram tão encantados assim se você analisar com outro ponto de vista) mas seguimos buscando aquele amor arrebatador, aquele que assim que você conhecer suas pernas vão tremer e vocês passarão segundos que parecerão horas olhando para os olhos um do outro e você saberá: “É ele!”

Assim como nos filmes, vocês terão encontros divertidíssimos, únicos e aventureiros. Assim como nos filmes, acontecerão encontros e desencontros, brigas absurdas que terminarão com ele na sua porta bêbado pedindo desculpas, até o grande momento do felizes para sempre. Por conta dessa cartilha do amor, ficamos presas em relacionamentos sem futuro e por conta dessa cartilha, não valorizamos garotos que podem não ser príncipes encantados, mas chegam bem perto disso.

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Todo mundo que encontra comigo e com meu namorado sempre diz: “Nossa, ele foi feito pra você” e quando ouvia isso no começo do nosso relacionamento eu sempre ficava surpresa com a afirmação porque não foi assim que eu me senti durante muito tempo. Eu não ouvi sinos tocando quando conheci meu namorado. Não ficava morrendo de ansiedade para encontrar com ele quando éramos ficantes e não estava contando os segundos para ele falar de namoro. Eu gostava dele, mas sempre tinha o “mas”. O “mas” estava naquela falta de arrebatamento. Aonde estava aquele sentimento de encontrei o amor? Aquela vontade de cantar na rua e gritar aos 7 ventos que eu estava apaixonada? Eu não sentia.

Pra piorar, sempre tinha uma pulguinha atrás da minha orelha relembrando meu casinho anterior. Lembrando aquele frio na barriga, aquela ansiedade, aquele tal sentimento que faz você chegar em casa rindo a tôa do primeiro encontro. E eu me perguntava: Será que eu não deveria dar mais uma chance para aquele sentimento? Ignorar as coisas negativas que ouvi, as sumidas, o fato que ele ficava com outras, a certeza que ele não sentiu a mesma coisa que eu no mesmo timing, ignorar que eu era a garota do intervalo dele e simplesmente dizer que eu queria tentar de novo.

O tempo passava e eu me sentia cada vez mais envolvida pelo meu namorado. Não tinha grandes rompantes de sentimento, mas eu ficava cada dia mais envolvida por uma pessoa que estava ali, de corpo e alma pra mim. Que fazia planos, que me fazia sentir linda, que fazia pequenas surpresas, que me elogiava, me colocava pra cima. Estava cada vez mais envolvida com um cara que estava seguro do que queria, que estava do meu lado, que estava afim de ser parceiro.

Eu não ouvi passarinhos cantarem quando conheci meu namorado. Eu não me senti em um filme. A forma que ele chegou, não é a forma que a gente espera que um grande amor chegue. Mas esse é o nosso grande erro. Esperar que as coisas aconteçam de uma forma específica. Sei lá por que eu dei uma chance pra esse relacionamento. Mesmo sem tá assim muito afim, mesmo achando que eu deveria estar com outro, eu mergulhei. Eu decidi parar de repetir padrões que até então claramente não estavam funcionando pra mim e foi a melhor coisa que eu fiz.

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Meu amor não foi de cinema. Não teve entrega total desde o início, não foi construído em certezas absolutas. Mas hoje, 1 ano depois, eu posso dizer que encontrei o amor da minha vida. E isso só aconteceu porque lá no começo, eu resolvi me desprender das ideias que eu tinha de amor. Nosso amor foi construído, dia após dia, com pequenos gestos, com pequenas lições de companheirismo, de carinho de cumplicidade.

Nem sempre o cara que faz seu coração parar é o cara que vai te fazer feliz. O amor não tem fórmulas e chega pra gente de formas diferentes, nem sempre como a gente sempre sonhou. Um grande amor não precisa chegar arrombando sua porta. Ele pode chegar de mansinho, pedindo licença. E esse  pode ser o começo de uma história incrível com seu príncipe que não precisa ser encantado.

O que eu sinto hoje é amor. Da forma mais completa. Desculpa, Hollywood.

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