O lado ruim de fazer as malas e mudar de país!

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Carol Guido:

Deixa eu só falar uma coisa antes de começar? Que saudade de vocês.

Pronto, podemos começar.

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País em crise, tudo caro, o dinheiro não dá pra nada. Você trabalha mais do que gostaria, não consegue planejar uma viagenzinha que seja até Ilha Grande sem ficar apertado, pega o máximo de freelas que pode, faz e refaz o seu CV mil vezes. O que tem pra hoje parece muito distante do que imaginou pra sua vida quando chegasse a sua idade.

Nessas horas você abre o facebook e vê um artigo sobre viajar o mundo e viver nos seus próprios termos. As palavras daquele desconhecido são como um soco no estômago: “simplesmente viaje”.

Querido, eu não sei nem se vou ter emprego para pagar minha conta de luz do mês que vem.

O artigo soa como uma piada.

Mas a piada é ruim, por que de fato você gostaria de sair dessa vida. Experimentar o mundo, ver coisas novas e ver seus sonhos se tornarem realidade.

Sei como é. O colega do seu lado no trabalho sabe como é. Não tá fácil.

Mas dependendo de como a sua vida andar, você pode sim acabar realizando essa vontade. Aconteceu comigo e marido há quatro meses. De mala, cuia, passaporte e um misto de medo e coragem, viemos morar em Londres . E é sobre esta experiência que eu queria desabafar um pouquinho aqui com vocês hoje.

O caminho é sim cheio de flores e estou sim vivendo o sonho dourado. Mas nem toda flor é cheirosa, nem todo dourado é ouro. Colocar a sua vida em uma mala e mudar pro outro lado do oceano é lindo, mas não é nada fácil.

Por quê? Porque todas as emoções que você aprendeu a ignorar a vida toda gritam tão alto, que não dá mais pra fingir que não existem. Todos os seus medos, ansiedades, tiques, problemas, neuras. Tudo vem a toda, multiplicado por mil.

Sabe aqueles nódulos de estresse nas costas que você tem desde o vestibular? Ou aquela enxaqueca, a gastrite, a falta de ar desde a infância? Pois elas tem um motivo real pra existir e que muito burramente a gente vai deixando de lado.

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Só que quando você se muda pra longe, se depara com a situação mais complicada da vida adulta: aprender a lidar com si mesmo. E aí amigo, salve-se quem puder.

Fazer entrevistas de emprego em uma língua que você não domina, ir ao mercado comprar um pão com queijo e presunto e não reconhecer nenhuma marca, se sentir perdido a cada esquina que você anda, dividir casa com gente que você nunca viu antes, pedir um simples cafézinho e sentir o sabor de água suja que os gringos chamam de café por aqui.

Pode parecer mimimi, afinal, estou vivendo o sonho dourado. Mas o problema não são as situações, é como você lida com elas. E como você descobre do jeito mais difícil que não passa de uma eterna criança aprendendo a viver e amadurecer. E principalmente, a ter noção que seus problemas estão cercados de privilégios, só que eles continuam doendo mesmo assim.

No próximo texto prometo falar sobre o lado bom. Que é, sem dúvida, muito maior que o ruim. É que eu precisava desabafar primeiro.

Estou postando fotos e alguns pensamentos no meu site, fazendo snaps no guidocarol, falando qualquer coisa aleatória no Twitter, fazendo vídeos no Youtube e clicando o melhor dos meus dias no Instagram.

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