Corset, corselet e corpete: O retorno de peças históricas e controversas

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

A lingerie nunca esteve tão em alta. Esse ano, vimos as camisolas rendadas virarem vestidos e pijamas se tornaram o novo conjunto de blazer com calça. Mas acho que muita gente não contava com a volta de peças como espartilhos (conhecidos também como corsets), corselets ou corpetes. Grandes grifes apostaram nas peças em seus últimos desfiles e se você acha que a aposta ficou só na inspiração, engano seu! Muitas celebridades e amantes da moda já estão usando a tendência de uma forma super original e urbana.

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O corset é uma das peças mais antigas da história do nosso vestuário. Nenhuma outra vestimenta na história do ocidente conseguiu o significado político, social e sexual quanto ele. Mas entre mentiras, verdades, boatos e controvérsias, mulheres apaixonadas e que odeiam a peça, qual a real do corset? Qual sua função?  Qual a diferença entre corset, corselet e corpete? Fomos obrigadas a nos espremer dentro deles para parecermos mais femininas na era renascentista? Mas como isso foi parar em 2016? Na verdade, sabe-se que os antigos gregos já usavam uma espécie de espartilho, mas os primeiros corsets, ou algo mais próximo disso, surgiram em 1500-1550 e eram muito rígidos, com alças, feitos com barbatana de baleia, longos até o quadril e em formato cônico. Depois disso, a peça enfraqueceu na revolução francesa e voltou a dar o ar da graça por volta de 1810 em um novo formato. Dessa vez, os seios ganharam um suporte exclusivo para eles, o formato era mais próximo de uma ampulheta. Mas só em 1850 a peça é realmente batizada de corset, perde as alças e marca mais ainda a cintura. Daí em diante, vários outros modelos surgiram, muitos boatos, afirmações, dúvidas e fetichismo em torno da peça foi criado. O corset tem suas variações: O corselet, não tão rígido quanto o corset e corpete, são peças com barbatanas geralmente de plástico, podem ser confeccionados em tecido elástico ou não, com ou sem o uso de forro.

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Na história recente, vimos as peças ganharem destaque entre os punks dos anos 70, aonde virou símbolo excêntrico de rebeldia. Nos anos 80 nas passarelas de grandes nomes da moda como Vivienne Westwood, Thierry Mugler e Jean Paul Gaultier e na década de 90, Madonna em sua fase Erótica mostrou que a peça poderia sim ser sinônimo de poder feminino.Depois disso, a peça caiu nas graças do underground e assim se manteve até agora, quando um novo movimento envolvendo as peças surgiu.

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Tudo começou com a febre das celebridades com as cintas emborrachadas ditas “waist training”. Quem nunca viu a foto de alguma famosa em frente ao espelho com elas? Mas começou assim, como algo para se usar na academia, em casa, por debaixo da roupa.

corset-corpete-corselet-fashion-2-gwsNão demorou muito para que grifes como Balenciaga, Isabel Marant, Givenchy e Fenty + Puma by Rihanna apostassem em peças incríveis e elaboradas e logo celebridades como Kim Kardashian, Emma Stone, Rihanna, Kendall Jenner e outras usarem os corsets, corselets e corpetes e como apresentado na Prada, cintos corselet de formas super atuais, urbanas e inovadoras. Uma coisa é certa: Esse acessório já mostrou o seu poder de se reinventar e tenho quase certeza, que você já ficou com vontade de ter um!

Para saber mais sobre a história da peça e mais sobre um olhar histórico na moda: História da moda

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1 Comentários

  • Fernanda

    Olá Querida,

    Gostei bastante de ler a resenha da história do espartilho. Aos poucos a moda volta..

    Um beijo,

    http://www.purestyle.com.br