Mulherartes: um coletivo de artistas mulheres

Por Marie Victorino / marie@gwsmag.com

Sábado passado rolou a primeira edição do Mulherartes, no Coletivo Machina, na Lapa, um evento que une artes de mulheres. Aliás, além do evento, existe o coletivo que tem essa missão de dar visibilidade aos trabalhos criativos de mulheres da música, artes plásticas, fotografia, poesia, tatuagem entre outras formas de manifestação criativa.

O evento teve duas partes, sendo uma com exposições, tatuagens, comidinhas e depois, em um clima mais de festa, noite adentro num dos lugares mais legais da Lapa, com bandas de minas e dj’s. O evento estreou com a casa cheia e isso só mostra o potencial que a gente tem de fazer coisas incríveis, ainda mais quando nos unimos. Olha como foi:

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Ficou curiosa pra saber quem são as artistas ou como expôr sua arte nos eventos? Entra na página Mulherartes, no Facebook que lá tem você encontra as aristas, contatos e também confere uma cobertura mais completa do evento!

As fotos desse post foram feitas pela Camila Mantovani, uma linda de 18 anos, fotógrafa que tem muito potencial artístico e é super girl power! (Eu me emociono com as novinhas grlpwr!)

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Espaço Criativo GWS: Um espaço focado no desenvolvimento pessoal e profissional das mulheres

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

landau_espaco_gws_19Marie Victorino e Nuta Vasconcellos (Foto: Lucas Landau)

Esse post demorou, mas chegou! Era para ele ter rolado antes do nosso primeiro curso, antes da gente abrir as portas do Espaço Criativo GWS, mas foi tudo acontecendo tão rápido, ficamos tão ocupadas e atarefadas com tudo que não deu tempo. Mas tudo bem! Nunca é tarde pra gente falar um pouco mais sobre o espaço, fazer uma apresentação formal e mostrar tudo pra vocês.

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5511O projeto do espaço foi feito pelos arquitetos Monica Montenegro e Marcio França da MontenegroFrança com a ideia de ser multifuncional. A mesma sala pode oferecer diferentes tipos de formatação e tudo muda de lugar! (Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5577(Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

Primeiro, como isso tudo aconteceu? Como e quando surgiu a ideia de criar um espaço físico para o GWS? Na verdade, desde sempre! Sempre tivemos a consciência que o espaço físico seria uma consequência natural do nosso trabalho. Esse desejo cresceu, a oportunidade surgiu e falamos: “é agora”! Era só colocar a mão na massa e investir, porque o projeto de como seria já existia nas nossas cabeças há anos. O espaço é uma grande conquista para o GWS e o pontapé inicial de vários projetos que temos em mente. Temos como proposta ser uma plataforma independente, com a vontade de enriquecer a vida das mulheres através de um conteúdo empoderador.

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5516(Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

Nosso espaço offline fica na Rua Marquês de Abrantes, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro e lá queremos despertar o lado empreendedor e o desenvolvimento profissional das garotas, sempre com foco na autoestima e amor próprio. O espaço vai estar de portas abertas para cursos, palestras, workshops, reuniões e mais um monte de coisas, que inclusive, vocês podem e devem propor pra gente porque além dos eventos organizados por nós, o espaço está aberto a propostas e necessidades de outras mulheres. Está procurando um lugar pra ministrar seu curso? Ou fazer uma reunião? Ou até fazer um trabalho de faculdade? Fala com a gente! Vamos pensar na melhor forma de você usar o Espaço Criativo GWS. Vamos crescer e nos desenvolver juntas.

espaco-gws_camisa-preta-filmes-5522(Foto:Léo Mello da Camisa Pretas filmes)

Além de cursos das mais diversas áreas profissionais, também vamos fazer encontros para tomar um chá e papear, sessões de cinema, oficinas místicas, de bordado, ilustração e D.I.Y e mesas de debate sobre os mais variados temas que fazem parte da realidade da mulher. Para saber sempre o que está rolando no espaço e se inscrever é só ficar de olho na nossa loja. Nessa nova fase do GWS é importante que a gente cite quem apostou na ideia e ajudou a gente a realizar tudo isso. Além do escritório de arquitetura MontenegroFrança, que conseguiu transformar o que tínhamos na mente em um lugar real, todas as alunas ganham material para o curso e tudo exclusivo do GWS: Lápis, caderno e adesivo feito com muito carinho pela gráfica Vizooart e os patches exclusivos, que são da nossa parceria com a Toca dos Bordados. Além disso a LUSH! Sim, a marca de cosméticos naturais e veganos embarcou nessa com a gente e está apoiando o projeto. Fizemos um vídeozinho em parceria com a Camisa Preta, falando mais sobre tudo e mostrando cada detalhe pra vocês! Isso sem contar os amigos (e namorado!) que embarcaram nessa com a gente e ajudaram com decoração, frete das coisas, indicações, paciência… Obrigada Maria, Pedro, ‘Lobinho’, Landau e todo mundo que mandou energias positivas mesmo de longe!

Queremos que tudo no Espaço tenha a mesma linguagem divertida, leve e acessível do blog e que no final das contas seja sempre um grande encontro de amigas! A ideia é desenvolver um lugar onde mulheres falem para mulheres, porque acreditamos que toda garota tem algo incrível para mostrar pro mundo. 

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Documentário GORDA, de Luiza Junqueira do ‘Tá Querida’

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Se você ainda não conhece a Luiza Junqueira, pode ir se inscrevendo no canal dela o “Tá Querida“. Lá a Luiza faz os vídeos clássicos que você espera de uma youtuber, com dicas, um pouco sobre a vida pessoal, ’50 fatos sobre mim’ e temas importantes como masturbação feminina e gordofobia. O equilíbrio perfeito entre as futilidades que a gente ama e papo sério que podemos e devemos debater.

luiza junqueira Luiza Junqueira do canal ” Tá Querida” e diretora do documentário “GORDA”

Além de youtuber, Luiza é videomaker e juntando o útil ao agradável ela fez em 2013 o belíssimo e poético curta chamado “Espelho Torcido” (te desafio a assistir sem se emocionar). E agora, em 2016, lança hoje no seu canal do youtube o documentário “GORDA”, que ela mesma produziu, dirigiu, roteirizou, editou e fez a coloração, junto com Aline Rosa. Todo o resto, ela teve ajuda de uma equipe composta apenas por mulheres, 15 ao total, que doaram seu trabalho para o projeto.

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O Espelho torcido foi em 2013 minha tentativa de tentar iniciar meu processo de empoderamento. Na época o filme teve bastante repercussão e a partir disso comecei a aceitar melhor meu próprio corpo.” – conta Luiza.

Daí para o GORDA, foi um pulo: “Quando fui fazer meu TCC no curso de Rádio e TV decidi que faria um filme que proporcionasse a mesma experiência que tive a outras mulheres. E daí surgiu a ideia de fazer o GORDA.”

A intenção com seus trabalhos é dar voz  às mulheres gordas que, assim como ela, enfrentam preconceito diariamente: “Quero que as pessoas entendam que ser gorda é normal e pode ser belo. Quero mostrar que padrão de beleza é uma construção social e por isso pode ser ressignificado. A beleza é uma decisão pessoal.”

O documentário é sobre 3 mulheres gordas, todas com perspectivas diferentes em relação aos próprios corpos. Como essas mulheres foram escolhidas? “São mulheres que foram selecionadas em um formulário online com algumas perguntas acerca do tema do filme. O formulário teve mais de 550 inscrições em apenas uma semana no ar. Como a produção foi pequena, foram escolhidas apenas três mulheres que têm perspectivas diferentes em relação aos próprios corpos.”

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Sabemos que a autoestima das mulheres em geral é baixa e massacrada pela sociedade. Mas sabemos também que as mulheres gordas sofrem ainda mais com isso, a pressão é infinitamente maior. Vivemos em um tempo que a representatividade nunca esteve tão em alta. Mas a mulher gorda ainda assim é raramente vista na TV, em campanhas… Qual a melhor forma de lutar pra isso mudar?

“Acho que ainda não há representatividade gorda pois o capitalismo (sim terei que falar de capitalismo) cria necessidades impossíveis de serem supridas para gerar mais consumo. Então é colocado um corpo magro e quase impossível de se ter como padrão de sucesso e beleza. Quanto mais longe a pessoa estiver daquele corpo, mais indesejável e fracassada ela é. As pessoas continuam em uma busca infinita por um corpo perfeito e consomem produtos de dieta, programas de tv, revistas, cirurgias plásticas, roupas modeladoras, cosméticos, maquiagem… deve ser bem lucrativo, sabe? Mas eu acho que já tá na hora dessa galera cair na real que o público não é um robô de photoshop e as pessoas querem consumir sim e querem se ver representadas no que consomem. É uma pena pois eu acredito que seria muito mais lucrativo um consumo mais consciente e feliz que envolva amor próprio. Mas tenho esperanças que estamos caminhando pra isso. Cada vez mais pessoas estão tomando consciência de si e querendo se ver representadas. Por isso acho que o GORDA está repercutindo tão bem. Não sei qual a melhor forma de lutar pra mudar isso, mas a minha forma é produzindo conteúdo para tentar promover alguma representatividade e empoderar o maior número de pessoas possível.”

A gordofobia é socialmente naturalizada de tal forma que, em muitos dos casos, as próprias vítimas fazem do seu corpo um alvo de desprezo. Somente a partir de um esclarecimento individual é que elas finalmente se amarão e conseguirão espalhar o conhecimento adiante para combater o preconceito. Colocar a gordofobia como pauta de uma forma única e pessoal como acontece em “GORDA” é uma maneira de sensibilizar quem assiste. Por isso, o filme conversa não só com as mulheres gordas, como também com quem promove os discursos de ódio que afetam essas mulheres.

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Você gostou do tema do documentário? Acha que gera um debate interessante? Pode ser gorda, magra, entendida do tema ou não,  que tal assistir o documentário com a gente e com a Luiza Junqueira no Espaço Criativo GWS? Vamos ter uma sessão de GORDA + debate sobre a autoestima da mulher gorda no dia 29/11, terça-feira, às 19h. As vagas são limitadas! Para se inscrever: bit.ly/GWSgorda

Luiza te inspirou? Segue ela no insta: @luizajunquerida!

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Patches personalizados: saiba como aplicar e conheça a Toca dos Bordados!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Os patches, ou bordados termocolantes, são pedacinhos de tecidos bordados que colamos com ferro quente nas roupas. Foi um dos grandes hits dos anos 80 e 90 e já podemos dizer que também são da atualidade. Já contei aqui, toda a história dos patches, que teve sua origem militar na década de 30. Só nos anos 60, os patches caíram nas mãos dos “adolescentes rebeldes” e começaram a ser usados para expor ideias, posições políticas e amor por bandas. Por esses motivos os punks do final dos anos 70 e começo dos anos 80 fizeram do acessório peça obrigatória do guarda-roupa, assim como os fãs de heavy metal que adoravam colar os das suas bandas favoritas em coletes de couro e jeans.

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Nos anos 90 eles ficaram mais “pop” entraram no hip hop e ganharam até o universo infantil. Desde 2014 estamos vendo os patches nas graças do mundo da moda e quanto mais patches, melhor! Nós enxergamos essa peça de bordado como uma forma de expressão e, por isso, sempre pensamos em transformar nossos símbolos e frases em patches. Foi assim que conhecemos a Toca dos Bordados, quando decidimos desenvolver patches exclusivos do  GWS. Já mostramos eles em todas as redes sociais (porque estamos apaixonadas) e você pode comprar na nossa loja ou ganhar caso faça um curso no Espaço Criativo GWS. Mas se você tá em busca de algum patch específico, fazemos uma aposta que você vai encontrar na Toca dos Bordados.

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A Toca dos Bordados é uma loja virtual especializada na venda de patches bordados, que existe há mais de 6 anos. Eles tem mais de três mil modelos em estoque e enviam para o Brasil todo. No Rio Grande do Sul, inclusive, tem até loja física. É impossível não encontrar o patch que você quer por lá. Sério, dá só uma olhada no catálogo deles. Tem todas as formas, desenhos, cores, temas possíveis. Desde os estilosos e modernos até os clássicos militares e religiosos. Se você busca alguma coisa mais específica ou até mesmo exclusiva como foi o nosso caso, pra você ou pra sua marca, eles fazem pra você. Nesse link você pode mandar sua ideia, criar seu bordado e receber o orçamento. Posso falar com conhecimento de causa que o atendimento deles é incrível e que a qualidade dos patches também. E o melhor: Se você é ansiosa como eu, eles chegam rapidinho na sua casa.

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Desde que fizemos os patches do GWS, algumas meninas nós perguntaram como se aplica, qual melhor forma, se são autocolantes… Gostei desse vídeo da Gabi Ferreira que explica um pouco a melhor forma de colocar seus bordados.

Curtiram a dica? Depois mostra pra gente como ficaram as suas peças e os patches que vocês escolheram!

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