Para ouvir: King Krule

Por Marie Victorino / marie@gwsmag.com

Eu sei, eu sei… vocês são todas team Jake Bugg e todo seu charminho aristocrata. Mas eu tenho que confessar que prefiro os “working class kinda boys”! Hahaha

Essa semana (não lembro como) acabei chegando a outro inglesinho, cheio de arrogância, que nunca tinha ouvido falar: King Krule. Fui dar aquela pesquisada básica, assisti a alguns vídeos e logo de cara já fiquei meio impressionada com o estilo dele, que, aliás, é um pouco difícil de definir. Tem uma pegada de punk, um pouco de jazz, dub e até hip hop.

king-krule

Archy Marshall, seu nome verdadeiro, tem só 19 anos e começou a gravar algumas músicas em 2010 como Zoo Kid. Em agosto de 2013 lançou seu primeiro álbum “6 Feet Beneath the Moon”, agora como King Krule. O garoto teve uma infância conturbada, aos 13 não queria mais frequentar a escola, diz ter sido diagnosticado com pelo menos uma doença mental e aproveitava a insônia pra ouvir bandas que o inspiraram a começar a gravar seus próprios sons (como The Pixies and The Libertines).

Me parece o típico garoto rebelde que soube canalizar a raiva e angústia em coisas boas! E eu simplesmente amo os rebeldes! Archy tem mais dois pseudônimos: DJ JD Sports e Edgar the Beatmaker, que ele usa pra fazer sons completamente diferentes dos que faz como King Krule.

Como ele é tão familiar pra mim, como deve ser pra maioria de vocês, ou seja: nem um pouco(!), separei três vídeos que gostei bastante pra comentar aqui e pra gente começar a conhecer ouvindo juntas!

– A Lizard State

Esse vídeo dispensa comentários, afinal a introdução (e o final) do clipe é com ninguém menos do que Alfred Hitchcock, gênio do suspense! Archy é fã e o clipe, todo em preto e branco, foi inspirado em “Disque M Para Matar”. Ele fica lá na horizontal, em pé na parede, com seu estilo Teddy Boy pós guerra, tocando sua guitarra de boa, cantando o quanto ele quer a garota que não ama ele.

– Easy Easy

Digo uma coisa pra vocês: se adolescente eu fosse, na Inglaterra vivesse e, sei lá, morasse na vizinhança, me apaixonaria easy easy (desculpa, foi mais forte que eu) por ele, pelo amiguinho, pela “gangue” toda que anda com ele, mas não apareceu (só na minha imaginação hahaha). No vídeo ele retrata um pouco da falta de uma rota de fuga que a gente às vezes sente nessa fase e acaba mostrando um cotidiano comum dos lost boys: fugir da polícia, ir pros “becos” da cidade, usar drogas… enfim, ser rebelde em paz!

– Out Getting Ribs

Esse EP ele gravou quando tinha 16 anos quando ainda era Zoo Kid, em casa, com a ajuda de um amigo e a música não entrou no novo álbum. O título “Out Getting Ribs” foi tirado de uma obra de Basquiat. Aqui eu senti que ele deixou um pouco da rebeldia pra lá e mostrou um lado mais profundo, sensível, até meio triste. Eu gosto muito da voz dele nessa música, acho potente de alguma maneira.

É isso, acho que ele se encaixa bem na mesma categoria da Lorde no sentido de compor as próprias músicas e expressar essa fase maravilhosa que é a adolescência de uma maneira original. O que vocês acharam? Já conheciam? Troca uma ideia aí nos comentários! ;)

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