Por um mundo virtual (e real) com mais empatia.

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Juliana de Oliveira:

empatia

Esses dias navegando pela internet, me deparei com três imagens distintas, a primeira era da atriz de Glee, Lea Michelle, curtindo um passeio de iate com seu novo namorado, a segunda era uma capa de revista sensacionalista que evidenciava os “””defeitos””” do corpo da socialite Kim Kardashian e a terceira, a capa do novo single da rapper americana Nicki Minaj. Aparentemente, as três imagens não têm nada em comum, mas o fato das três de alguma forma evidenciarem seus corpos, é motivo suficiente para que as pessoas sejam más. Pessoas no geral, não só os homens, não só as mulheres, não só os jovens e também nem só os mais velhos. Pessoas exercendo sua capacidade total de serem más, pessoas que, seja lá por que razão, acham divertido ridicularizar alguém.

Vocês conhecem a palavra empatia? Ela significa o sentimento de se colocar no lugar dos outros, se identificar com as pessoas e sentir o que elas sentem. Pois bem, acho que está faltando empatia na internet.

Imagine a cena. Você sai na rua para atividades banais do cotidiano e alguém tira uma foto sem sua aprovação, ou então, você nem nota que foi fotografada! Passa o dia todo cuidando da sua própria vida, até que resolve dar uma olhada na internet e quando isso acontece dá de cara com um monte de pessoas enfurecidas, que por alguma razão se sentem no direito de te xingar de todos os tipos de coisas. Algumas pessoas acreditam que é ok compartilhar suas opiniões com o mundo (leia-se destilar seu ódio gratuito) em relação a celebridades, afinal, se é uma pessoa pública, tem que aguentar.

O que essas pessoas parecem esquecer é que por trás de todo o glamour, debaixo das camadas de make, existe uma pessoa real, que tem sentimentos, inseguranças e neuras, e a mesma capacidade para sofrer. Humilhação é humilhação e não é porque a outra pessoa parece “inalcançável” que se torna ok fazer isso. Gorda, ridícula, escrota, vadia, acabada e decadente. Essas são algumas das palavras reais tiradas dos comentários desses seres que habitam o mundo dos conglomerados de notícias.

Imagine agora todas essas palavras direcionadas a você por pessoas que nem te conhecem. E não pense que está imune a isso, porque é uma pessoa comum, afinal vemos muitas “anônimas” virar “piada” na internet. A alemã que estava de boa no estádio curtindo o jogo da sua seleção, virou meme, não pôde comemorar o título porque as pessoas riam dela nas ruas e ficou em casa chorando por dois dias seguidos, segundo reportagens que fizeram com a moça. Afinal se tem mulher em estádio de futebol ela tem que ser musa, certo? Do contrário, merece ser ridicularizada. A tal objetificação da mulher que muita gente insiste em dizer que não existe. E mesmo que você seja bem resolvida, esclarecida e não se importe muito com a opinião dos outros, dói. Dói ser desrespeitada e atacada sem motivo aparente.

aspas2Se esses odiosos da internet lessem seus próprios comentários e se estes fossem direcionados, não aos outros, mas a si mesmos, será que achariam tão legal? Será que ririam e compartilhariam? Mas eles devem ser super bem resolvidos, 100% atraentes todo o tempo, sem neuras, sem inseguranças, impecáveis e claro, provavelmente sem coração. Não devem saber o que significa a tal da empatia.

Eu não sei vocês, mas prefiro ser uma pessoa cheia de escorregões fashion, com algumas celulites na bunda e com bad hair day do que ser uma pessoa cheia de ódio no coração, destilando preconceito e intolerância em redes sociais.

O triste é saber que as redes sociais são um reflexo do mundo real. Toda vez que paramos pra pensar nos problemas sociais do mundo sempre percebemos que falta educação, saúde, melhor distribuição de renda… Pode ser clichê, mas o que está faltando mesmo é empatia e amor. E alguma coisa dentro de mim diz que se tivéssemos mais isso, as outras coisas fluiriam.

Por um mundo que a gente substitua as críticas negativas e os discursos de ódio por elogios sinceros e críticas construtivas. Por um mundo com mais respeito, com mais amor, com mais empatia.

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