Porque Broad City é o Anti-Girls (ou ainda: por que eu adoro tanto esse seriado)

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Lucia Pereira Hsu:

broad-city

Antes de mais nada devo dizer que também curto Girls. É o primeiro seriado a abordar questões de gente como a gente, que chegou nos meados dos 20 anos querendo descobrir pra onde vamos – carreira, romance, etc – gente que não quer nada disso tem também (te amo, Jessa). É legal se identificar com as histórias e eu adorei a última temporada ser meio pesada, com temas como abuso de drogas, sexo casual pra levantar a autoestima, ou como ter um emprego fixo pode acabar com a criatividade de alguém.

Essa sensação nítida de peso que eu senti é só porque é uma série, apesar dos momentos cômicos, que se leva a sério, é pra ser a vida real, ou quase isso. As personagens passam por momentos ruins e a gente sente junto!

Mas o motivo pelo qual eu adoro Broad City é que é exatamente o oposto: é uma série de meninas que trata o tema “ser jovem” de maneira diferente da Lena Dunham, sem aprofundamentos. É nada mais que uma celebração da nossa juventude vista por outro ângulo muito mais simples, o de que se é jovem e essa é a hora de curtir a vida sem nenhum compromisso com nada.

A série foi criada por Ilana Glazer e Abbi Jacobson, que foram alunas da UCB, escola de comédia e improviso em NYC, e conta com a ídola Amy Poehler como produtora executiva (quer dizer…). Elas interpretam personagens de mesmo nome que são o total oposto de Hannah & cia: são amigas-quase-irmãs, ferradas de grana e não poderiam se importar menos com isso, e criam situações que poderiam ser trágicas em Girls, mas aqui são hilárias. Elas passam perrengue e vergonha, mas no fim dá tudo certo porque elas não se importam, já que vieram pra essa vida a passeio e fazem da cidade um playground.

Pra entender mais ou menos como é, pensa em The Office. Se você gostava, vai amar isso aqui! Vou apenas citar situações bizarras como: Ilana numa loja tentando trocar itens roubados do escritório no qual que ela finge que trabalha só pra conseguir sustentar o hábito de fumar maconha, ou Abbi ter um momento bad vibe numa sala de espera enquanto espera Ilana ser atendida pelo peguete pro qual ela não está nem aí mas é dentista e faz o tratamento de graça porque é louco por ela, oooou o momento maravilhoso da busca por um apartamento com a corretora mais louca do mundo…..

Broad City é uma comédia tão simples, tão sem noção, tão faça-você-mesmo que, mesmo que a gente não se identifique com o que elas são capazes de fazer nessa vida louca, adoramos justamente isso: um respiro da vida real onde tudo é mais previsível e todo mundo sofre as consequências das suas escolhas. Ilana e Abbi dão de presente pra gente um seriado meio punk, meio feminista, e um lembrete de que tudo sempre dá certo no final, já que né…. a gente só é jovem uma vez. Amei e recomendo!

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