Primeiramente boa noite #14 – O mais vendido

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Gian Lucca:

gian #14

Eu passei a semana pensando o que ia escrever aqui. Não fiz nada, não vivi nada. Foi aí que, enquanto assistia Girls, uma amiga me chama pra falar da vida, falar do cara que trepou de primeira e acabou curtindo mais do que devia. Nas primeiras frases do papo já sabia que dalí ia nascer esse post. Ironia do destino ou não, o iTunes no shuffle colocou Mombojó, minha banda favorita, exatamente na música que me fez virar fã absurdo. Ela diz o básico: “eu quero entrar no seu coração”, “eu vou tentar só mais uma vez”, “nem quero falar só de amor”. Pra quem ficou curioso, o clipe aqui.

Vamos ao papo. Ela começou perguntando como tava o meu coração. Mandei o velho papo falando que tava tranquilo, de bobeira, desencanado, que andei pensando na minha intensidade de me jogar no amor facilmente e que tava meio brecando isso, sendo mais easy going com a vida, pensando em possíveis erros do passado pra essa melhora. Na sequência a pergunta foi: “passado? mas pessoas passadas?”. Ela queria sangue. Ela queria cutucar aquela ferida que tava ali, cheia de Bepantol aguardando a cicatrização. Desbaratinei pra ferida não pulsar e perguntei dela. Ela quer namorar. Falou em ficar noiva. Queria alguém esse ano. Logo lancei que eu queria alguém nesse mês. Nessa altura do papo, em 5 minutos, a gente conseguiu provar tudo, exceto que estamos bem e desencanados. “Conheci esse menino semana passada numa festa, curti muito ficar com ele e no mesmo dia a gente trepou. Trocamos telefone e nada. Na outra semana encontrei ele em outra festa e não ficamos na boate, mas na hora de ir embora ele me ofereceu carona. Dei de novo. No carro. Adicionei ele no Facebook e nada aconteceu. Tô arrasada.” Meu primeiro argumento foi que tava tudo bem o fato de dar na primeira vez, mas pelo que tinha visto ali, a não-conversa dele deixou claro que talvez ele só quer mesmo curtir, mas que valia talvez ela mandar sei lá, uma mensagem pra sentir qual era o negócio.

“Porque ele não podia estar desesperado por uma namorada ou uma noiva?” e eu disse o óbvio: “porque o mundo quer trepar”. Tamo numa fase que quem namora tem que ser a pessoa mais feliz do mundo. Num post passado eu falei que as pessoas estavam dando uma chance pra qualquer um, abrindo oportunidades e riscando da lista seus desejos, porque a verdade é que estamos topando qualquer coisa. Se o teu tipo é nerd e aparecer um surfista, cê vai pensar: “Ah, por que não?” e isso é maravilhoso. Rolou uma análise forte sobre o cara e pedi pra ela me mandar umas fotos dele. É muito melhor analisar quando você vê a pessoa mesmo sem conhecer. Perguntei se o tipo dela era magro, barbudo e cabeludo e ela disse que sim, mas que ela curtia mais ainda porque ele era interessante. Isso que vou falar agora não teve na conversa, mas assim, como cês reconhecem se a pessoa é interessante ou não no meio da night? Eu só vejo o que a pessoa tá calçando no pé e se tem mãos bonitas. Perguntei o nome dele e mergulhamos no assunto de analisar nomes. Segundo ela Bernardo é pra casar, Victor é babaca, Pedro é filho da puta e Leonardo é o cara perfeito. Não sei porque mas Leonardo me remete a sertanejo, hipismo e carros brancos com capota.

Por fim, chegamos a conclusão que a melhor coisa a se fazer quando você não sabe o que fazer, é não fazer nada. Leiam de novo essa frase. Tatuem essa frase. Não fazer nada talvez seja a solução dos nossos problemas amorosos. Não tá acontecendo nada, então fica aí de boa, sem fazer nada. Sacou?

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