Primeiramente boa noite #3 – Pra que rimar amor e dor

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Gian Lucca Amoroso:

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Fiz aniversário. Tô com um pressentimento que esse meu novo ano vai ser de mudanças muito significativas. Nas programações, alguns sonhos: trabalho, cidade, amor. Aí cê mistura, põe no forno e espera crescer. Ou colhe e aperta, tanto faz.

Foi criado o verbo “encaretar”. A galera curte julgar e ficar batendo na mesma tecla, encaretou tudo. Não pode trepar no banheiro da balada e muito menos flertar com o porteiro do seu prédio. Tem que pagar suas contas em dia e cozinhar orgânicos em casa. Cara, ‘tamo’ cagando pro teu alimento orgânico. O medo maior é essa nova geração conservadora que tá vindo. Não existe essa de “daqui 20 anos todo mundo vai ser tatuado e viado”.

‘Vamo’ voltar um pouco. Em tempos do exílio, Caetano Veloso teve permissão pra ficar um mês no Brasil em 1971 pra assistir a missa comemorativa dos 40 anos de casamento dos seus pais. Foi pro Rio ser interrogado por militares que pediram para que ele fizesse uma canção elogiando a Tranzamazônica, na época a rodovia ainda estava em construção. Caê, claro, não aceitou a proposta e quando voltou pra Londres gravou um disco e deu o nome de Transa, pra causar mesmo, e lançou em 1972 quando voltou de vez. É isso: o cara fugiu do próprio país, ficou entediado e fez o melhor disco de todos os tempos. Olha o nível de ser humano absurdo.

Tem um episódio em The O.C. que chama ‘O Fator Ex’ e ele se encaixa perfeitamente com os dias atuais. A gente acha estranho quando ex te liga pra falar parabéns e ao mesmo tempo ficamos muito putos quando não recebemos nenhuma ligação. A pior parte é quando ex não é muito bem ex, porque na verdade vocês nunca tiveram nada. A gente curte sofrer por nada, igual Ryan e Marissa e sonha com o relacionamento perfeito como Seth e Summer. Partiu Bolívia.

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