Primeiramente boa noite #45 – Não entendir

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Gian lucca:

 #45

O horóscopo tava dizendo mesmo que teria 5 dias de perrengue nesse ano novo. Como ia ser começo do mês, poucos dias depois do aniversário, achei que de repente, otimista, ia passar despercebido. Falava que eu tinha pendências mentais pra resolver, que era meu saturno, e que mercúrio tava meio puto e sei lá mais o quê.

Parte 1: instalei (de novo) o Tinder

Foi aquele momento quando troquei a foto do perfil do Facebook, recebi meia dúzia de elogios e quando vi já tava na App Store. Sem graça, achando aquilo passado demais, triste por voltar a caçar um romance, deixei ele lá sem grandes combinações amorosas. Tudo bem. Logo depois uma vibrada no bolso, it’s a match, aquele enredo tradicional, aquele papo “e aí tudo bem de onde você é” e, surpreso, achei meio bacana. Na sequência, outro clichê: adiciona nas redes sociais e parte pro WhatsApp num papo gostosinho pré-pirocada-monstra. Continuava tudo bem. Aí, no meio da conversa que decidia onde a gente ia se encontrar, percebo que minhas mensagens não estavam mais chegando e aquele aplicativo que todo mundo tem mas esconde, apitou dizendo que você recebeu um unfollow. O romance nem tinha dado o primeiro suspiro e já tava como? Cagado. Me bloqueou de tudo, não tive nem como perguntar o por quê. Não tava mais tudo bem, aí resolvi dar um Google no nome do ex-pseudo-romance e… chorei.

Parte 2: rever várias pessoas que fazem parte do seu passado numa festa de casamento

Podia ser um casamento do qual eu pudesse inventar uma viagem de última hora com a desculpa que ia realizar o sonho de aprender a surfar, mas eu era padrinho. No altar da igreja o padre me chamou pra assinar um documento de gramatura altíssima, com uma marca d’água que deixava ele ainda mais importante. Não podia faltar. Cerimônias que envolvem laços-eternos tem aquele problema do álcool que todo mundo não consegue ficar com a mão vazia, rola um puta rango chique mas o que você come mesmo é só o tostex na saída. A troca de energia com pessoas que você tem muita história no passado é desgastante pra caramba e a gorfada no fim da festa era mais de alívio do que de loucura.

Parte 3: enfeites de Natal já estão por todos os shoppings da cidade

A invasão natalina começa todo ano cada vez mais cedo e a gente sempre pensa “nossa, esse ano passou voando, já estamos no Natal” e esse ano o pensamento de todo mundo é “puta que pariu graças a Deus acaba 2014”. É um ano que pelo que tô vendo também ninguém tá dando muita moral pra festa de ano novo, sem grandes expectativas, porque não tem dinheiro, claro, nada mais normal depois de um ano menstruado na conta corrente. Esperança é muita pra 2015 e eu juro que acredito, quando a gente tá no perrengue e pede pelo amor de Deus tem que se segurar em algo bom. Algo bom é 2015 e a esperança é a última que morre.

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