Em fotos: Riot Grrrl

Por Marie Victorino / marie@gwsmag.com

Riot Grrrl foi um movimento que surgiu nos anos 90 (EUA), dedicado à expressão radical do feminismo através da arte, da música e do ativismo. Um bando de garotas punk lutavam pelo poder feminino (#girlpower).

Inspiradas pelo punk feminino dos anos 70/80 (Siouxsie Sioux, The Runaways/Joan Jett, Patti Smith, Kim Gordon…), elas tinham uma forma de expressão agressiva, mas bastante criativa. Bandas como Bikini Kill e Bratmobile foram precursoras do movimento com um som hardcore, letras pesadas e apresentações, digamos assim, furiosas.

Além da música, as Riot Grrrls criavam fanzines para tentar extrair as implicações políticas de temas polêmicos, para propagar suas ideias contra o sexismo e discutirem experiências pessoais sobre estupro, racismo, distúrbios alimentares, homofobia, etc. As publicações eram feitas em casa, com colagens e tinham uma linguagem forte e com muitos palavrões. Até um manifesto foi escrito.

No final, o movimento acabou recebendo críticas por ser muito fechado (apenas garotas brancas de classe média) (#panelinha) e até Courtney Love deu seu pitaco dizendo que achava doutrinário e de censura: “Olha, você tem essas meninas muito fortes e inteligentes, mas quem disse que você tem o direito inegável de não ser ofendido? Ser ofendido é parte de estar no mundo real. Me sinto ofendida toda vez que vejo George Bush na TV! E, francamente, a música não era tão boa!“. hahahahaha.

 

Bikini Kill

Pra assistir!

Fanzines

Pra ler!

The Raincoats

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