Roller Derby! Conheça o esporte que tem tudo a ver com o espírito GWS.

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

A equipe do GWS  foi ao clube Clube de regatas do Boqueirão no Rio de Janeiro conhecer, conversar e acompanhar o treino de um dos 15 times existentes no Brasil de Roller Derby, a liga Sugar Loathe Derby Girls.

O esporte foi criado em 1935 pelo promotor de esportes americano Leo A. Seltzer. Foi ele que organizou a primeira partida de Roller Derby da história, quando realizou uma corrida de patins cuja intenção era unicamente demonstração de resistência.Durante dois anos, Seltzer organizou esse tipo de corrida até que o escritor esportivo Damon Runyon declarou em uma reportagem que as colisões, tombos e empurra – empurra entre os participantes era o mais legal nas partidas. Espertamente, Seltzer transformou a prova de resistência em um jogo de ataque/defesa. E aí sim começou a estrutura como conhecemos hoje.

O jogo consiste em uma série de corridas (chamadas JAM, que duram dois minutos cada) entre dois times, cada um com cinco jogadoras. Uma atacante (a única que marca pontos), três zagueiras e uma pivô. No começo da partida, as zagueiras e a pivô ficam em fileira, em cada lado da pista e o árbitro apita. Então, elas patinam em grupo enquanto as atacantes esperam na linha de partida. Quando as outras estão a 6 metros da linha de partida, as atacantes já podem atacar. Pra isso elas precisam desviar das zagueiras e chegar ao outro lado. Cada jogadora ultrapassada pela atacante conta um ponto. Quando terminam os JAMS os juízes contam os pontos e conhecemos o time vencedor.

Mas devemos confessar que o que achamos mais legal do Roller Derby é toda a filosofia e estilo de vida que se construiu a partir do esporte.

Não se sabe muito bem quando Roller Derby se transformou em um esporte quase que exclusivamente feminino, mas o que a gente sabe é que, sem dúvidas, é o esporte mais GWS que a gente conhece!

Primeiro porque é um esporte carregado de #girlpower! Nos Estados Unidos é conhecido e divulgado como importante articulador do movimento feminista. O Roller Derby também é democrático. Todo tipo físico é bem vindo (e necessário) então não importa se você é magrinha, gordinha, alta ou baixa. Com certeza você terá uma função dentro do time.

Pude observar durante o treino que as garotas não são só companheiras de time. São verdadeiras amigas e parceiras de confidências, de bar, de festas. E isso é o mais legal do Roller Derby! Observar que um esporte uniu garotas, criou um lifestyle e ajudou muitas ali a superar problemas e trabalhar a auto estima.

Não é uma regra, mas fica claro pesquisando mais sobre o esporte que a maioria das garotas são alternativas e fogem do padrão tradicional de “como uma garota deve ser” e de como “uma garota deve se comportar”. Entrar no mundo Derby pode ser uma chance de se descobrir e se amar mais.

O esporte no Brasil ainda está engatinhando, mas já existem 15 ligas espalhadas pelo país (sim! pode comemorar! existe a possibilidade de ter um time na sua cidade.) Pelo amor e dedicação que a gente sentiu acompanhando as garotas naquele sábado, certeza que o esporte vai crescer rápidinho por aqui.

Batemos um papo com a liga carioca, Sugar Loathe Derby Girls para vocês entenderem mais sobre o Roller Derby e a filosofia do esporte. Dá o play aí!

Pra saber mais sobre o Roller Derby:

Pra ver – Whip it (Garota Fantástica)

Pra ler – Derby Girl – Shauna Cross

 

 O que vocês acham do universo do Roller Derby?

        Equipe GWS:

 – Nuta Vasconcellos – repórter

– Marie Victorino – produção

– Carolina Vianna – fotógrafa

– Felipe Ribeiro Monteiro e Marcelo Renovato – câmera

– Felipe Ribeiro Monteiro – Ediçao e Finalização

Post originalmente postado em 13/09/12

 

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