Sobre mentiras e traições

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por isa Freire:

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Oi.. prazer, eu sou a Isa. Prazer sou o xxxx. Você tem namorada, né?

Tenho, sou apaixonado por ela, meu amorzinho maravilhoso. E cadê ela? Tá em casa dormindo, não sabe que eu tô aqui. (risada maquiavélica)”. E foi assim que eu conheci meu, na época futuro, primeiro namorado. Meses depois, ele já tinha terminado e acabei me envolvendo com um cara que eu já sabia que era um traste. Na minha primeira viagem sozinha durante o namoro, voltei com rumores de que ele tinha me traído, já convencida de que sim, perguntei em vão se tinha acontecido. Ele disse que não. Não, não e não. Não curto separar a humanidade por sexo mas nossa sociedade já faz isso por nós desde a barriga, e na minha opinião pessoal uma grande parte dos homens não tem nem metade da intimidade e zelo pela verdade que a grande parte das mulheres que conheço quando se trata de relacionamento.

Foi mais de um ano de rumores, os quais ele negava todos, até que um dia, ele me entregou o celular dele para eu fazer qualquer coisa e li uma mensagem super amorosa de uma menina. Acredite, eu não fui atrás porque sou anti-invasão da privacidade alheia com todas as minhas forças. Depois de muito insistir que não, ele acabou assumindo que sim, tinha me traído. Eu perdoei e fomos no cinema, ver aquele filme que eu não sabia do que se tratava: Closer. Não preciso nem dizer que foi ali que me tornei essa cética que sou quando a questão é fidelidade. Esse mesmo cara, me contou depois de meses já separados, que tinha me traído em torno de cinqüenta vezes.

Todos os nãos que ele respondia quando eu perguntava “é verdade?” eram um sim bem grande na minha cara, que ele nunca teve, vamos lá, usar a palavra chave: CORAGEM de dizer. Sabe aquela música It wasn’t me do Shaggy? É a mais pura verdade. Você entra em casa e dá de cara com seu namorado nu com uma mulher nua em cima dele na cama e a primeira coisa que ele vai te dizer é “Não é isso que você tá pensando”. Enquanto nós, mulheres, ou pelo menos eu, Isa, não consigo mentir sobre o que eu comi no café da manhã, quem dirá sobre uma traição, algo que supostamente fere a pessoa que está comigo.

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Já me fodi em vários relacionamentos diferentes por ser corajosa de assumir as merdas que eu faço. Por que esconder? Acho que temos que assumir nossos atos. Lembro que na adolescência, minhas amigas perdiam a virgindade e escondiam isso de todos. “Então quer dizer que você tem coragem de fazer uma coisa que dói e sangra, mas tem medo de contar pros outros? Na minha cabeça, aquilo não fazia o menor sentido. Claro que existem mil motivos pra pessoa não querer contar, mas na época, de igual pra igual, era assim que me sentia.

Vira e mexe aparece uma história nova de algum cara que “Ah, o problema não foi ele ter traído, foi que ele MENTIU”. O problema, na verdade, foi você não ter se dado conta, que alguns homens parecem não se intimidar com perguntas diretas, claras e sem enrolação. Ou melhor, eles se intimidam tanto que falta coragem de te olhar no olho e dizer a verdade, nua e crua por medo de te machucar. Eles mentem, mesmo sabendo que uma hora a mentira vai ser desmascarada, achando que de qualquer maneira, doerá menos se não sair da boca deles. Eles mentem por covardia, pendurados naquele fio ridículo de esperança que diz pra eles que eles têm uma chance em um milhão de nunca serem descobertos. Eles mentem, porque não percebem que a verdade os tornam homens melhores, porque não percebem que a verdade liberta, enquanto a mentira é a maior prisão em si mesmo que existe. Tolinhos.

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