5 COISAS QUE NÃO DOU A MÍNIMA: Dani Mello

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

O 5 coisas que não dou a mínima é uma das tags mais queridinhas aqui do blog. É que na verdade, ela é só uma desculpa pra gente divulgar o trabalho e a personalidade de mulheres incríveis e inspiradoras. A garota da vez é a empresária visionária Dani Mello, fundadora da marca Melon Melon e blogueira old school no Fashion Melon.

Por que a gente considera a Dani visionária? Porque hoje em dia pode ser comum t-shirts com desenhos e frases, mas sem dúvidas uma das primeiras marcas a perceber esse “come back” noventista, em 2010, foi a Melon Melon, antes conhecida como Miss Melon. A marca estourou assim que lançou e fez parte de looks do dia (na época que look do dia era extremamente relevante pra internet), das blogueiras mais conhecidas com a sua t-shirt super copiada até por marcas grandes: “Bisous Bisous”, quem lembra? Quando o boom das t-shirts tomou conta de todas as grifes, a Dani se reinventou mais uma vez e transformou a Melon Melon em uma marca de peças casuais cheias de personalidade e estilo, que conta até com uma linha beachwear maravilhosa e super original.

5 coisas que nao dou a minima por dani mello

Dani se define como uma pessoa que “não para” e diz: “Na minha mente já realizei 256903 projetos a mais do que realmente fiz, mas tento a cada dia por em prática um pouco do que sonho. Trabalho com moda há 11 anos, troquei de profissão depois de ter certeza que era com moda que eu queria trabalhar, era o que sabia de fato fazer, o que me dava prazer.” Desde então Dani já trabalhou em grandes marcas, estagiou, fez assistência, produção de moda, styling, criou uma marca, fez sucesso com ela, correu maratonas, casou, teve um filho (tem outro a caminho!) e tem mais uns 2 ou 3 projetos em andamento, porque essa é a Dani: Ela nunca para!

“Empreendo nesse país, onde nós mulheres não temos tantos privilégios, mas mesmo assim eu não desisto e sei que a cada dia, subo mais um degrau rumo a minha realização pessoal. Além disso, tento sempre ajudar ao próximo, pq eu tenho certeza absoluta que isso me faz uma pessoa melhor… contribuir para o crescimento do outro e o meu próprio é um combustível para mim, me faz ir em frente.” Agora que a gente já sabe um pouquinho mais dessa maravilhosa, que tal saber as 5 coisas que ela não dá a mínima?

1-Opinião alheia

“Não me entendam mal quando digo que não dou a mínima para a opinião alheia, mas desde muito pequena sempre fui assim. Sagitariana nata que sou, sempre tive personalidade forte e soube o que queria, mesmo sendo escolher se queria um picolé ou uma bala… Isso não faz de mim uma pessoa blasé (odeio gente blasé), mas eu realmente não me preocupo se as outras pessoas vão aprovar minhas atitudes. Costumo, obviamente, pensar bastante antes de realizar qualquer coisa, afinal com 34 anos já não sou mais uma criança e tenho responsabilidades, mas enfim, no geral, não me importo.”

2- Tendências de moda

“Ué, mas você  não trabalha com isso, respira isso 24/7? Sim, mas isso não faz nem nunca fará de mim uma “fashion victim”. Tenho real pavor de ver pessoas vestidas em série com a tendência do momento, a bolsa do momento, o sapato do momento ou whataver coisa do momento. Não tenho um estilo definido, depende muito do meu humor, mas procuro não ser vitíma desse mercado e colocar sempre em tudo o que eu visto a minha personalidade.”

3- Restaurantes da moda

“Curto muito comer bem, mas não preciso ir no restaurante X, do lugar ou viagem X para dizer que fui e fazer aquela foto instagramável obrigatória.”

4- Hipsterismo Musical

“Sou uma pessoa mega eclética musicalmente, e me considero uma pessoa musical. A maior parte do tempo em que estou acordada estou escutando algo, mas, escuto de tudo. Tudo mesmo. E tenho pavor daquelas pessoas que acham que sabem mais do que todas as outras, só porque escutam aquela banda que apenas 22 pessoas no mundo escutam. Cago para isso. Vou do Rock’n roll, ao hip hop, ao mpb, ao funk e tb curto um bom sertanejo tristão. Enfim, amo não me rotular musicalmente. Ser livre.”

5- Lasanha

“Nunca dei a mínima para essa comida que todos amam. Não curto e acho sem graça.” 

— ♥ —

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5 COISAS QUE NÃO DOU A MÍNIMA: Cristal Muniz

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Vocês já sabem que a tag “5 coisas que não dou a mínima” nada mais é do que um espaço para divulgar mina foda, que a gente admira de verdade o trabalho e a personalidade. Portanto, essa garota não poderia ficar de fora. Cristal Muniz é designer gráfica, mas o trabalho incrível dela é como ser humano mesmo. Em 2015 ela decidiu parar de produzir lixo (ou o mais próximo de zero possível) por um ano, inspirada na Lauren do blog Trash is for Tossers, e criou um blog chamado “Um Ano Sem Lixo” para compartilhar a rotina e dicas para quem pensa em fazer o mesmo e reduzir sua produção de lixo ao máximo ou quem sabe, ao zero.

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Zero-lixo significa que: Ou a embalagem é 100% reciclável, ou no caso de alimentos, pode virar compostagem. Mas, além disso, a ideia é buscar alternativas que não usem embalagens, coisas que possam ser feitas em casa com ingredientes naturais, produtos de empresas que se preocupem com o destino das suas embalagens, produtos veganos, naturais, sem ou com o mínimo de químicas possíveis. A ideia é  pensar em alternativas e criar novos hábitos. Então Vem saber 5 coisas que a Cristal, não dá a mínima!

1. Canudinhos

Nunca gostei muito de usá-los, sempre preferi beber direto do copo (ou da garrafa, ou da lata). Hoje em dia recuso veementemente porque os canudinhos são um lixo super problemático. Pequenos, eles costumam ir parar em rios e mares quando jogados fora inadequadamente e lá são confundidos com comida pelos animais marinhos. Assim, eles podem ficar trancados no sistema digestivo dos bichinhos e levar eles a morte. Super triste.

2. Pessoas que acham que uma pessoa não faz a diferença

Nesse caso eu até dou a mínima, faço questão de falar sempre que todo passo, mesmo que de formiguinha, faz sim a diferença! Uma pessoa faz diferença sim!

3. Marcas que dizem que são boazinhas mas produzem coisas duvidosas

Sabe aquela marca de moda que, de repente tem um discurso amigável com o planeta? Aquela marca de cosméticos cheios de ingredientes nocivos e perigosos que diz que não mata florestas? Não dá pra acreditar nessas baboseiras. Prefiro sempre do pequeno e duvido e questiono tudo de empresas que a gente sabe que produzem coisas poluentes.

4. Café em cápsula

Café em cápsula é caro, não é tão gostoso assim e gera uma quantidade de lixo ABSURDA. A maioria das cápsulas nem pode ser reciclada por conta da mistura de materiais ali. Mesmo que um dos fabricantes diga que recicle as cápsulas, sabemos que a sua grande maioria vai ser descartada com o café dentro e ir direto para os aterros. Se você ainda toma, pelo menos lave e tire o café de dentro antes de descartar, ok? Depois migra pro café coado ou compra uma cápsula recarregável e usa um pó orgânico.

5. Ter mais trabalho fazendo compras

Explico: não me importo de carregar minhas bolsinhas de pano, saquinhos e potes de vidro para ir comprar coisas a granel. Me sinto feliz e satisfeita quando chego em casa sem nenhuma embalagem e posso guardar as coisas todas direto na estante.

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5 Coisas que não dou a mínima: Jarid Arraes

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Jarid Arraes tem apenas 24 anos e já é uma das mulheres/ feministas mais respeitadas dessa internet. Sua capacidade de escrever tão bem e com tanta clareza sobre como seria esse mundão de Deus mais justo e igualitário talvez seja porque ela tem sol, lua e muito mais em aquário.

Jarid-Arraes

Ela nasceu no interior do Ceará, em Juazeiro do Norte, mas se  mudou para São Paulo em janeiro desse ano, porque a demanda de trabalho e presença pelas bandas do sudeste estava grande. Hoje, Jarid trabalha na Revista Fórum, onde também tem a coluna incrível chamada “Questão de Gênero”. Ela também faz cordéis, que para quem não sabe, são quase como fanzines, folhetos contendo poemas populares. Os poemas de cordel são escritos em forma de rima e alguns são ilustrados, e Jarid tem mais de 30 títulos publicados e muito em breve, pelos próximos meses, vai publicar dois livros! Se isso tudo já não fizesse dessa mina foda e ocupada, ela ainda estuda psicologia, é  ativista feminista, fundadora do FEMICA (Feministas do Cariri) e fez parte do Pretas Simoa (Grupo de Mulheres Negras do Cariri). Quer saber as 5 coisas desimportantes para Jarid? Confere aí!

1) Autoridades 

Desde criança, nunca achei que alguém deveria ser mais respeitado ou que nunca deveria ser questionado só por ter algum título de autoridade. Dá pra imaginar que por isso fui parar muitas vezes na direção da escola. Agora que sou adulta, não é exatamente impossível que eu seja presa por desacato. Sou alérgica a hierarquias.

2) Padrões musicais 

Não que eu seja eclética, mas há muito tempo deixei de me importar com o status da musica que eu ouço. Gosto de ópera, heavy metal e funk com o mesmo entusiasmo com que eu ouço Lady Gaga e Britney Spears. A vida é muito curta pra fingir que só escuto o que algumas pessoas consideram refinado. Música de boa qualidade é a que provoca sentimentos – seja te deixando emocionada ou com vontade de dançar.

3) Grifes 

Como sou gorda, já é difícil achar roupas que caibam. Isso me tornou bem crítica quanto a essa história de roupas de marca e grifes. Então, minha rejeição por coisas caras só por causa do nome que levam se estende pra absolutamente tudo. Só o fato de algo custar muito já me causa aversão – não acho que coisas boas sejam necessariamente coisas com preço alto e não estou disposta a ser outdoor ambulante de ninguém.

4) Roupas íntimas 

Sou a rainha das calcinhas desbotadas, manchadas de água sanitária e sem elástico. Recentemente, também descobri as cuecas masculinas, que são muito mais confortáveis – especialmente as boxers. Além de me sentir bem mais a vontade, economizo dinheiro desse jeito, pois eu simplesmente não me importo.

 5) Maternidade 

Acho muito importante falar sobre maternidade e defender as reivindicações das mulheres que são mães; eu gosto de crianças – desde que sejam dos outros. Eu não quero ser mãe e gostaria muito de prevenir isso até cirurgicamente. Tenho outras prioridades e outras escolhas para a minha vida.

Pra acompanhar Jarid Arraes: Site// Instagram// Facebook // Coluna Questão de Gênero 

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5 COISAS QUE NÃO DOU A MÍNIMA: Clara Browne

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Clara Browne é uma dessas garotas que tem como missão, ajudar outras garotas. Ela tem só 20 anos, é estudante de Letras e Co-editora da revista online adolescente Capitolina que foge totalmente do padrão das revistas “teens” e tem foco em empoderamento, autoestima e criatividade para garotas que ainda estão em formação, propondo um diálogo honesto, acessível e inclusivo, sem restrições de classe social, raça, orientação sexual ou aparência física.

A Capitolina abre espaço para garotas escreverem e ilustrarem e essas colaborações fazem da revista uma coisa linda de se ver. A Capitolina é pura inspiração, assim como a Clara! Por isso ela é nossa convidada da vez para compartilhar os seus desafetos ou apenas desinteresses com a gente! Vê se rola aquela identificação:

Clara-Browne

5 coisas que Clara Browne não dá a mínima!

1. Bandas indies estrangeiras e seus festivais caros

Nunca gostei de indie, não é um ritmo que toca na minha alma nem mesmo balança meu corpo. Me dá nervoso essa comoção com o ritmo, porque realmente não entendo o apelo. Se é pra ser homem branco cis het, que pelo menos seja brasileiro, fale a minha língua e toque uma musiquinha que dê pra dar uns remelexos. E, se eu não gosto de música indie, não preciso nem comentar de seus festivais super caros, né? Se é pra gastar muitos dinheiros com música, que seja com algo que dê pra dançar pelo menos.

2. Comentaristas homens brancos cis-het, ainda mais se forem sensacionalistas

Migo, não, sério, hahaha, cala a boca. Tá feio, tá agressivo; só para.

3. Pegação e sexo

Como demissexual, cada dia mais percebo que me interesso menos por esses assuntos. Eu não vou sair, conhecer uma pessoa e ficar com ela. Eu não vou fazer isso nem em um encontro, porque, oi, cadê nosso laço emocional, migue? Pois é, não tem. Com a fluidez comum à área cinza, sinto-me mesmo desconfortável com esses assuntos em certos momentos da vida e, não, isso não sou eu precisando me liberar sexualmente, isso é você precisando respeitar a galera no espectro assexual, os quais são sempre invisíveis na maioria das militâncias que vejo por aí.

4. Cupcakes

Muito enfeite pra pouco sabor. E, daí a questão que não quer calar: por que bonitos se ruins? Por que ruins se bonitos? Você pode ganhar likes no instagram, mas, cupcake, você não me engana: 0 likes no meu estômago.

5. É bolacha ou biscoito

Porque todo mundo sabe que é biscoito.

 

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