7 marcas de cosméticos veganas e naturais para você conhecer

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Que as discussões sobre sustentabilidade nunca estiveram tão presentes, não é novidade pra nós. Mas a preocupação com o impacto que causamos com os produtos que escolhemos para nos embelezar ainda é novidade para alguns. Num mercado que parece não sofrer tanto com a crise, marcas com novos conceitos de consumo de beleza vem despontando nas prateleiras e ganhando adeptos que querem unir consciência ambiental e paixão pelos cosméticos.

Cosméticos veganos, cruelty-free e orgânicos, principais termos usados pela indústria engajada ambientalmente e que ainda geram um montão de dúvidas. Você sabe o que cada um quer dizer? Veganos são aqueles que não se utilizam de nenhum componente de origem animal na formulação. Mel ou corantes oriundos de insetos? Nem pensar! Na categoria dos cosméticos com selo cruelty-free (livre de crueldade), estão aqueles que não realizam testes em animais, ainda que essa discussão seja muito polêmica. Alguns países como a China não permitem a comercialização de cosméticos que não sejam testados desta forma, com isso muitos protetores da causa animal não reconhecem marcas que comercializam seus produtos nestes locais como verdadeiramente cruelty-free, por acreditarem que em algum momento da cadeia produtiva, até as mãos do consumidor, é realizado algum teste. Um órgão chamado PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) divulga regularmente as listas de cosméticos considerados cruelty-free. Vale a pena olhar antes de comprar um novo creme ou item de maquiagem ou ficar de olho nos selos “cruelty-free” que aparecem em muitas embalagens e sites. Já os orgânicos são produzidos exclusivamente com ingredientes naturais certificados e dentro dos princípios de sustentabilidade, pois são ecologicamente corretos e socialmente justos, se preocupando com as comunidades envolvidas e com resíduos não poluentes. Não contém nenhum tipo de componente sintético como parabenos, derivados do petróleo, sulfatos, formaldeídos e fragrâncias artificiais, ingredientes danosos pra saúde, causadores de possíveis alergias e doenças graves como câncer.

Com esse intuito, vamos conhecer algumas marcas bacanas e responsáveis em sua produção?

Lush: Marca delicinha de cosméticos frescos, feitos à mão, cruelty-free e sem embalagens! Só amor! A Nuta já fez um post bem completo sobre a marca aqui.

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Bioart: Pioneira no Brasil em criar eco make-ups! Linha incrível de biocosméticos e maquiagens veganas e orgânicas.

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Feito Brasil: Tive o prazer de conhecer pessoalmente o filho da fundadora da marca e conversar com ele sobre todo o processo de fabricação dos produtos, fiquei encantada! A marca é cruelty-free, vegana, feita artesanalmente, com embalagens recicláveis, pratica comércio justo e valorização do ser humano. Ainda pratica o empoderamento feminino. Sim! As mulheres lideram a marca, ocupando os principais cargos de chefia, produção e gestão.

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Dona Orgânica: Marca com linha completa de maquiagem orgânica e cruelty-free. As embalagens são uma graça!

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Alva: Marca alemã de cosméticos e maquiagem. Todos os produtos são veganos, cruelty-free e orgânicos!

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Obsessive Compulsive Cosmetics: Queridinha dos maquiadores, tem uma linha enoooorme de maquiagens veganas e cruelty-free, incluindo cores moderníssimas. Foram pioneiros na criação do Lip Tar, o famoso batom líquido. É gringa, mas vale a pena se juntar com as amigas e dividir o frete.

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Lola Cosmetics: Produtos incríveis para os cabelos, veganos e cruelty-free. Eu amo o Garota Veneno (ótimo para o retoque periódico das ruivas). As linhas para cabelos crespos e cacheados e a linha de tintas coloridas também fazem muito sucesso.

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O que não falta é opção bacana, ambientalmente e socialmente, né? Vale super a pena ter mais cuidado ao escolher aquilo que a gente consumir a partir de agora.  Bora tentar!?

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A supervalorização do sexo

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Parem de supervalorizar o sexo!

Quanto mais eu penso no assunto, mais tenho certeza de que um dos principais problemas da sociedade é dar importância demais ao sexo. Tanto na hora de glamourizar, quanto na hora de marginalizar. O sexo é instrumento de conquista, de aproximação, de repelência e de humilhação, quando deveria ser instrumento de reprodução e prazer, apenas!! As pessoas conseguem distorcer um dos únicos prazeres gratuitos dessa vida, além da praia, transformando-o no céu e no inferno e descartando todo o valor divertido desse ato. O negócio é tão palpável, que eu até consegui dividir em tópicos, os motivos pelo qual o povo tá estragando o sexo.

supervalorizacao do sexoIlustração: Regards Coupables

 1- O bom e velho abismo entre Expectativa e Realidade

Lembro perfeitamente da primeira vez que me deparei com uma cena de sexo na TV. Eu tinha uns 8 anos e já tava acostumada a ver “cenas de sexo” nas novelas da Globo e filmes hollywoodianos. Por lá, reinavam duas modalidades de conjunção carnal: uma consistia em pessoas rolando de um lado pro outro em camas king size ornadas com lençóis brancos e sedosos de 1 gazilhão de fios egípcios. A outra era daquele tipo que o homem manipula a donzela em seus braços, como se fosse uma boneca de meio quilo: levanta no colo, coloca em cima da mesa, tira tudo da mesa com a outra mão, pega no colo de novo, leva na parede, come a mulher flutuando na parede, pendura no ventilador, as roupas escorregam do corpo com aquela facilidade ímpar… vocês sabem. Mas muito antes de eu me iniciar na vida sexual, a realidade bateu em minha porta e-eu-a-bri. Tava com mamãe vendo filme, quando aparece uma cena de um cara suado em cima de uma mulher também suada, os dois pelados e esquisitos (não pareciam aqueles galãs e modelos das novelas), numa cama de solteiro tosqueira, numa cena totalmente constragedora de… tchananam: “Cruzes, mãe, que que isso?!?!?!?” “Eles tão transando, ué”. Era sexo! REAL. Minha mãe já respondeu com uma risadinha de canto de boca, prevendo o que viria depois. “Mentira… eu já vi pessoas transando na novela e não é assim”. “Eu sei… esse é o de verdade”. — QUE UÓÓ – Nem precisei falar nada! Ela viu na minha cara a ojeriza. Pior que sexo de filme de Hollywood e novela, só sexo de filme pornô, com mulheres 100% depiladas dos pés ao pescoço e homens com pirus quilométricos. A geração que for poupada de toda essa ilusão, vai lidar muito melhor com a realidade do sexo.

abb911835bcea5b8000d65781aa1b2ccIlustração: Regards Coupables

2- A mitologia envolvendo a virgindade

Sempre fui uma leitora ávida da Capricho e outras publicações direcionadas à jovem mulher. Eu lia elas todas de cabo a rabo. Vira e mexe, dava uma bizoiada nas Marie Claires da vida também, por um vislumbre do que viria por aí. E lá na Capricho, sempre tinha uma psicóloga, conselheira ou sei lá, pra cagar uma regra de que: “A pessoa que tira sua virgindade tem que ser um cara especial”… e blá blá blá. Eu sei, não era por mal… eles estavam tentando nos preservar, né? Mas já que já estamos em 2016 e estamos empoderadas, podemos virar essa página. E começar a ensinar que você, menina, pode perder a virgindade com quem você quiser, contanto que você esteja afim e por favor, use camisinha, porque ao contrário de nós, esses homens são ensinados a passar o piru em qualquer vagina que aparecer do lado deles. Ficar dando essa importância toda pra virgindade só traz medo pras meninas. Medo de serem as únicas virgens, medo de serem as únicas “não-virgens”, medo de serem consideradas santas, medo de serem consideradas “rodadas”. É só um hímen que se rompe, sua vida não vai mudar por isso (repito, se você usar camisinha e obviamente o sexo tiver sido consensual), ninguém vira outra pessoa porque aquela membrana foi rompida, ninguém. Esse papo da virgindade só funciona entre aqueles que acham que o sexo tem o propósito de gerar criancinhas e mais nada. Se você usa o sexo pra sentir prazer, a primeira vez e a última, deveriam ter o mesmo valor – o de um orgasmo.

nudezIlustração: Regards Coupables

 3- A condenação da nudez

Fiz esse apelo aqui no GWS há uns meses e volto a dizer: vamos parar de sexualizar tudo que é corpo nu, cacete. Nem era pra gente ficar usando roupa do jeito que a gente usa. Olha nosso clima. Estamos em outubro e eu poderia estar usando uma tanguinha pra vir pro trabalho tranquilamente, se não fossem as dezenas de aparelhos de ar-condicionado instalados por aqui. A gente herdou esse negócio de camadas e mais camadas de vestimentas dos portugueses que vieram pra cá dizimar os habitantes locais que obviamente andavam nus e agora vamos nos fuder eternamente num calor desnecessário. Depois de virar mãe então e ser obrigada a desfilar meus belos- hahaha- seios por aí, tenho mais preguiça ainda de quem ainda se espanta com fulana “deixando escapar o mamilo” na saída da buatchy. BIG DEAL! Todo mundo tem mamilo, tem gente que tem até 3. Ou seja, além de toda a parte envolvendo o sexo em si, ainda tem isso da pessoa ficar sem graça só de ficar pelada na frente da outra. De não conhecer nem a própria vagina, de tanto que ela se esconde. Ah para.. qual a diferença dessa parte do seu corpo e as outras? Nenhuma.

caretizacao do sexoIlustração: Regards Coupables

4- A caretização do sexo

Mas beleza… você não criou expectativa, perdeu a virgindade e não tem vergonha de ficar pelada, que venham dias e noites de sexo na sua vida. Você começa a transar várias vezes com um, outras vezes com outra, percebe que precisa variar e começa a diversificar suas práticas. Porque afinal, o objetivo é se divertir, né? Então tem que rolar uma pitadinha de sal ali e uma pimenta acolá. E você engata nesse mundo maravilhoso de noites de farra gratuita que o sexo pode te proporcionar. SÓ QUE as pessoas são CHATAS, e quando você se toca, você virou a LOUCA que gosta de sexo selvagem, que gosta de orgia, 50 tons de cinza, maluca, tarada e não sei o que mais. Só porque você, no alto da sua evolução, entende que se for pra ficar entediada, você prefere ficar olhando pro teto sozinha do que mal acompanhada.
Enfim, é só SEXO gente. É bom e é de graça, façam mais e falem menos. Usem e abusem. Eu estarei fazendo isso.

postado originalmente em: medium.com/@isafreire

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Mulheres inspiradoras: Existe regra para o empoderamento?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Desde quando eu percebi que eu posso ser quem eu quiser, da maneira que eu quiser e me sentir melhor, eu tenho buscado maneiras de cada dia mais ser dessa forma e de encorajar as mulheres que estão ao meu lado a se empoderar da mesma maneira. Mas, por mais que a mensagem de empoderamento feminino seja universal tenho visto que muitos têm deixado de lado o indivíduo que está a se empoderar. Veja bem: somos seres humanos, temos vontades únicas e até egoístas, temos desejos que ninguém sabe e não podemos tentar nos encaixar em um contexto sem levarmos em consideração os nossos desejos individuais.

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Ilustração: Kim Michey

Alguns dias atrás, li um texto de uma mulher que contava como as Kardashians tinham a ajudado amar o seu corpo cheio de curvas. Prontamente, várias pessoas vieram criticar o fato dela ter se inspirado em mulheres que fizeram diversas cirurgias plásticas. A partir disso eu comecei a perceber que as pessoas muitas vezes querem nos ditar até mesmo em quem e como devemos nos inspirar.

Se eu olho para o espelho, aceito meu corpo com todas as suas imperfeições e perfeições e digo o quanto amo, isso tem mais valor do que alguém que ama o seu corpo do jeito que ele é apesar de ele ter passado por algumas intervenções estéticas? Afinal de contas, esse seu orgulho de si só é válido quando o seu corpo é aquele que ‘veio de fábrica’?

Claro, as Kardashian são ricas e famosas, elas podem fazer as intervenções que quiserem, com os melhores profissionais e talvez isso faça com que muitas pessoas se frustem por não ter essas mesmas oportunidades, mas aí nós entramos em uma visão de aceitação pessoal mais ampla que passa pelo estético, social, pessoal e financeiro.

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Como disse no início do texto: cada ser humano tem a sua particularidade, logo, cada um terá a sua forma de se empoderar e isso pode mudar no decorrer das fases da vida e não cabe a ninguém julgar se está certo ou errado. A cantora Alicia Keys, recentemente, publicou uma carta aberta contando a sua decisão de não usar mais maquiagem e disse que foi a coisa mais forte, poderosa, livre e honestamente bonita que ela já sentiu. Porém, a maquiagem pode ser um elemento forte no empoderamento feminino fazendo a mulher se expressar da maneira que quer e, muitas vezes até a aproximando mais de si. Cada um sabe aonde o calo aperta.

Sei que somos frutos de uma determinada cultura que nos ensina a sempre querer ser ‘melhor’ esteticamente do que nós somos e que isso muitas vezes nos coloca em um nível doentio de neura. Entenda que não estou apoiando nenhuma mulher a deitar em uma mesa cirúrgica ou muitos menos, dando argumentos para aquelas que sofrem com essa pressão diária para se encaixar em um padrão da sociedade. O que eu quero dizer é que acima de tudo nós temos que buscar a nossa liberdade de maneira geral e apoiarmos a liberdade do próximo sem que ninguém receba um julgamento sobre isso, pois o nosso corpo, nossas vontades, nossas alegrias, nossos desejos não pertencem a ninguém que não esteja sempre do outro lado do espelho.

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Nóias com o corpo Rio vs SP com Helô Dela Rosa | GWS

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

O canal do GWS tá que tá, hein? Temos mais um vídeo novíssimo no ar! Dessa vez, com outra mina incrível de São Paulo, Helô Dela Rosa. Eu sempre fui fã do blog e do canal dela e foi muito legal descobrir que ela também gostava do nosso trabalho. Então, já que rolou a química, bora gravar vídeos, não é mesmo?

Pra mim é impossível chegar em São Paulo e não comparar com o Rio. Afinal, as duas cidades são grandes e arrisco dizer, as mais conhecidas do país, aonde praticamente todos os eventos grandes acontecem e ambas, cheias de contraste. Muita riqueza, muita pobreza, muita gente, muita solidão, mulheres de todos os tipos, raças, estilos e vivências. Sou uma apaixonada por grandes metrópoles e esse papo rendeu comigo e com a Helô! Então temos dois vídeos falando sobre isso. As dores e as delícias de São Paulo, cidade que ela mora e Rio de Janeiro, a minha cidade. No canal da Dela Rosa, falamos nas diferenças de viver em cada uma delas: Rio vs São Paulo – com Nuta!

Para o canal do GWS (Já se inscreveu??) conversamos um pouco sobre as nóias, autoestima e comportamento da mulher carioca e da paulista e como a cidade interfere nisso. E vocês? O que acham? Vamos conversar sobre?

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