Estive pensando sobre: A importância do autoconhecimento

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

 

autoconhecimento

Ilustração: Isabela Gabriel especialmente para esse post

Eu sempre falo aqui no GWS sobre minha jornada de autoestima, amor próprio e empoderamento. Mas percebi que nunca falei sobre uma “chavinha” fundamental para conquistar isso tudo. Ontem de noite, pensando sobre o intrigante comportamento humano, uma coisa foi me levando a outra e eu percebi (mais uma vez) como o autoconhecimento é fundamental para nós sermos pessoas melhores com nós mesmas e com os outros. Sermos mais gentis com nós mesmas em frente ao espelho e com as outras pessoas, nas ruas, na vida e principalmente, quando podemos nos esconder anonimamente na internet.

“Hater”, palavra usar para definir alguém que “odeia” uma pessoa e está sempre lá, disposta a criticar, humilhar e ser grosseira com a pessoa que ela não gosta, nunca se assume hater. Essa pessoa sempre se considera um crítico, uma pessoa que quer colocar você no seu lugar (no lugar que ela acha que vc deveria estar), uma pessoa que vê o que ninguém mais vê, uma pessoa que está somente “dando a sua opinião” (vixi coisa clássica de gente covarde, né?).

Desculpa te decepcionar hater. Você não é especial. Você é só uma pessoa como todas as outras do mundo, que gostam de umas pessoas e não gostam de outras. E sabe qual é a boa? Tá tudo bem! Ninguém nesse mundo inteiro agrada a todos. Você, nem eu, nem ninguém jamais será amado, admirado ou considerado bonito, inteligente ou legal por todo mundo. E que bom! Como já diz aquele velho ditado cafona e piegas: O que seria do verde se todos gostassem do azul? E não é? Então eu tô de boa se você não gosta de mim. Eu não gosto de um monte de gente! A diferença entre eu e um hater, é que eu sei que eu não gostar de alguém não é problema da pessoa que eu não gosto. É uma questão minha e só minha. Porque eu teria a necessidade de mostrar para a outra pessoa, de falar para a outra pessoa que eu não gosto dela? De tentar a todo custo me fazer presente com a minha “raiva”? Não perco meu tempo com quem eu não gosto. Eu não perco meu tempo vendo coisas ou pessoas que eu não admiro, que não enriquecem meu dia, minhas idéias, minha vida. O que dirá, criar perfil falso SOMENTE pra tentar colocar a pessoa que você não gosta pra baixo? Diquinha boa aqui: Isso é caso pra psicólogo! Não perca seu tempo e marque logo a sua consulta. Porque seria muito bom pra você ter autoconhecendo e descobrir a origem desse terrível hábito de tentar fazer com que pessoas se sintam mal com elas mesmas. Como você se sente em relação a você?

Mas o post de hoje não é sobre a mente bem louquinha dos haters, mas foi isso que me fez pensar sobre a importância do autoconhecimento. Sempre quando eu penso como desenvolvi minha autoestima e passei a me amar mais e me achar bonita percebo que isso só foi possível quando eu passei a me conhecer mais. Me entender mais. Entender meus traços, o desenho do meu corpo, minha mente, meus desejos, a origem das minhas inseguranças, minhas limitações e como eu não estava usando todo o meu potencial.

A real é que ao longo da vida, desde muito, muito novos, nós somos ensinados a ouvir e obedecer os outros. Seus pais, seus avós, professores, os mais velhos, a sua chefe, o mais forte, o especialista…

Depois, gostamos de usar a roupa que o namorado gosta, evitar a que ele não curte, daí tem as roupas da moda, que todas as meninas do colégio usam e é claro, tem que ter aquele objeto de desejo que todo mundo tem.

E assim crescemos sem perceber que vivemos sempre precisando da aprovação, da benção e da permissão do outro. Veja bem, não me entenda errado. Disciplina é algo fundamental para o desenvolvimento das pessoas, mas tanta gente, ao longo da vida dando “palpite” nas nossas escolhas, faz com que a gente se afaste do que somos e queremos de verdade.

E quanto mais você se afasta do seu eu de verdade, menos chances você tem de encontrar o autoconhecimento, o amor próprio, a sua autoestima e a sua felicidade.

Tenho uma teoria todo hater não tem autoestima e pouquíssimo autoconhecimento. Sabe por que? Porque ele acha que te ofender anonimamente, te apontar defeitos ou zoar da sua cara vai mexer com a sua cabeça. Vai te deixar mal, insegura, triste. Por que ele acha isso? Bingo, meu bem! É exatamente como ele se sente quando escuta algo assim sobre ele, ou ele mesmo pensa sobre ele mesmo.

Envelhecer é uma merda. É bizarro ver a pele mudando, seu rosto amadurecendo, olhar pra um grupo de jovens e ver que você não se encaixa mais ali. Mas ficar mais velha, me trouxe um autoconhecimento bizarro. E uma segurança de ser eu, de me mostrar para o mundo do jeitinho que sou e estar 100% ok com isso. Tudo que está na internet sobre mim, meus caros, eu escolhi mostrar pra vocês. Esse texto, minhas fotos no Instagram, meus tweets, meus snaps. E eu tô muito de boa, satisfeita e feliz com isso.

A notícia ruim pro hater é que ele chegou atrasado! Eu já fui absurdamente insegura em relação a ser eu mesma. Sobre meu corpo, meu rosto, meus textos (sim, eu escrevia e não publicava), só que eu ainda estava na casa dos 20, com a pele bem mais firme e com manequim 38. Vai entender, hoje com 30, pele já à base dos anti-idade, vestindo 46, sou muito, muito, muito mais segura e feliz e eu só acho graça (e pena) de quem tenta diminuir qualquer pessoa no mundo pelo que ela é ou pelo que os outros acham dela.

Eu sei, pelo trabalho de autoconhecimento que fiz comigo que nada disso realmente me atinge. Mas infelizmente, eu sei que isso não é uma realidade para milhões de garotas pelo mundo. E esse meu post é pra você. Que é vítima de bullying, de ódio gratuito, de pessoas que tentam te colocar pra baixo. Olhe pra dentro. Se conheça, saiba seu valor, busque o autoconhecimento. Sou a prova viva que funciona.

Nada é mais cruel e maldoso do que tentar fazer uma pessoa odiar ela mesma. Sentir vergonha dela mesma. Saiba você hater que seu “”trabalho”” causa depressão, isolamento social, danos psicológicos irreversíveis em algumas pessoas. Então se a meta da sua vida é ser uma pessoa ruim, parabéns! Você tá vencendo. Mas ainda dá tempo. Sempre dá tempo de ser uma pessoa melhor. Busque você também o autoconhecimento.

Nada no mundo é melhor do que estar em paz com você mesma, nada melhor do que conhecer cada vez mais, cada pedacinho do seu corpo, da sua mente, da sua alma. Construindo, a gente chega lá. E como já disse um velho sábio chamado Noel Gallagher: “Nós precisamos ser nós mesmos, nós não podemos ser mais ninguém”. E isso, minhas amigas, é a mais pura verdade. Não tenha medo ou vergonha de ser você e tudo que você quer ser.

— ♥ —

assinatura_2016_nuta-vasconcellos1


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.gwsmag.com/estive-pensando-sobre-a-importancia-do-autoconhecimento/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 400 Bad Request in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
5 Comentários

Tags:

Moda, crítica e redes sociais: qual é o futuro do jornalismo de moda?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Bruna Martins:

Há uns dias, estava conversando com uma amiga sobre a falta de crítica no jornalismo de moda brasileiro. Aqui, parece que aconteceu o que eu chamo de “efeito Anna Dello Russo”: todo mundo é amigo de todo mundo, portanto ninguém se sente confortável o suficiente para falar que não gostou de alguma coisa. Não existe crítica, não existe dúvida, não existe questionamento – todo mundo adora tudo.

gws-jeremy-scott-moschino-

 

Esse efeito é real e sim, a moda perde com isso. Não só o mercado, mas principalmente quem consome esse conteúdo. Se tudo o que você lê fala que tudo está bom, você se acostuma a não questionar. Isso só reforça um dos maiores problemas do formato da indústria da moda atual: se “está na moda”, é bonito, se não, é feio, e ponto final.

gws-falta-de-critica-na-moda

Vendo o documentário “Jeremy Scott: The People’s Designer”, porém, parei para uma nova reflexão sobre esse assunto. Em sua primeira coleção para a Moschino, Jeremy recebeu muitas críticas. Algumas usavam palavras como nojento, feio e ridículo. E, ao mesmo tempo em que eu me sentia feliz por ver críticas tão duras, o que é bem raro nos últimos tempos, pensei que isso não faz muito sentido.

gws-jeremy-scott-moschinoEu, pessoalmente, gostei muito da coleção. Não acho que a justificativa de que é o real tipo de fast fashion fez muito sentido, mas em um contexto tão cheio de informação, essa mistura de mundos foi revigorante. O humor é óbvio e muito explorado, mas é bem-vindo, principalmente vindo de uma marca como a Moschino. E, acima de tudo, toda a estética e a surpresa fazem muito sentido quando inseridos no contexto que vivemos hoje. Obviamente, também não podemos esquecer que moda, também é uma forma de manifestação artística.

É claro, os críticos tinham todo o direito de falar que não gostaram da forma como quisessem. Eles são pagos para isso. Sem entrar na velha dúvida se certas pessoas devem ter uma voz tão pesada e imponente, que, quando publicada, seria replicada como verdade absoluta – em resumo, o modelo da mídia tradicional, penso se isso ainda funciona. A comunicação não é mais unidirecional. As “pessoas comuns” ganharam plataformas para expressarem suas próprias opiniões.

Minha dúvida é em relação às “autoridades”. Quem devemos escutar? As editoras que falam bem de tudo, pois não querem perder amizades? As críticas que falam o que pensam, mas não estão abertas para diálogo? As massas, que se expressam em fóruns, postagens em redes sociais ou apenas caixas de comentário? Como medir toda essa informação, toda essa opinião? Devemos ceder à bolha que se tornou nosso mundo online, onde só vemos e lemos a quem nos interessa?

É indiscutível que o modelo está mudando. Vemos, todos os dias, tudo o que era dado como sempre certo sendo repensado: coleções a cada semestre, passarelas, desfiles para pessoas consideradas importantes. O jornalismo, em geral, já está mudando. O jornalismo de moda, principalmente, precisa mudar. Já vimos uma pequena tentativa de revolução em forma de blogs, que acabou frustrada, mas criando uma nova categoria de comunicação do público com o mercado. Você, “pessoa comum”, deve estar tão perdida quanto eu. Me conta: o que você acha que vem por aí?

— ♥ —

assinatura_2016_bruna-martins


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.gwsmag.com/moda-critica-e-redes-sociais-qual-e-o-futuro-do-jornalismo-de-moda/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 400 Bad Request in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
9 Comentários

Tags:

Estive pensando: Sobre falar menos e dar mais exemplo

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Isa Freire:

fale-menos-aja-maisFoto de Djuno Tomsni em Flickr

Depois de ter filhos, essa vira uma máxima na nossa vida. Não adianta falar pra não fumar com um cigarro na boca. Ou pedir calma, gritando. Não adianta reclamar que “magra” é elogio e no dia seguinte “nossa, como você tá magra, que linda” ser a primeira frase que sai da tua boca quando você encontra sua amiga. É muito bonitinho compartilhar tudo que a gente lê de bom na internet, mas vamos começar a atuar pra fazer as palavras valerem, também?

Seguinte, tudo começou numa conversa com uma amiga ontem, quando ela me dizia que estava super mal, pois tinha ido visitar sua comadre (risos) que tá com um filho lindo e por sua vez, passou o tempo todo reclamando do próprio corpo, porque o corpo não tinha voltado depois da gravidez e etc. Minha amiga, no alto de sua magreza ou gostosura de quem ainda não sofreu na pele a agressividade de uma gestação, se questionava e estranhava como seria possível que uma mãe se preocupasse com o próprio corpo, quando havia ali na frente dela, uma miniatura de gente que indubitavelmente, justificava qualquer gordurinha localizada ou estria.

Essa “peça” já me foi pregada diversas vezes… E assim como eu expliquei ontem pra ela, achei prudente “justificar” meu lado publicamente.

Primeiro de tudo. Não culpe uma mãe. Nunca culpe uma mãe. Se uma mãe tá chata, se ela tá magra demais, se ela tá gorda, se ela só come merda, se ela dá besteira pro filho comer, se ela coloca o filho de frente pra TV, se ela fez uma cesárea desnecessária (essa uma questão enooorme no mundo da maternidade), se ela reclama do próprio corpo, não interessa. A última das coisas que uma mãe precisa, porque na verdade ela já tem de sobra, é culpa.

gws-quote-isa-freire

Então, tente ver o lado dela. Pergunte, escute, converse. Provavelmente ela precisa disso.
E quando uma mãe reclama porque o corpo dela tá feio, porque a barriga dela tá flácida ou ela tá cheia de celulite, não é porque ela olha pra criança e pensa “affe, não acredito que esse pestinha me custou essa piora de 100% no meu corpinho”. É porque as mesmas amigas que passam metade do tempo que tem com elas, exaltando que elas estão maravilhosas, que a maternidade transforma a pessoa num ser superior que não precisa malhar ou que elas já voltaram pro corpo de antes (o que nunca acontece fora do globo.com, aliás, já falo disso), passa a outra metade do tempo reclamando do próprio corpo, dizendo que querem emagrecer mais, que ultimamente tem malhado cinco dias por semana, que tem comido super bem, que têm tentado reeducar a própria alimentação, que não sabem como já sobreviveram tendo 5kgs a mais. Faz sentido? E isso não vale só pra mães, não. Eu já falei várias vezes que sofri de anorexia coletiva, na minha própria definição, porque por mais magra que eu estivesse, convivia com pessoas iguais ou ainda mais magras que estavam sempre reclamando do próprio corpo. E assim sigo agora, com meu corpo bem menos no padrão do que o de todas elas.

Voltando à questão do globo.com, amigues, vamos parar de exaltar essas mães que voltam ao mesmo corpo dois meses após parir? Isso não é factível, acho que em 99% dos casos. E não tem que ser um objetivo a ser alcançado quando você tá passando perrengue suficiente pra se readaptar a todo um novo esquema de vida. Eu não quero precisar voltar a ser gostosa. Pelo contrário, eu quero esquecer que um dia eu me importei tanto com isso, a ponto de magoar outras pessoas e competir por uma busca nada saudável e sem fim pelo “melhor corpo”, patrocinado pela mesma sociedade escrota, que eu tanto tento combater em outros aspectos.

Então é isso. Uma mãe que não investe o tempo, que ela não tem, em retornar ao corpo de antes, é incluída no mesmo grupo de meninas empoderadas com corpos fora do padrão. O pessoal que cultiva o corpinho dentro do padrão (alou, eu ontem) vira pra elas e diz que elas são lindas, mas se esforçam além da conta pra se manter dentro do que a revista “Shape” diz que tá certinho.

Sabe o que a gente podia fazer? Elogiar menos corpos, falar menos sobre corpos, se ver menos como figuras. A gente podia fingir, só por um tempinho, que realmente não importa. Porque gente, NÃO IMPORTA! E é tão, mas é tão libertador chegar a essa conclusão. Eu precisei de um filho na minha vida pra perceber, porque é difícil demais, mas agora eu sei e tô feliz e escrevo esse texto pra tentar incentivar mais alguém por aí.

assinatura_2016_isa-freire


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.gwsmag.com/estive-pensando-sobre-falar-menos-e-dar-mais-exemplo/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 400 Bad Request in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
2 Comentários

Tags:

Kanye West: O homem que ama e odeia as mulheres

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Para quem não sabe, ontem foi mais um dia que Kanye West arrumou treta com outro artista. Desta vez, foi com o também rapper Wiz Khalifa. O foco da discussão no twitter deveria ser sobre música e títulos de álbuns, mas acabou me fazendo refletir sobre a relação estranha de West com as mulheres.

gws-kanye-west-slut-shaming

Devo admitir que nunca fui muito com a cara dele. Tudo que eu ouvia falar sobre Kanye West superficialmente na mídia, não me despertava nenhum interesse em conhecer mais sobre ele, sua música e suas roupas. Bom, se você ainda não sabe, fica sabendo agora: Sofro de paixonite pela Kim Kardashian e por toda a família (se você está me julgando nesse momento, fica comigo! Porque com certeza, esse post é um pouco para você também). E depois que Kim começou a se relacionar com ele, pensei que eu tinha que conhecer esse cara melhor. Nesse mergulho eu vi que West é um cara de muitos talentos. Faz música de qualidade, é visionário quando o assunto é moda e é um cara apaixonado por tudo que faz, ama e é dedicado a sua família e amigos. Aprendi a gostar do Yeezus. Mas não dá para negar: Toda bola fora do cara, envolve sua relação estranha de amor e ódio com as mulheres.

Mas seria o senhor West tão diferente da grande maioria dos homens? Infelizmente, não. Para quem não tá ligada, vou fazer um breve resumo: Em um passado não tão distante, antes de #kimye existir, Kanye West namorava Amber Rose, ex- stripper, que se tornou uma figura pública, dessas que a gente não sabe o que faz, mas acaba assinando coleção de roupa, perfume, tem fãs e vira referência na mídia (muita gente ainda não sabe lidar com esse tipo de gente famosa, APRENDAM, cada dia mais pessoas serão famosas por sua personalidade e menos por uma profissão especifica. Se atualizem), que depois se tornou esposa (hoje já ex) de Wiz Khalifa. Desde que Kanye começou a se relacionar com Kim, ele não perde uma oportunidade de insultar e praticar slut-shaming com Amber e ontem ele, mais uma vez, deu um show de machismo. Ao invés de manter o foco na música, como fez Khalifa, Kanye twittou sequências de frases na tentativa de fazer com que Wiz Khalifa se sentisse mal por ter sido casado e ter um filho com Amber Rose: “Você caiu na cilada de uma stripper”, “Por 18 anos ela vai te ter nas mãos” (sobre pensão alimentícia) e até: “Você não teria um filho se não fosse por mim”. Pera aí Kanye! Essa é a mulher que você escreveu um álbum todo sobre quando vocês terminaram. Já esqueceu?

Um clássico do machismo: O homem “insultar” sua ex namorada de puta, piranha… No maior estilo “nem gostava de você mesmo”, fazendo o kiko. Parece que Kanye não sabe valorizar Kim, sem desvalorizar Amber. Aquele velho joguinho de manipulação masculina: “Você é diferente das outras”. Não tem ninguém diferente aqui senhor West. Não existe diferença entre Malala e Kyle Jenner, não existe diferença entre Pitty e Anitta, eu e Gabriela Pugliesi e existe menos diferença AINDA entre Kim e Amber. Somos todas mulheres, construindo nossa história, vivendo nossas verdades e o mais importante: Sendo independentes e donas do nosso nariz.

Desvalorizar outra mulher, seja ela quem for, pelo seu intelecto, sua profissão ou personalidade é a forma mais desonesta e cruel que o machismo age. A gente já sabe que tem muito homem aí, inclusive Kanye, usando isso como forma de manipulação, mas é importante não esquecer como tem mulher caindo nesse papo e reproduzindo esse discurso. Homens (e mulheres!) tem que parar de nos separar em caixinhas. Só porque uma mulher gosta de comprar sapatos, não significa que não gosta de ler, só porque uma mulher gosta de assistir BBB, não significa que ela não é instruída, só porque eu sou fã de Kardashian, não significa que não sei conversar sobre política.

Kanye West é aquele cara que distingue mulher para casar e mulher para transar. Ele é aquele cara que sobe no palco e tenta calar o discurso de uma mulher usando a mesma estratégia: Algumas merecem valor, outras não. Eu sempre me perguntei… Se Taylor Swift fosse homem, será que Kanye teria invadido o palco e roubado o microfone? Eu realmente acredito que não.

O mais irônico é analisar o quanto Amber e Kim são parecidas. As duas ficaram famosas por conta de seus corpos e sensualidade, as duas tem um passado “que a sociedade condena”, Kim teve uma sex tape que vazou e Amber era stripper, as duas também são crucificadas por serem “famosas sem fazer nada” e as duas agora são mães. Então por que senhor West insiste em colocar uma no pedestal e a outra na lama? Mais um caso clássico dos homens. Aqueles que amam desesperadamente suas mães, mas xingam mulher de piranha na rua. O clássico respeito seletivo. Kanye é apaixonado por Kim, louco pela sua filha North, vive com uma família matriarcal que é o caso das Kardashians, mas não consegue estender esse respeito e amor para outras mulheres fora do seu ciclo. Pensando sobre isso, me lembrei muito desse vídeo, chamado Dear Daddy.

gws-kanye-west-slutshamingInfelizmente Kanye não é o único e nem será o último homem a separar mulheres por categorias, estereotipar garotas e praticar slut-shaming. A respeitar as mulheres da vida DELE, ou dos amigos DELE.  Aquele clássico que a gente escuta há anos quando uma mulher tenta ganhar respeito de um cara: “Imagina se fosse sua mãe”, “Poderia ser sua filha”. Não, nenhum cara precisa pensar que poderia ser algo DELE para te dar respeito. Mulheres não são propriedades, não são extensões dos homens presentes na vida dela. Somos indivíduos e vamos escrever, falar e gritar sobre isso até todos vocês entenderem. Respeito não é algo seletivo. Todas nós somos dignas de respeito. Independente de profissão, cor da pele, escolaridade e tamanho do decote.

Curtiu o post? Que tal dar uma forcinha e ajudar a gente a divulgar o GWS? Dá um like, compartilha, um tuite também vale! :)

Ah, e pra saber mais do nosso universo encantado, é só seguir a gente nas redes sociais:

Instagram // Twitter // Facebook // Tumblr // Newsletter do GWS

assinatura-Nuta_2

 


Warning: file_get_contents(http://graph.facebook.com/comments?id=http://www.girlswithstyle.com.br/kanye-west-o-homem-que-ama-e-odeia-as-mulheres/&summary=1): failed to open stream: HTTP request failed! HTTP/1.1 400 Bad Request in /home/gwsmag/www/wp-content/themes/gws/archive.php on line 63
Comentar

Tags: