Mulheres inspiradoras: Existe regra para o empoderamento?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Desde quando eu percebi que eu posso ser quem eu quiser, da maneira que eu quiser e me sentir melhor, eu tenho buscado maneiras de cada dia mais ser dessa forma e de encorajar as mulheres que estão ao meu lado a se empoderar da mesma maneira. Mas, por mais que a mensagem de empoderamento feminino seja universal tenho visto que muitos têm deixado de lado o indivíduo que está a se empoderar. Veja bem: somos seres humanos, temos vontades únicas e até egoístas, temos desejos que ninguém sabe e não podemos tentar nos encaixar em um contexto sem levarmos em consideração os nossos desejos individuais.

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Ilustração: Kim Michey

Alguns dias atrás, li um texto de uma mulher que contava como as Kardashians tinham a ajudado amar o seu corpo cheio de curvas. Prontamente, várias pessoas vieram criticar o fato dela ter se inspirado em mulheres que fizeram diversas cirurgias plásticas. A partir disso eu comecei a perceber que as pessoas muitas vezes querem nos ditar até mesmo em quem e como devemos nos inspirar.

Se eu olho para o espelho, aceito meu corpo com todas as suas imperfeições e perfeições e digo o quanto amo, isso tem mais valor do que alguém que ama o seu corpo do jeito que ele é apesar de ele ter passado por algumas intervenções estéticas? Afinal de contas, esse seu orgulho de si só é válido quando o seu corpo é aquele que ‘veio de fábrica’?

Claro, as Kardashian são ricas e famosas, elas podem fazer as intervenções que quiserem, com os melhores profissionais e talvez isso faça com que muitas pessoas se frustem por não ter essas mesmas oportunidades, mas aí nós entramos em uma visão de aceitação pessoal mais ampla que passa pelo estético, social, pessoal e financeiro.

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Como disse no início do texto: cada ser humano tem a sua particularidade, logo, cada um terá a sua forma de se empoderar e isso pode mudar no decorrer das fases da vida e não cabe a ninguém julgar se está certo ou errado. A cantora Alicia Keys, recentemente, publicou uma carta aberta contando a sua decisão de não usar mais maquiagem e disse que foi a coisa mais forte, poderosa, livre e honestamente bonita que ela já sentiu. Porém, a maquiagem pode ser um elemento forte no empoderamento feminino fazendo a mulher se expressar da maneira que quer e, muitas vezes até a aproximando mais de si. Cada um sabe aonde o calo aperta.

Sei que somos frutos de uma determinada cultura que nos ensina a sempre querer ser ‘melhor’ esteticamente do que nós somos e que isso muitas vezes nos coloca em um nível doentio de neura. Entenda que não estou apoiando nenhuma mulher a deitar em uma mesa cirúrgica ou muitos menos, dando argumentos para aquelas que sofrem com essa pressão diária para se encaixar em um padrão da sociedade. O que eu quero dizer é que acima de tudo nós temos que buscar a nossa liberdade de maneira geral e apoiarmos a liberdade do próximo sem que ninguém receba um julgamento sobre isso, pois o nosso corpo, nossas vontades, nossas alegrias, nossos desejos não pertencem a ninguém que não esteja sempre do outro lado do espelho.

— ♥ —

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Toda garota tem algo incrível para mostrar pro mundo

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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Ilustração: Isabela Gabriel especialmente para esse post

A base do feminismo é melhorar o relacionamento de mulheres com mulheres. É só parar para pensar na nossa história, para ver como isso é importante. Como diz Chimamanda Ngozi na sua palestra We Should All Be Feminists: “Nós criamos as meninas para ver umas às outras como concorrentes” e isso é algo tão entranhado na gente, que mesmo quando nos assumimos feministas e sabemos da importância da empatia e da sororidade, sem perceber, reproduzimos discursos altamente machistas. E pior do que isso: discursos que limitam a nossa própria existência.

Vejo constantemente mulheres desmerecendo outras mulheres pelas suas escolhas estéticas, sua personalidade ou forma que vivem a vida, ou simplesmente dizendo o que devem ou não fazer para ganhar o respeito delas como “feministas”. Sem perceber, algumas mulheres estão criando regras tão crueis e absurdas como o próprio patriarcado fez. A última que eu li por aí e que foi definitivo para eu escrever esse post, foi que um grupo feminista no facebook resolveu não aceitar mais “feministas de direita” por achar que não existia coerência nisso. Não sei se isso é boato, ou verdade, mas também não vem ao caso. O caso aqui é que eu percebo cada dia mais, que algumas mulheres acreditam que outras devem caber dentro de um padrão, veja só um padrão, para receber o respeito delas.

Pra mim, ser feminista é acreditar na liberdade de SER de todas as mulheres. Foi esse o aprendizado mais importante que o feminismo me deu. Por isso, não consigo entender quando leio por aí, coisas como “Kylie Jenner é uma péssima referência para as adolescentes”. Eu ouvi essa frase de uma mulher, que se considera feminista. E eu perguntei por que ela acreditava nisso e a resposta foi: “Ela é fútil demais”. Sei lá, sou só eu quem achou, ou essa é uma frase extremamente machista? Sabe o que eu acho engraçado? Homens bem sucedidos podem colecionar relógios, carros, gravatas de marca e ainda sim, são considerados referências nos negócios, na família e na sociedade. Mas já reparou que o mesmo não acontece com a mulher? Uma mulher que coleciona carros, ostenta sapatos de marca e adora maquiagem tem menos valor que a mulher discreta, sem luxos. A voz dessa mulher é mais importante. Por quê? Kylie Jenner tem preenchimento labial, bolsas de marca e está constantemente maquiada e vestida de Balmain e ela também é uma jovem empresária, bem sucedida com a sua linha de cosméticos, sua marca de roupas e já usou suas redes sociais para uma campanha muito legal anti-bullying.

O que eu quero dizer com isso? Que precisamos urgentemente parar de achar que devemos caber dentro de um molde para ter respeito e para ser reconhecidas como feministas.

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É impossível lutarmos contra as regras do patriarcado, criando outras regras; olhando feio para mulheres que acreditamos não preencher o que você considera certo. Esse pensamento limitado só prejudica o crescimento de nós mulheres como indivíduos. Quando a gente fala “Ame seu corpo”, não estamos dizendo: “Não mude nada no seu corpo se não você não se ama”. O quanto absurdo seria isso? Na minha opinião isso é tão grave e opressivo como a chamada da revista: “Prepare seu corpo para o biquini”. Não podemos nos limitar, não pode existir um jeito certo de ser uma garota. Queremos ser livres, precisamos ser livres.

Quando falamos em ter autoestima e se amar dizemos que isso deve ser independente do corpo que você está. É entender que tudo são fases e que você pode e deve mudar se quiser, mas esse desejo deve vir de você e deve ser construído através do amor próprio e não odiando seu corpo. Essa mesma ideia serve para ter cabelos compridos ou curtos, usar maquiagem ou não, se depilar ou não, ser contra ou a favor do aborto, de esquerda ou de direita, bela, recatada e do lar ou bela, desbocada e do bar.

Devemos apenas respeitar as escolhas das outras, a realidade da outra, a vivência da outra. E claro, as nossas. E saber que somos livres até para mudar de ideia porque isso, faz parte do nosso processo de evolução como ser humano.

Você nao precisa ser Malala Yousafzai para ser respeitada, para ter voz, para ser considerada feminista. Você pode ser como você quiser. Por dentro e por fora. Como já diz o lema do GWS, acreditamos que toda garota tem algo de incrível para mostrar para o mundo. Apenas respeite e ame seu corpo, sua personalidade e crenças. E exija de você, o mesmo respeito que você quer receber. Assim, vamos construir uma comunidade de mulheres fortes e verdadeiramente donas de si.

— ♥ —

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Dia internacional da mulher: #IndiqueMulheres

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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É inquestionável o quanto o feminismo e as questões em relação a melhora da qualidade de vida da mulher na sociedade tem sido (pelo menos) discutida. A luta pelos direitos sociais, econômicos e a liberdade do corpo da mulher virou pauta não só de blog, mas dos grandes canais de TV e revistas. Que continue assim. Que ninguém nos cale, que nenhuma situação desconfortável ou humilhante seja algo “normal”da vida de uma garota. Vejo, cada dia mais, mulheres cobrando seus direitos do governo, não engolindo sapo de homem folgado, sendo feliz com seus corpos e suas escolhas e, com isso, tenho mais esperanças em relação às mudanças do papel dado para a mulher na nossa sociedade.

Mas não podemos jamais esquecer o mais importante. O mais significativo e o que, de fato, será transformador na historia da mulher: Outras mulheres. Parece fácil, mas observo que na prática, outras mulheres ainda tem dificuldade de apoiar outras. Resolvi escrever esse texto depois de duas situações que vivi semana passada. A primeira, em um consultório de uma médica, hematologista, uma paciente dizia: “Venho na Dr. Márcia porque ela foi muito bem recomendada pelo meu irmão porque, geralmente, prefiro médicos homens. Até meu ginecologista é homem!”, dizia uma mulher, jovem de no máximo 36 anos, em uma sala onde a maioria eram mulheres, com uma secretária mulher e esperando para ser atendida por uma. Provavelmente, porque ela foi muito bem recomendada por um homem, ela falava isso em alto e bom som, ninguém discutiu, questionou. E por um segundo eu imaginei se essa mesma afirmação, tivesse sido feita por um homem, em um ambiente cheio de homens sobre profissionais mulheres. Peço que vocês façam essa mesma reflexão aí.

Três dias depois, em um ponto de ônibus, uma passageira se surpreendeu ao ver que a motorista era mulher. E sem a menor vergonha, ou consciência do que estava falando disse: “A gente ainda estranha ver mulher em profissão de homem, né?”. Profissão de homem? Eu nunca reparei que os motoristas usavam o pênis para dirigir, eu pensei. Mas ela não parou aí. Logo emendou: “Mas não é perigo constante não, né?” e riu.

Eu fiquei incrédula. Aquela mulher sabe, assim como a mulher do consultório, ela sabe o quanto ela – como mulher – seja qual for sua profissão, tem que provar o tempo todo que é capaz. Então por que mulheres ainda desmerecem mulheres? Por que ainda duvidam da capacidade de outras? Não tenho dúvida que é o machismo entranhado nas nossas mentes. Aquela voz que fica gritando no nosso cérebro: “Você é diferente das outras”, “não é coisa de mulher”, “isso só um homem pode resolver”. Somos mulheres, somos vítimas da mesma violência, do mesmo abuso, da mesma falta de confiança e você sabe que você é capaz de tanta coisa e, com certeza, sabe que outras mulheres também.

Nesse dia da mulher, vamos esperar menos da mídia, menos dos homens, menos das revistas. Não que a gente não precise cobrar posicionamento e ação dessas pessoas e veículos, mas eu acredito que toda transformação real, começa dentro da gente. Transforme esse dia mundial das mulheres em um dia para quebrar seus preconceitos com outras mulheres. Aproveite o dia de hoje para fazer o dia de outra mulher melhor. Indique o trabalho de uma mulher, uma empresa de uma mulher, um site de uma mulher. Use hoje, serviços prestados por mulheres. Sabe o #EntrevisteUmaMulher  do Think Olga, #MinhaAmigaSecreta da Ovelha ou até mesmo a nossa #terçasemmake?  Que tal fazer do dia 8 de março o dia oficial para não diminuir outra mulher? Nem por suas escolhas estéticas, nem por suas roupas, nem por sua profissão, escolha sexual ou estilo de vida. Vamos aproveitar o dia 8 de março para mostrar sororidade e real apoio as outras garotas? Vamos fazer do dia de hoje um dia de mulheres, para mulheres.

A proposta do Dia Internacional da Mulher foi iniciada como uma forma de luta. E para começar toda luta, precisamos de aliados. Vamos ser, acima de tudo, aliadas uma das outras. Vamos usar essa data como forma de mostrar que juntas somos mais fortes? E que mulher pode ser o que ela quiser?

Então, quero ver chuva de comentários nesse post indicando mulheres maravilhosas! Vale a médica, escritora, tatuadora, a doceira do seu bairro, a pedreira, engenheira, a arquiteta, taxista, a dona de oficina, a estilista… Vale indicar aquele site ou blog, ou um perfil do instagram se você, considera essas mulheres inspiradoras. Vamos espalhar amor entre nós e, assim, ajudar mulheres a crescerem e serem independentes. Vamos espalhar esse amor pelas redes sociais? Use a hashtag #IndiqueMulheres para que depois a gente faça um post por aqui com algumas das indicações mais legais durante a semana que vem. Se for serviço, não esqueçam de colocar a cidade da mulher indicada e pedir permissão para ela caso divulgue endereço ou telefone celular.

Vamos fazer do dia da mulher, um dia para celebrar e empoderar? #Indiquemulheres 

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Kanye West: O homem que ama e odeia as mulheres

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Para quem não sabe, ontem foi mais um dia que Kanye West arrumou treta com outro artista. Desta vez, foi com o também rapper Wiz Khalifa. O foco da discussão no twitter deveria ser sobre música e títulos de álbuns, mas acabou me fazendo refletir sobre a relação estranha de West com as mulheres.

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Devo admitir que nunca fui muito com a cara dele. Tudo que eu ouvia falar sobre Kanye West superficialmente na mídia, não me despertava nenhum interesse em conhecer mais sobre ele, sua música e suas roupas. Bom, se você ainda não sabe, fica sabendo agora: Sofro de paixonite pela Kim Kardashian e por toda a família (se você está me julgando nesse momento, fica comigo! Porque com certeza, esse post é um pouco para você também). E depois que Kim começou a se relacionar com ele, pensei que eu tinha que conhecer esse cara melhor. Nesse mergulho eu vi que West é um cara de muitos talentos. Faz música de qualidade, é visionário quando o assunto é moda e é um cara apaixonado por tudo que faz, ama e é dedicado a sua família e amigos. Aprendi a gostar do Yeezus. Mas não dá para negar: Toda bola fora do cara, envolve sua relação estranha de amor e ódio com as mulheres.

Mas seria o senhor West tão diferente da grande maioria dos homens? Infelizmente, não. Para quem não tá ligada, vou fazer um breve resumo: Em um passado não tão distante, antes de #kimye existir, Kanye West namorava Amber Rose, ex- stripper, que se tornou uma figura pública, dessas que a gente não sabe o que faz, mas acaba assinando coleção de roupa, perfume, tem fãs e vira referência na mídia (muita gente ainda não sabe lidar com esse tipo de gente famosa, APRENDAM, cada dia mais pessoas serão famosas por sua personalidade e menos por uma profissão especifica. Se atualizem), que depois se tornou esposa (hoje já ex) de Wiz Khalifa. Desde que Kanye começou a se relacionar com Kim, ele não perde uma oportunidade de insultar e praticar slut-shaming com Amber e ontem ele, mais uma vez, deu um show de machismo. Ao invés de manter o foco na música, como fez Khalifa, Kanye twittou sequências de frases na tentativa de fazer com que Wiz Khalifa se sentisse mal por ter sido casado e ter um filho com Amber Rose: “Você caiu na cilada de uma stripper”, “Por 18 anos ela vai te ter nas mãos” (sobre pensão alimentícia) e até: “Você não teria um filho se não fosse por mim”. Pera aí Kanye! Essa é a mulher que você escreveu um álbum todo sobre quando vocês terminaram. Já esqueceu?

Um clássico do machismo: O homem “insultar” sua ex namorada de puta, piranha… No maior estilo “nem gostava de você mesmo”, fazendo o kiko. Parece que Kanye não sabe valorizar Kim, sem desvalorizar Amber. Aquele velho joguinho de manipulação masculina: “Você é diferente das outras”. Não tem ninguém diferente aqui senhor West. Não existe diferença entre Malala e Kyle Jenner, não existe diferença entre Pitty e Anitta, eu e Gabriela Pugliesi e existe menos diferença AINDA entre Kim e Amber. Somos todas mulheres, construindo nossa história, vivendo nossas verdades e o mais importante: Sendo independentes e donas do nosso nariz.

Desvalorizar outra mulher, seja ela quem for, pelo seu intelecto, sua profissão ou personalidade é a forma mais desonesta e cruel que o machismo age. A gente já sabe que tem muito homem aí, inclusive Kanye, usando isso como forma de manipulação, mas é importante não esquecer como tem mulher caindo nesse papo e reproduzindo esse discurso. Homens (e mulheres!) tem que parar de nos separar em caixinhas. Só porque uma mulher gosta de comprar sapatos, não significa que não gosta de ler, só porque uma mulher gosta de assistir BBB, não significa que ela não é instruída, só porque eu sou fã de Kardashian, não significa que não sei conversar sobre política.

Kanye West é aquele cara que distingue mulher para casar e mulher para transar. Ele é aquele cara que sobe no palco e tenta calar o discurso de uma mulher usando a mesma estratégia: Algumas merecem valor, outras não. Eu sempre me perguntei… Se Taylor Swift fosse homem, será que Kanye teria invadido o palco e roubado o microfone? Eu realmente acredito que não.

O mais irônico é analisar o quanto Amber e Kim são parecidas. As duas ficaram famosas por conta de seus corpos e sensualidade, as duas tem um passado “que a sociedade condena”, Kim teve uma sex tape que vazou e Amber era stripper, as duas também são crucificadas por serem “famosas sem fazer nada” e as duas agora são mães. Então por que senhor West insiste em colocar uma no pedestal e a outra na lama? Mais um caso clássico dos homens. Aqueles que amam desesperadamente suas mães, mas xingam mulher de piranha na rua. O clássico respeito seletivo. Kanye é apaixonado por Kim, louco pela sua filha North, vive com uma família matriarcal que é o caso das Kardashians, mas não consegue estender esse respeito e amor para outras mulheres fora do seu ciclo. Pensando sobre isso, me lembrei muito desse vídeo, chamado Dear Daddy.

gws-kanye-west-slutshamingInfelizmente Kanye não é o único e nem será o último homem a separar mulheres por categorias, estereotipar garotas e praticar slut-shaming. A respeitar as mulheres da vida DELE, ou dos amigos DELE.  Aquele clássico que a gente escuta há anos quando uma mulher tenta ganhar respeito de um cara: “Imagina se fosse sua mãe”, “Poderia ser sua filha”. Não, nenhum cara precisa pensar que poderia ser algo DELE para te dar respeito. Mulheres não são propriedades, não são extensões dos homens presentes na vida dela. Somos indivíduos e vamos escrever, falar e gritar sobre isso até todos vocês entenderem. Respeito não é algo seletivo. Todas nós somos dignas de respeito. Independente de profissão, cor da pele, escolaridade e tamanho do decote.

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