Mulherartes: um coletivo de artistas mulheres

Por Marie Victorino / marie@gwsmag.com

Sábado passado rolou a primeira edição do Mulherartes, no Coletivo Machina, na Lapa, um evento que une artes de mulheres. Aliás, além do evento, existe o coletivo que tem essa missão de dar visibilidade aos trabalhos criativos de mulheres da música, artes plásticas, fotografia, poesia, tatuagem entre outras formas de manifestação criativa.

O evento teve duas partes, sendo uma com exposições, tatuagens, comidinhas e depois, em um clima mais de festa, noite adentro num dos lugares mais legais da Lapa, com bandas de minas e dj’s. O evento estreou com a casa cheia e isso só mostra o potencial que a gente tem de fazer coisas incríveis, ainda mais quando nos unimos. Olha como foi:

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Ficou curiosa pra saber quem são as artistas ou como expôr sua arte nos eventos? Entra na página Mulherartes, no Facebook que lá tem você encontra as aristas, contatos e também confere uma cobertura mais completa do evento!

As fotos desse post foram feitas pela Camila Mantovani, uma linda de 18 anos, fotógrafa que tem muito potencial artístico e é super girl power! (Eu me emociono com as novinhas grlpwr!)

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Mulher latina: representatividade e estereótipos

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Luana Reis:

No final da semana passada, eu fui surpreendida com o convite para escrever um texto “sobre algo que ninguém escreve”, vindo da Nuta. O papo começou após um post crítico sobre a visão da mídia em relação a representatividade e estereótipos da mulher latina em diversos filmes e séries hollywoodianos. Repetidamente vistas como sexies, explosivas, empregadas e incapazes de falar inglês corretamente. Dentro desse contexto, acabaram surgindo diversas indagações, inclusive sobre quem se enquadrava no conceito latina.

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Antes da gente se aprofundar no tema, é necessário entender a designação latina. Latino, ao contrário do que aprendemos, não é algo essencialmente geográfico (natural do Lácio; povo latino). O termo latino é para todos que tem sua língua materna derivada do Latim. Portanto brasileiros são latinos, assim como mexicanos, portugueses, espanhóis, italianos, etc… Não são latinas as pessoas cuja língua mãe descende do anglo-saxão-germânico e outras.

Esse é o uso correto do termo e a noção disso teoricamente deveria nos unir. Mas sem utopias: o fenótipo nos separa, assim como o colorismo. Por isso nós, mulheres negras, batemos tanto na tecla do racismo brasileiro ser baseado no fenótipo x passabilidade branca. Ou seja, quanto mais escura a pele, maior será o preconceito. É importante observar que o movimento de indentificação vem tentando virar o jogo ao incentivar que as próprias pessoas se reconheçam, já que o racismo e o colorismo se baseiam na visão do outro, no que ele determina, e nas permissões sociais; encaixando e dividindo pessoas num esteriótipo já determinado. O entendimento de quem somos nos dá poder para reconhecer e lutar contra isso.

As brasileiras aqui são basicamente vistas e separadas como brancas ou negras, com muitas designadas brancas sem nunca ter a oportunidade de entender de onde realmente vieram. As famílias raramente reconhecem sua descendência africana quando ela não é evidente. As etnias africanas são amplas e nisso resulta uma gama de tonalidades e biotipos, porém é preciso lembrar que não é possível fazer esse resgate corretamente. Não há registros, localidade, datas de nascimento e nem tampouco sobrenome de nosso antepassados escravizados.

Numa outra esfera, presenciamos o fenômeno do parente negro, geralmente na forma de uma avó que já morreu, quando é necessário mostrar o orgulho negro-que-não-se-é. Quando a pessoa deseja abraçar a cultura negra sem precisar se preocupar com quem faz parte dela. Essa pessoa precisa desesperadamente tapar o sol com a peneira, sem o inconveniente de se reconhecer como parte do problema. Nessa hora, somos todos mestiços. É o que denominamos de afro conveniência, problema constatado hoje na indústria musical americana. A atriz Amandla Stenberg, mais conhecida por interpretar a Rue de Jogos Vorazes, é uma excelente porta-voz dessa questão e fala com uma propriedade incrível. Vale a pena ouvir um pouco do que ela tem a dizer! O grande problema dessa mestiçagem-conveniente é que ela não vale na hora do emprego e nem na da batida policial – essa, aliás, nunca erra! É interessante lembrar que pessoas negras também tem parentes brancos. E geralmente vivos. Todavia, nós nunca deixamos de ser negros aos olhos dos outros e da nossa sociedade. E o mesmo se segue, em proporção, para hispânicos e latinos.

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Já lá fora, não é bem assim que a banda toca. Existe pouca ou nenhuma vergonha em passar o preconceito bem na sua frente e a separação racial é evidente, sem máscaras. Por biotipo, pessoas de pele morena-clara ou clara com cabelos negros sendo lisos ou levemente ondulados podem ser lidas como latinas e automaticamente determinadas como quase lixo e deixadas à margem. Sendo os latinos separados como um grupo sócio-racial, a essas pessoas não será dada a oportunidade de se reconhecerem de outras formas, nem tampouco preencher formulários de identificação da maneira que desejarem. Não são vistos como brancos nem negros e sim como um grupo à parte. Isso se torna uma questão pois, apesar de uma parte aceitar essa denominação e se reconhecer assim, haverá quem prefira ser identificado pela sua nacionalidade ou descendência. Na outra ponta, a pele branca, a fair-skin, é bem diferente e facilmente reconhecível. É notável que os estadunidenses terão certa dificuldade em reconhecer a qual grupo tal pessoa pertence se essa mesma fugir do estereótipo comum e, na mesma proporção, estará a necessidade de classificá-la. Para brasileiros, geralmente é a primeira vez que dão de cara com a discriminação de forma tão evidente.

Partindo desse princípio, voltamos a discutir a influência e a importância da mídia nessas relações. Não há perdão nesse ramo. As atrizes latinas e hispânicas (Espanhóis, povos descendentes da península ibérica, ibéro-americanos; mas erroneamente confundidos nos Estados Unidos com o biotipo ameríndio ou indígena), com tonalidade de pele mais voltado ao tom de oliva, são destinadas à papeis hiperssexualizados e pouco inteligentes. Ou muito fúteis, ou o extremo oposto sem nenhuma vaidade. Não há complexidade nesses personagens, nem variações de humor, leveza, coollness e a noção de crescimento pessoal no final da trama. São sempre participações secundárias ou intermediárias que quase nunca levam à premiações. As latinas, em especial, servem como objeto de conquista do personagem masculino principal.

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Sempre com sotaque, elas dão uma ajudinha aqui e ali, mas sempre terminam em alguma armadilha para que possam ser resgatadas. Acontece o óbvio romance e depois cada um vai pro seu lado. Ethan Hunt, interpretado por Tom Cruise em Missão Impossível é o perfeito exemplar que afirma a masculinidade e o fato de – vejam só – não ser preconceituoso se envolvendo com uma minoria em cada filme. Mas é possível observar que na mesma série, a esposa a quem ele ama e protege, além de ser frágil e com profissão nobre é branca de olhos claros (Michelle Monaghan). Bota fé! Pode ver de novo e prestar atenção! Rsrs Um outro exemplo que eu gosto de trabalhar é o da não-branca Jessica Alba. Dona da belíssima The Honest Company, pouca gente lembra que ela já foi a antagonista de Drew Barrymore em Nunca Fui Beijada. Mesmo sendo uma excelente atriz, é evidente o clareamento de pele e cabelos para conseguir melhores papéis. Os bons personagens são destinados às mulheres brancas de traços europeus, ou a quem se faça passar desta maneira. Isso tudo, é claro, quando é dada a uma mulher a oportunidade de protagonizar uma história.

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Ainda nesse contexto, um caso interessante que vale a pena relembrar é o da personagem Katniss Everdeen, descrita no livro como olive-skinned, mas interpretada por Jennifer Lawrence. Numa linha semelhante, segue a “polêmica” da escolha da atriz Noma Dumezweni para o papel de Hermione Granger, anteriormente interpretado por Emma Watson, para a continuação da história nos palcos. A autora JK classificou a discussão como idiota, uma vez que ela afirma não ter descrito Hermione como branca. O primeiro livro da saga é claro: Olhos castanhos, cabelos crespos e dentes acentuados. Logo, características negras. A escalação de Emma, apesar de sua excelência como atriz, a descaracterizou. Tanto foi que adiante nos livros, após o lançamento do filme, existe uma passagem que fala sobre “a sua cara branca escondida atrás de uma árvore”. Precisamos nos perguntar porque isso acontece e entender que essa descaracterização dos personagem contribuem para um certo Apartheid no cinema e na TV, que se reproduz inconscientemente na nossa realidade.

O Oscar desse ano teve essa discussão como pano de fundo, inclusive sendo boicotado por grandes atores, mas sem ter o eco necessário nem receber a devida atenção. É claro que as latinas são inclusas nesta mesma onda de segregação e a consciência geralmente só chega quando bate na nossa porta. Das caracterizações de Cleopatra a Jesus Cristo, poucas são fiéis. Todavia, seguem firmes no imaginário coletivo. Desculpa se eu estiver estragando antecipadamente seu natal; mas historicamente falando, a chance de JC ser caucasiano de olhos azuis é zero.

Uma questão que eu identifico por aqui e acho bem engraçada é o “paguei minha ascendência familiar e não largo!” Rsrsrs Muito comum em descendentes da Alemanha e da Itália, principalmente. Não me entendam de forma equivocada, por favor. O resgate cultural familiar é tão importante e bonito quanto manter viva antigas tradições. Esse é um tipo de beleza ausente no mundo que precisa ser preservada e quando é dessa maneira, é excelente! Mas a maioria usa infelizmente de certa desonestidade, por assim dizer, para se distinguir do lugar comum. Essa ancestralidade acaba servindo ao propósito duvidoso de se diferenciar, não precisando ser brasileiro de fato e assim propagando alguns preconceitos. Essas falas servem para se esconder sob a máscara de outra nacionalidade, não exercendo a cidadania plena e a reflexão sobre a responsabilidade social local. Por isso, entendam: Se sua família está aqui há mais de três gerações, prosperou aqui, criou os filhos aqui, chama essa terra de lar e você entende o português como sua primeira língua – darling, aceita! Você é brasileiro, latino-americano. A história desse país é SUA história. Portanto, participe dela, orgulhe-se dela! Mas também repudie nossos erros e os problemas que não conseguimos sanar até hoje. Você é parte do problema, mas também da solução. Instigar a síndrome de vira-lata não vale! O que vale é o comprometimento.

Velhos padrões precisam ser repensados para que possamos dar voz, lugar e papel para que verdadeiras mulheres possam finalmente se ver. Para que elas possam se enxergar no alto de sua complexidade, excelência, poder e capacidade. O caminho de se entender que se é único.

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Dia internacional da mulher: #IndiqueMulheres

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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É inquestionável o quanto o feminismo e as questões em relação a melhora da qualidade de vida da mulher na sociedade tem sido (pelo menos) discutida. A luta pelos direitos sociais, econômicos e a liberdade do corpo da mulher virou pauta não só de blog, mas dos grandes canais de TV e revistas. Que continue assim. Que ninguém nos cale, que nenhuma situação desconfortável ou humilhante seja algo “normal”da vida de uma garota. Vejo, cada dia mais, mulheres cobrando seus direitos do governo, não engolindo sapo de homem folgado, sendo feliz com seus corpos e suas escolhas e, com isso, tenho mais esperanças em relação às mudanças do papel dado para a mulher na nossa sociedade.

Mas não podemos jamais esquecer o mais importante. O mais significativo e o que, de fato, será transformador na historia da mulher: Outras mulheres. Parece fácil, mas observo que na prática, outras mulheres ainda tem dificuldade de apoiar outras. Resolvi escrever esse texto depois de duas situações que vivi semana passada. A primeira, em um consultório de uma médica, hematologista, uma paciente dizia: “Venho na Dr. Márcia porque ela foi muito bem recomendada pelo meu irmão porque, geralmente, prefiro médicos homens. Até meu ginecologista é homem!”, dizia uma mulher, jovem de no máximo 36 anos, em uma sala onde a maioria eram mulheres, com uma secretária mulher e esperando para ser atendida por uma. Provavelmente, porque ela foi muito bem recomendada por um homem, ela falava isso em alto e bom som, ninguém discutiu, questionou. E por um segundo eu imaginei se essa mesma afirmação, tivesse sido feita por um homem, em um ambiente cheio de homens sobre profissionais mulheres. Peço que vocês façam essa mesma reflexão aí.

Três dias depois, em um ponto de ônibus, uma passageira se surpreendeu ao ver que a motorista era mulher. E sem a menor vergonha, ou consciência do que estava falando disse: “A gente ainda estranha ver mulher em profissão de homem, né?”. Profissão de homem? Eu nunca reparei que os motoristas usavam o pênis para dirigir, eu pensei. Mas ela não parou aí. Logo emendou: “Mas não é perigo constante não, né?” e riu.

Eu fiquei incrédula. Aquela mulher sabe, assim como a mulher do consultório, ela sabe o quanto ela – como mulher – seja qual for sua profissão, tem que provar o tempo todo que é capaz. Então por que mulheres ainda desmerecem mulheres? Por que ainda duvidam da capacidade de outras? Não tenho dúvida que é o machismo entranhado nas nossas mentes. Aquela voz que fica gritando no nosso cérebro: “Você é diferente das outras”, “não é coisa de mulher”, “isso só um homem pode resolver”. Somos mulheres, somos vítimas da mesma violência, do mesmo abuso, da mesma falta de confiança e você sabe que você é capaz de tanta coisa e, com certeza, sabe que outras mulheres também.

Nesse dia da mulher, vamos esperar menos da mídia, menos dos homens, menos das revistas. Não que a gente não precise cobrar posicionamento e ação dessas pessoas e veículos, mas eu acredito que toda transformação real, começa dentro da gente. Transforme esse dia mundial das mulheres em um dia para quebrar seus preconceitos com outras mulheres. Aproveite o dia de hoje para fazer o dia de outra mulher melhor. Indique o trabalho de uma mulher, uma empresa de uma mulher, um site de uma mulher. Use hoje, serviços prestados por mulheres. Sabe o #EntrevisteUmaMulher  do Think Olga, #MinhaAmigaSecreta da Ovelha ou até mesmo a nossa #terçasemmake?  Que tal fazer do dia 8 de março o dia oficial para não diminuir outra mulher? Nem por suas escolhas estéticas, nem por suas roupas, nem por sua profissão, escolha sexual ou estilo de vida. Vamos aproveitar o dia 8 de março para mostrar sororidade e real apoio as outras garotas? Vamos fazer do dia de hoje um dia de mulheres, para mulheres.

A proposta do Dia Internacional da Mulher foi iniciada como uma forma de luta. E para começar toda luta, precisamos de aliados. Vamos ser, acima de tudo, aliadas uma das outras. Vamos usar essa data como forma de mostrar que juntas somos mais fortes? E que mulher pode ser o que ela quiser?

Então, quero ver chuva de comentários nesse post indicando mulheres maravilhosas! Vale a médica, escritora, tatuadora, a doceira do seu bairro, a pedreira, engenheira, a arquiteta, taxista, a dona de oficina, a estilista… Vale indicar aquele site ou blog, ou um perfil do instagram se você, considera essas mulheres inspiradoras. Vamos espalhar amor entre nós e, assim, ajudar mulheres a crescerem e serem independentes. Vamos espalhar esse amor pelas redes sociais? Use a hashtag #IndiqueMulheres para que depois a gente faça um post por aqui com algumas das indicações mais legais durante a semana que vem. Se for serviço, não esqueçam de colocar a cidade da mulher indicada e pedir permissão para ela caso divulgue endereço ou telefone celular.

Vamos fazer do dia da mulher, um dia para celebrar e empoderar? #Indiquemulheres 

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5 Álbuns incríveis de 5 mulheres para ouvir já!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Eu sempre fui fã de grupos formados por garotas, cantoras ou bandas com mulheres no vocal. Durante toda a minha vida, achei as garotas da música extremamente inspiradoras e várias delas, me ajudaram na minha trajetória do feminismo e amor próprio. Independente de qual é seu estilo de música favorito, eu realmente acho que você deveria ouvir os discos dessa lista! Todos, são maravilhosos da primeira até a última música, foram revolucionários quando foram lançados e com certeza, fazem parte dos álbuns da minha vida. Pode colocar pra tocar, sem pular nenhuma música.

5º lugar ) Live Through This  – Hole

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Sei que Courtney Love é polêmica e divide opiniões. Mas Hole é sem dúvidas, uma das bandas mais feministas que você vai ouvir na vida. A banda teve várias formações, mas a mais clássica e favorita dos fãs com certeza foi Courtney no vocal, a baterista Patty Schemel a a baixista maravilhosa, Melissa Auf der Maur. Live Through This, não é meu disco favorito da banda, mas eu não tenho dúvidas que é o mais poderoso. Esse disco tem músicas como “Violet, “Miss World” e “Asking For It” só os títulos dessas canções, vocês já conseguem imaginar sobre o que o Hole gosta de falar. Comece pelo Live Through This mas não deixe de ouvir o anterior, Pretty on the Inside e o meu favorito, Celebrity Skin. Escuta aqui!

4° lugar) Back to Black – Amy Winehouse

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Se Back to Black não é um dos melhores discos de todos os tempos, sei lá, me perdi aqui então. Eu realmente acho que compor e gravar esse disco, foi o grande momento da Amy, vivendo o auge da sua fase criativa. Não dá pra não ouvir esse disco de cabo a rabo e com certeza, são músicas que fazem a gente pensar em todas as fases de um amor, desde o começo até o fim e o relacionamento que desenvolvemos com nós mesmas durante isso. Nem sei do que gosto mais. Se é da melodia, da voz de Amy das letras… Pérola da música! Coloca pra tocar.

3º lugar) American Life – Madonna

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Nem de longe, o disco mais famoso de Madonna. Nem de longe o favorito dos fãs, mas na minha opinião, foi nesse álbum que a eterna rainha do pop realmente ficou nua musicalmente e se revelou por completo. Quando Madonna está morena, ela sempre sai um pouco da pista de dança  e mostra seu lado mais politico e seus sentimentos mais profundos. Foi assim com a fase de Like a Prayer e o mesmo se repete em American Life, disco lançado na época mais tumultuada dos Estados Unidos, quando as Torres Gêmeas foram ao chão. Enquanto isso acontecia,  Madonna derrubava por terra o “sonho americano”com um disco super politico e também super pessoal. Foi no American Life que Madonna falou pela primeira vez em uma música sobre sua relação com seu pai e como ela lidou com a morte da mãe ainda criança. Dá uma chance pra esse disco!

2º lugar)  Jagged Little Pill – Alanis Morissette 

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Se você está procurando um disco FODA, girl power, poderoso, forte, maravilhoso, verdadeiro, honesto e transformador, esse disco é Jagged Little Pill da Alanis. Na minha opinião, ela é uma das maiores compositoras da história e esse álbum é um soco no estômago. Uma música mais maravilhosa do que a outra. Hits como “Ironic”, “You Oughta Know”, “You Learn” e “Head Over Feet” e quando você acha que acabou, tem uma música escondida no final do álbum, chamada “Your House”pra você se acabar de chorar. Alanis me ajudou de verdade a passar pela minha adolescência e eu falo sério quando digo que não sei se conseguiria sem ela. Devo muito ao Jagger Little Pill. Dá o play!

1º lugar) The Miseducation of Lauryn Hill  – Lauryn Hill

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Eu tenho vontade de abraçar esse disco que considero uma obra de arte. Sabe assim, impecável? Impecável é o que esse disco é. Em uma entrevista, Lauryn disse que quando escreveu The Miseducation, ela não estava em busca de perfeição, mas sim, de sentimento. Bom, ela encontrou a perfeição lá. Lauryn Hill é uma poeta e esse disco parece um livro, contando uma história faixa a faixa. É envolvente e te transporta para um outro lugar. Nunca senti isso com disco nenhum. Até hoje, nunca mais ouvi nada como The Miseducation. Não sei mesmo falar qual minha música favorita, mas eu choro com “Ex- Factor”, “To Zion”, “Everything Is Everything” e “When It Hurts So Bad”. Minha dica é a seguinte: Não coloca esse álbum pra rolar enquanto você tá distraída na internet não. Sinta esse disco. Pare pra ouvir ele, de verdade. Tá aqui ó. De nada.

Agora me contem! Quais os 5 discos de vocês?

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