Por que as Kardashians são sinônimo de empoderamento e poder feminino e de quebra: A coleção da Kim para C&A

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Acho que não é novidade pra ninguém que me segue em alguma das minhas redes sociais pessoais que eu adoro a família Kardashian/Jenner e que Kim Kardashian é uma musa e inspiração. Mas já ouvi algumas vezes, “Se você curte tanto elas, por que nunca fez um post?” A verdade, verdadeira é que eu estava sendo preconceituosa. Quase sempre fui levada a acreditar pelo meu ciclo social que gostar das Kardashians era quase um desvio de caráter. Tudo bem, posso tá exagerando, mas sempre ouvi por aí que não entendiam por que eu gostava delas e aí, eu sempre achava que a maioria das leitoras daqui não iriam curtir nenhum post sobre a família.

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Mas aí eu comecei a pensar o quanto as Kardashians tem, e muito, a ver com muita coisa que a gente fala por aqui: Como empoderamento, machismo, sexismo, preconceito, gordofobia, slut shaming e claro, porque não, moda. Curtindo ou não a família é inegável o poder que elas tem. Digo elas porque mesmo sendo uma família com homens, o poder é feminino, a liderança é feminina. Será que já não começa aí a implicância com elas? Como pode, a família mais rica e poderosa do mundo no momento ser matriarcal? Basicamente composta por três gerações de mulheres lindas, bem sucedidas, seguras de seus corpos e opiniões? Pode ter certeza, isso incomoda muita gente. “Mas o que elas fazem? Não entendo porque são famosas”. Pra começar, se em pleno 2015 você ainda não entendeu que nada, nada gera mais interesse no ser humano do que a vida do outro, se atualiza. Reality shows são praticamente o que mantém a TV funcionando. Existem realitys de tudo gente. Do cara que faz bolo, de gente presa dentro de uma casa por 3 meses, de viagem, até caras que reformam banheiro. Se tinha uma coisa que Andy Warhol estava certo, era sobre o 15 minutos de fama que todos nós teríamos no futuro. Vivemos a era dos realitys, dos vloggers, das redes sociais. O que você faz no instagram quando compartilha sua comida, seu tédio no twitter ou sua roupa nova no facebook, nada mais é que um Keeping Up With The Kardashians com baixa audiência. Por que elas são condenadas por fazer algo que hoje em dia, todo mundo faz? Aliás, a gente faz de graça, e ainda perde um tempão pra achar o melhor ângulo da selfie.

De estrela de reality show elas viraram empresárias, donas de marcas, musas das grifes mais poderosas do mundo, super modelos, capas de revistas conceituadas. “E tudo começou só porque uma delas fez uma sex tape”. Pra mim esse comentário que está carregado de slut shamming só prova o quanto Kim é poderosa. Porque ir de estrela de filme pornô caseiro, estrela de reality, para capa da VOGUE não é para qualquer uma, MESMO.  É inegável como ela, assim como Kris Jenner, sua mãe e empresária de toda família souberam dar cada passo, muito bem calculado e Kim, assim como suas outras irmãs, estão cada vez mais poderosas.

Mas mulher poderosa e bem resolvida sexualmente incomoda. É só passear por qualquer rede social de qualquer uma delas para ler comentários como “puta”, “piranha”, “toma vergonha na cara, você é mãe”. A sexualidade livre e a segurança que Kim tem com seu corpo é perturbadora pra muita gente. Como se ser mãe e sair nua na revista fosse a prova de que você não sabe criar uma filha. Pariu, tem que virar Virgem Maria. “Se dá valor”, como se ele já não fosse nosso por direto.

Quer dizer que depois que você é mãe perde sua sexualidade, perde o direito de ser você mesma, de ser um indivíduo? Kim nunca exibiu tanto seu corpo como depois de ser mãe. E quanto mais os puritanos apontam o dedo pra ela, mais nua e linda e dona do seu corpo ela fica. Se isso não é empoderamento, eu não sei o que é. Aliás eu acho que a Kim teve um papel muito importante para várias garotas e ela mesma, nem sabe disso. Ela nem imagina o quanto ver o seu corpo cheio de curvas, saber o quanto ela tá sempre na luta com a balança, ter acompanhado que ela não foi nenhuma grávidinha perfeita de Hollywood e ficou sim, enorme e com pés inchados faz dela, real. Faz a autoestima de todas nós aumentar. Kim é linda, mas está longe de ser o padrão da mídia. A gente consegue se identificar, se inspirar e o mais importante: Ela faz a gente se arriscar e ousar toda vez que ela usa tudo que todo livro de regra de moda diz que uma baixinha, de quadril largo e peitos gigantes não pode usar.

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Kim virou referência de moda e tava demorando para uma marca chamar ela para assinar uma coleção. E foi isso que a C&A fez! E eu já tô aqui, morrendo de ansiedade porque ela influencia muito meu estilo. Mas a gente ainda não sabe muita coisa. Só que ela estará em solo brasileiro dia 11 de maio e que a coleção será um reflexo do seu guarda-roupa e lifestyle. Como os looks da Kim são bem específicos já dá para ter uma vaga ideia do que vai rolar (eu acho) e fiz minha listinha de 6 apostas:

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1) Cores neutras e sem estampas

Um dos motivos que amo Kim: Ela não usa estampa e nem nada super mega colorido. Amo isso, me identifico e tô apostando que a coleção vai ser assim com muito nude, preto, branco e cinza <3 com recortes interessantes e transparências. E claro, muitas peças básicas como t-shirts.

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2) Conjunto Saia lápis midi + Top

Uma combinação clássica de Kim! Tenho certeza que vai rolar pelo menos um “conjuntinho” desse de saia midi cintura alta e top.

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3) Couro

Acho que vai rolar uma saia (também lápis midi), um vestido bem sexy e uma jaqueta, no mínimo.

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4) Alfaiataria 

Tô rezando para ter vestido tipo Blazer da Balmain que ela tem usado! Mas acho que vamos ter várias peças de alfaiataria e um blazer estruturado com ombro marcado e botões grandes.

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5) Jeans

Ela nem é de usar muito jeans, mas como é uma das coisas que mais vendem acho que ela vai criar umas pecinhas. Certeza que vai rolar saia lápis midi jeans clara detonada, blusão jeans e uma calça Extreme Ripped Jeans.

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6) Acessórios

Kim não é muito de usar colares, brincos, anéis… então estou bem curiosa para saber como serão os acessórios. Mas tenho uma certeza: Sapatos! Acho que vai rolar alguma bota over the knee, alguma sandália de tira única na frente e tira no tornozelo e claro, o scarpin que é um clássico dela, então é certeza que vai rolar.

E vocês? O que acham que vai rolar com certeza?

E só para terminar esse post, sempre bom lembrar: Independentemente de quanto você despreza Kim, Khloe, Kris, Kourtney, Kendall, Kylie, e quem mais comece com K, não muda o fato  que elas são sim, puro #GirlPower.

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E afinal, aonde está a mulher na cultura pop nos dias de hoje?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

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Janeiro e Fevereiro são sempre movimentadíssimos com as grandes premiações de cinema, TV e música e obviamente junto com os prêmios vem os bafões da noite. Semana retrasada eu falei sobre o Grammy, o discurso do Obama e sobre alguns casos de agressores famosos que ainda se mantém nos braços do público. Pois domingo foi a cerimônia do Oscar e mais uma vez estava lá o feminismo se fazendo presente no discurso da Patricia Arquette: “Para todas as mulheres que deram à luz a todas as que pagam impostos e cidadãs desta nação. Nós precisamos lutar pelos direitos iguais para todos. É nossa hora de ter salários iguais de uma vez por todas e para todos e direitos iguais para as mulheres dos Estados Unidos da América.” Eu só mudaria uma coisinha nesse discurso: é hora de direitos iguais para as mulheres do mundo todo.

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Vocês já analisaram a cultura pop como um todo e pararam pra pensar no papel que as mulheres tem dentro dela? Embora tenhamos tido discursos maravilhosos no Oscar desse domingo sobre feminismo e ainda contra o racismo e homofobia, além dos prêmios exclusivamente femininos, não temos mulheres sendo indicadas a quase nada. Nas categorias principais como direção então nem se fala. Será que não temos mulheres boas diretoras e produtoras ou apenas a sociedade não nos dá o valor merecido? Quem tem esse discurso pronto na ponta da língua e não tem medo de falar sobre são minhas duas humoristas feministas favoritas do mundo todo: Amy Poehler e Tina Fey. Em todas as vezes que essas lindas apresentaram o Globo de Ouro, o feminismo foi o assunto principal em suas piadas. Sempre de um jeitinho especial elas deixavam claro o quão injusta é a indústria do entretenimento com as mulheres, sempre exigindo sua perfeição. Esse ano brincaram com a própria Patricia Arquette, ganhadora do prêmio, dizendo que “é possível ter um bom papel feminino depois dos 40 contanto que você comece a fazê-lo ainda nos 30”, entre tantas piadas onde deixavam bem claro o incômodo com o preconceito com as mulheres e sua falta de reconhecimento profissional. Em seus livros, tanto Tina quanto Amy contam suas trajetórias pessoais e profissionais e todos os percalços que passaram pra chegar onde estão hoje e assim como todas as mulheres, ambas podem dizer que não é fácil matar tantos leões por dia para serem reconhecidas.

Vocês já ouviram falar no teste de Bechdel? É um teste que confere se um filme ou série segue algumas regras: ter pelo menos duas mulheres com nomes que conversam entre si sobre algo que não seja um homem ou relacionamentos. Simples né? Pois agora pare pra pensar nos grandes sucessos de bilheteria e procure filmes que não tenham personagens femininos que não seja apenas escada ou suporte para o protagonista homem. São muitos, não é? A grande maioria dos filmes e séries são feitas por homens e sobre homens. As mulheres são apenas pessoas secundárias que servem como ferramenta na história: ou o interesse amoroso, ou a pessoa a ser salva, ou uma parente do protagonista. Por isso filmes como Jogos Vorazes em minha opinião são tão importantes para as jovens adultas e adolescentes. Pois finalmente temos uma personagem forte cujo principal interesse é permanecer viva e não conquistar um grande amor.

 Já andei lendo por aí que feminismo anda na moda. Acho ótimo o movimento estar na boca do povão. Precisamos cada vez mais de mulheres e homens discutindo nossas manifestações e desejos. Já era hora dessas mulheres famosas usarem sua relevância para darem voz a um movimento que prega a igualdade. Já era hora dessas mulheres se assumirem feministas sem medo. Reese Whiterspoon lançar o movimento #askhermore que tenta dar um fim as perguntas imbecis no tapete vermelho e em coletivas para atrizes foi uma das sacadas mais geniais dentro do cinema. Eu assisto prêmios de cinema há exatos 20 anos e foi muito interessante ver os entrevistadores verdadeiramente se esforçando para fazerem perguntas relevantes nesse domingo que fossem ALÉM da marca do vestido. Veja bem, AMO o tapete vermelho, amo os vestidos e as maquiagens, mas amo ainda mais ver mulheres falando sobre outros assuntos.

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Temos sorte de atualmente essas mulheres terem também finalmente firmado suas posições feministas e dito pro mundo como se sentem. É possível sim ser relevante como feminista e fazer ótimos filmes e programas. Das três coisas mais feministas que assisti na vida estão as séries 30 Rock e Parks and Recreation, respectivamente produções de Tina Fey e Amy Poehler que tratam de como é ser mulher e profissional de forma divertida e nunca esquecendo a militância feminista e uma das séries mais fantásticas que já assisti, The Fall com Gillian Anderson interpretando uma detetive que sabe bem o que quer e a hora que quer e não tem vergonha de enfrentar o patriarcado. Sigam essas dicas e pensem mais sobre o assunto: se não tá fácil ser famosa em Hollywood, imagina pra gente!

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Por que as marcas de luxo têm colocado mulheres reais e mais velhas nas suas campanhas?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por: Giuliana Mesquita

Talvez seja uma surpresa para alguns que marcas como Céline, Saint Laurent Paris, Givenchy e Nars estejam abrindo mão de modelos super retocadas e escolhendo mulheres mais reais para estrelar suas campanhas. Mais do que nunca, as marcas mostram uma vontade de se relacionar com mulheres mais maduras, inteligentes, com personalidade, empregos, hobbies, características suas (e só suas) e, porque não, defeitos. Afinal, existe alguém que é perfeito 100% do tempo, assim como nas campanhas?

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Trazer o mundo da moda mais perto do mundo de suas consumidoras é uma maneira inteligentíssima de criar vínculos com suas clientes (coisa que as marcas querem – e precisam! – fazer). Fazê-las sentir parte desse mundo – que elas já fazem parte, por serem consumidoras de artigos de luxo – que parecia inatíngivel.

Pensando nisso, Phoebe Philo colocou Joan Didion, escritora de 80 anos que a estilista adora, na campanha de verão 2015 da Céline. Na Saint Laurent, Hedi Slimane fotografou Joni Mitchell para o seu Music Project. Na Givenchy, Julia Roberts, que não precisa de retoques para ser uma linda mulher. Em vez de uma modelo de pele perfeita, sem rugas ou marcas de expressão, a Nars escolheu Charlotte Rampling para a campanha de sua nova linha de batons. “Seus olhos azul-piscina são cativantes, daquele jeito vilã do James Bond, bonito-mas-volátil, e isso seria verdade se ela estrelasse a campanha aos 68 ou aos 24 anos de idade”, disse François Nars ao WWD ao justificar sua escolha. O dono e fundador da marca de maquiagem é um dos principais apoiadores da beleza e da mulher.

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Esse approach pode parecer arriscado, mas é bem vindo em um mundo em que retoques acabam transformando modelos em mulheres irreais, inatingíveis e em que nada se relacionam com uma mulher da vida real, que trabalha, sai, bebe cerveja, tem insônia e retoca a maquiagem no carro e envelhece. Isso significa reconhecer (e enaltecer) as características pessoais de cada uma de nós.

Desde o desfile da Chanel de verão 2015, em que Karl Lagerfeld colocou as modelos em uma avenida parisiense protestando, com placas que diziam “Women’s Right Are More Than Alright” e “Ladies First”, muito se fala sobre feminismo na moda. E muito se fala sobre os dois assuntos não se encaixarem. Diferente do feminismo da segunda metade da década de 60, em que as mulheres queimavam sutiãs para reivindicar  nossos direitos, o feminismo do século XXI não tem cara. A feminista pode gostar de moda, usar batom, saia curta, camiseta rasgada ou cabelo desgrenhado; desde que se sinta confortável assim. Nossas características pessoais nunca foram tão enaltecidas – e a moda, agora, faz coro. Mais do que o desfile-protesto-angariador-de-likes de Karl Lagerfeld, essa sim é a cara do feminismo de 2015.

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The Punk Singer: O documentário incrível sobre a cantora e feminista Kathleen Hanna

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

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The Punk Singer é um documentário de 2013 sobre uma das minas mais incríveis que apareceram nos anos 90, Kathleen Hanna. Punk, Riot girrrl, ativista feminista, entre outras coisas, Hanna foi vocalista do Bikini Kill e depois líder do Le Tigre. Além de ser uma das garotas mais importantes pra música e para o movimento feminista, ela era amiga do Nirvana e namorada do Dave Ghrol, também nos anos 90. Talvez você não saiba, mas foi ela quem pichou na parede da casa do Kurt Cobain a famosa frase “Kurt Smells Like Teen Spirit”, que mais tarde, virou o que talvez seja o maior hit da banda. Tem esse vídeo no youtube  em que ela mesmo conta a história.

O filme é super detalhado e mostra a vida de Kathleen desde o começo da sua trajetória em Olímpia, Washington, depois a formação do Bikini Kill, o lançamento do movimento Riot Grrrl, Le Tigre e a última banda dela, The Julie Ruin.Também entra na vida “pessoal” dela e do marido (e Beastie Boy) Adam Horovitz, e na contínua luta contra a Doença de Lyme, que a forçou a sair da cena da música para se tratar. The Punk Singer foi dirigido por Sini Anderson, que além de diretora e performer, é a co-fundadora do Sister Spit, um coletivo que organiza uma série de eventos de spoken-word (termo que inclui palestras, leituras) de empoderamento feminino.

O filme tem ótimas e raras cenas de arquivos, além de fotos e depoimentos de pessoas próximas a Hanna, artistas que trabalharam com ela ou que foram influenciadas por suas ideias. A diretora reuniu um grupo de artistas, principalmente mulheres, para dar seus depoimentos sobre ela: Kim Gordon (Sonic Youth), Carrie Brownstein (da banda Sleater-Kinney e do seriado ‘Porlandia’), Tamra Davis (diretora de vídeos, filmes e séries), Joan Jett (ícone do rock feminino), Corin Tucker (Sleater-Kinney) e muitas outras e outros. O Bikini Kill, primeira banda de Katheleen Hanna, foi uma das primeiras bandas do movimento riot grrrl, dos anos 90, que reunia bandas formadas por mulheres que falavam em suas letras sobre a luta pelos direitos e os ideais feministas.

Uma das coisas mais fodas nos shows do Bikini Kill é que a banda enfrentava os punks mais radicais, obrigando os garotos a abrirem espaço para as meninas, chamando elas para a frente do palco. Hanna tinha um grito de guerra: ‘Women to the front’ (mulheres à frente) e depois a banda distribuía panfletos e fanzines feministas,  que criticavam o machismo da cena punk e incentivava as garotas a montarem suas bandas, uma atitude nova para a época.

Isso é só uma parte da trajetória maravilhosa dessa rebel girl. The Punk Singer é um retrato fiel e honesto sobre uma artista que sempre lutou pelo que acreditou.

Assistir The punk Singer além de ser uma forma deliciosa de saber mais sobre música e feminismo, também é uma injeção de ânimo, melhor do que qualquer livro de auto ajuda. Falando em auto ajuda, a palestra chamada Herstory Repeats, ministrada por ela em eventos de spoken-word é maravilhosa. Assistam!  O documentário e a palestra (e depois me contem o que acharam). Vida longa a Kathleen Hanna!

Para ler mais: Resenha The Punk Singer no blog Cabeça de Tédio

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