Mas o seu cabelo é tão lindo! Por que cortar?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por: Isa Freire

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Há 2 anos comecei a pensar em cortar o cabelo, mas deixa eu começar pelo começo: desde a 3a série do colégio, eu desfilo por aí longos, encaracolados e selvagens cabelos loiros. Em algum momento eu pintei ele de ruivo, preto e fiz alguma dessas escovas da modernidade, mas digamos que dos meus 10 aos 26 anos eu tive o mesmo cabelo por 99% do tempo. E como eu amei esse cabelo. Jurava (e juravam) que eu tinha algo que poderia ser chamado de Síndrome de Sansão, aquele cabelo era meu diferencial, minha identidade e minha definição. Tinha certeza de que cortando, pintando ou alisando ele, eu não seria mais a Isa. A Isa era aquela do cabelo bagunçado e ponto.

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De dois anos pra cá, uma vontade louca de cortar esse cabelão começou a gritar aqui dentro. Acho que alguma parte de mim já sabia que eu não era mais aquela Isa, mas a outra parte morria de medo de jogar fora aquela identidade, toda a minha beleza, que por algum acaso eu achava que provinha do meu cabelo misturado com o resto todo. As pessoas me definiam por ele. As pessoas diziam “não faz isso..”, “mas o seu cabelo é tão lindo, por que cortar?”. E bom, isso atrasou todo o processo. Eu voltei a ter medo de me perder se cortasse o cabelo.

aspas-isaMas finalmente, eu identifiquei que o medo era a única coisa que me impedia, criei coragem e decidi entrar pro time das descabeladas de cabelo curtinho. E enquanto eu me olhava no espelho e via todo aquele cabelo indo embora, fui percebendo que minha identidade não tava indo embora com ele. Que minha beleza não derivava nem do meu cabelo, nem de nenhum outro atributo físico. Minha identidade, minha beleza, minha segurança, minha força e minha coragem não estavam no meu cabelo, estavam dentro de mim, onde sempre vão estar. E foi tão lindo me identificar comigo mesma, ainda que diferente. Sinto que sou mais eu agora do que antes, esse era o cabelo que eu deveria ter. As lições dessa história são: sejam corajosas, a verdadeira beleza está do lado de dentro das pessoas e o que importa é se olhar no espelho, se reconhecer e ter certeza de quem você é.

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A (infeliz) mania de se comparar.

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Isa Freire:

Oi, meu nome é Isa e nessa #terçasemmake eu resolvi dar a volta por cima.

Eu sempre fui bem largadinha. Não aprendi a me maquiar até hoje. Praticamente não escovo meu cabelo. Quando saio, com essa cara lavada, a minha cara, de dia, tá tudo bem. Mas quando chega à noite… Tá todo mundo embelezado. Sem olheiras, com as bochechas rosadas e o cabelo brilhando… E é aí que eu me torno quase invisível e começo a entrar na paranóia que eu “deveria me cuidar mais”, fazer o mesmo que a maioria das garotas fazem, mesmo sem sentir muita vontade em me aprofundar no mundo da maquiagem.

Aí eu paro, respire e penso: Eu me cuido sim! E se não fizesse parte do grupo que tem a infeliz mania de se comparar com todo mundo, estaria bem mais feliz.

A competição faz parte da essência do ser humano, é verdade. Queremos ser a mais bonita, a mais bem vestida, a mais inteligente, a mais cool. O seu salário é ótimo, mas se é menor do que de uma conhecida, não é mais tão bom. O seu armário tem tanta roupa, mas ó, todas as suas amigas têm bem mais. Eu me olho no espelho e me acho linda, vou pra night e de repente sou feinha porque tá todo mundo mais bonita que eu. NÃÃO!!

Não sejamos essa pessoa que se define em relação aos outros. Vamos focar na gente, vamos nos amar porque somos boas, lindas e inteligentes e não porque somos mais gatas, mais ricas e temos fotos mais incríveis no instagram que os outros.

Chega de competir. Chega de querer mostrar pra alguém que você é feliz. O segredo é criar o seu mundo a partir de você e do que você sente. Independente de quem você for, seja a heroína da sua história. Procure a sua real felicidade. Eu vou procurar a minha.

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Pra ler: 7 livros curtinhos

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Isa Freire:

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Eu juro que escrevi um texto quilométrico sobre o tempo, como ele nos escraviza e sobre como datas não passavam de algemas e correntes pra nos prender a algo. Falei sobre como era ruim quando acontecia o certo no tempo errado e como a gente valorizava o dia primeiro de janeiro, quando podia fazer dos outros 365, outros dias iguais. Mas hoje a gente não tem mais caderno, nem pena, nem caneta tinteiro, nem esferográfica. É tudo no computador e o meu computador resolveu apagar meu texto, provavelmente porque ele sentiu a mesma agonia que eu ao relê-lo, risos. Resolvi não escrever tudo de novo, confesso que o tema “tempo” anda de mãos dadas com a tortura psicológica, mas pra não sair muito do assunto, vou copiar uma ideia que vi no BuzzFeedBooks (recomendo pras leitoras de plantão) e indicar livros curtinhos e ótimos, pra você que assim como eu, tem um certo nervoso de passar semanas lendo o mesmo livro, só porque é muito livro no mundo pra pouco tempo de vida, né gente? Então, vamos lá:

O Amante – Marguerite Duras

Conta a historia de uma menina novinha de família meio conturbada (ou seja, normal) que se apaixona por um Chinês mais velho e bem sucedido, acompanhamos os dois, suas noites de amor, suas despedidas dolorosas, a descoberta da desinibição sexual da menina (adoro heroínas liberais) e o seu amadurecimento a partir da relação. Essa é a minha interpretação, né? Gostei bastante desse livro, nada como um jovem apaixonado pra lembrar a gente do bom e o mal do mundo ao mesmo tempo.

Até o Dia em que o Cão Morreu – Daniel Galera

Não se preocupem, não tem nada de Marley e Eu nesse livro, não tem essa pegada. É a história de um cara de Porto Alegre que vive isolado no seu mundinho, até que surgem uma moça e um cão em sua vida, ambos visitantes esporádicos pelos quais ele vai se apegando pouco a pouco. Conheci esse autor no meu aniversário do ano passado, quando ganhei um livro dele de presente de uma amiga, e confesso que me apaixonei. O cara é bom (e é gatinho).

Uma Criatura Dócil – Dostoievski

Uma tragicomédia, assim como todos os livros dele. A história de uma infeliz esposa que se suicida e a busca do marido pelas perguntas e respostas que a levaram a fazer isso. Pra mim esse cara é rei e ele tem vários livros mais curtinhos, até hoje, todos que eu li, eu amei.

Caim – José Saramago

Uma releitura engraçadíssima do velho testamento. Não recomendo pra quem for muito religioso ou acreditar piamente na Bíblia, pra vocês esse livro soará como a maior blasfêmia já escrita. Mas pra todos que não se importam com os meios e fins de uma boa ficção, vale muito a pena! Os personagens principais são Caim (aquele que matou o irmão, filho de Adão e Eva) e adivinhem?! Deus. Deus é um babaca no livro que não poupa seus fiéis de nenhuma provação. O livro começa com Adão e Eva e termina na Arca de Noé. Diversão e muita reflexão garantidas.

A Mão e a Luva – Machado de Assis

Machado de Assis é um mito e todos os livros que ele escreveu são maravilhosos. Esse, curtinho, trata de mais um triângulo amoroso. Dos esforços inúteis que fazemos pra conquistar alguém que já foi conquistado por outro, da ideia de que não adianta forçar a barra com a pessoa errada.

O Velho e o Mar – Ernest Hemingway

Sabe história de pescador? Essa é a melhor que tem. Dá pra ler bem rapidinho e depois você vai poder dizer que já leu Hemingway (Por Quem os Sinos Dobram é ótimo também mas bem difícil de engatar, rs).

A Revolução dos Bichos – George Orwell

Resume a única opinião política que eu tenho: não importa quem tá no poder, se tá no poder, vai oprimir, se tá oprimido, vai querer se revoltar contra quem tá lá em cima.

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A hora do sim!

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por Isa freire:

2036Imagem: The Things We Say

Essa sou eu em 2014. E semanalmente escuto um: “nossa.. casou novinha, né?”. Até 2009/10, eu era a menina que nunca ia casar, que desprezava esse instituto e não entendia o que levava alguém a querer isso pra vida. Nessa época eu estabelecia um mínimo de idade pra começar a pensar em ficar com alguém pro resto da vida: 30 anos. Até lá seria, nas melhores palavras possíveis, zuação pura. Eu ficaria com todos os meninos (e meninas) que quisesse, teria todo tipo de experiência que só uma pessoa solteira pode ter, ou assim eu pensava. Filhos também, só depois dos 30. Antes disso, temos juventude demais pra gastar com a juventude de outra pessoa. Hoje vejo minhas amigas com filhos, minhas amigas grávidas e minhas amigas tentando engravidar e não me parece mais uma ideia tão louca assim. Mas de filhos, falo outro dia.

Lembro do momento exato em que soube que meu atual marido ia me pedir pra casar com ele e lembro como automaticamente a vontade de viver todas as experiências do mundo, foi substituída pela vontade de viver todas as experiências do mundo ao lado dele. A gente namorava há 6 meses e a decisão foi tão fácil, tão simples. E acho que é assim que tem que ser. Fez sentido casar porque fez, porque era óbvio que nunca no mundo eu acharia uma pessoa que fosse melhor pra mim, que combinasse mais comigo, que me amasse mais ou que eu fosse amar mais. Fez sentido só pelo fato de passar pela minha cabeça casar. Quem já pensa em casar, antes de conhecer o amor da vida, não sabe na verdade no que tá pensando. Eu quis casar, mas só a partir do momento em que conheci alguém que conseguia ver do meu lado mesmo se eu pensasse num futuro bem distante, uma pessoa que por mais que eu mudasse, por mais que meus interesses não permanecessem os mesmos, por mais que o mundo desse mil voltas, ainda teria os mesmos valores que eu e aceitaria minhas loucuras.

Casar não é sobre você. Casar independe dos planos que você fez pra sua vida. Casar é perceber que não faz mais sentido seguir sozinho quando a pessoa que foi feita pra você bateu na sua porta. E se não for pra casar com o amor da sua vida, seja esperta, seja sozinha, seja a pessoa que vai atrás dos seus sonhos e é feliz. Eu costumava dizer que não havia nada melhor do que poder fazer o que eu quisesse e que eu jamais abriria mão da minha extremamente exercida liberdade e isso tudo ainda é muito válido pra mim. Mas seria idiota da minha parte fechar os olhos pra aparição do meu eterno marido. Por isso hoje, além de desprezar aqueles que enchem a boca pra dizer “o sonho da minha vida é casar com alguém.”, desprezo também aqueles que como eu em 2009, dizem “eu jamais vou casar, não acredito nisso”.

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