Viajar sozinha: você pode e deve!

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

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Ilustração: Henn Kim

Viajar sozinha é, antes de mais nada, uma oportunidade única de descoberta. Descobrir a si mesma, ao outro e tudo que esse mundo imenso, louco e incrível tem para oferecer. Se eu pudesse te dar apenas um conselho nessa vida, diria que “vai passar!”. Se eu pudesse dar dois, sem dúvida acrescentaria: viaje sozinha!

Na minha primeira vez, eu tinha 19 anos e resolvi fazer um mochilão pela América do Sul. Uruguai, Argentina e Bolívia. É verdade que o plano inicial era viajar com uma amiga, que por mil motivos não conseguiu ir. Deu um frio na barriga? Deu! Mas nem por um minuto eu pensei em desistir e fui sozinha mesmo.

Nunca tinha viajado de avião, nunca tinha ido para outro país, nem viajado sozinha. Não sabia que precisava fazer seguro saúde, ou que precisava tomar vacina de febre amarela para entrar na Bolívia. E acredite: tudo que podia dar errado, deu! Eu desmaiei na sala do gerente do Banco do Brasil de Buenos Aires, meu cartão bloqueou e o banco insistia que eu precisava estar na minha agência para desbloqueá-lo, um policial boliviano me pediu como propina duas garrafas de 1L de Coca-Cola e, por fim, precisei ir de La Paz, capital da Bolívia, a Teixeira de Freitas, extremo-sul da Bahia, de ônibus. Isso mesmo! D-e-ô-n-i-b-u-s! De acordo com o Google Maps, são 3.910km. Foram quase três dias de viagem. Hoje, passado o sufoco, a irritação, a vontade de chorar, ficaram apenas o aprendizado e as histórias mais engraçadas para contar na mesa do bar. E é a isso que a gente precisa se apegar: ao que fica.

Quando se viaja sozinha, você tem duas opções: ficar realmente sozinha, ou se abrir ao outro. A escolha é sua. E eu te garanto: é tão bom se abrir, ouvir, conhecer, trocar experiências… De cada viagem que fiz, trouxe com carinho pelo menos uma pessoa no coração. A Fátima, do Uruguai; o Paul, da Irlanda (mas que eu conheci na Bolívia e depois reencontrei em Dublin); a Astrid, do México… Pessoas que eu me permiti descobrir e que quiseram me descobrir de volta. Saber mais de mim, do que eu faço, de quem eu sou, por que a gente como abacate com açúcar e não com pimenta, ou por que a gente bebe cerveja tão gelada. Pessoas que dividiram suas viagens comigo e seus momentos de descoberta. Que anos depois, continuam me mandando mensagens de parabéns no Facebook, ou quando veem alguma notícia relacionada ao Brasil, que me receberam em suas casas em outra oportunidade e que me deram o prazer de recebê-las na minha quando vieram para cá.

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Viajar sozinha é perder a vergonha de sentar sozinha em um bar e pedir um drink. Em São Paulo, não me importo de fazer praticamente tudo sozinha: ir ao supermercado, ao cinema, às compras, passear no parque, almoçar… Mas ir ao bar sozinha não é algo fácil para mim. E foi em uma das minhas viagens que eu percebi que era hora de superar esse medo bobo (ou eu ia ficar sozinha naquela noite, porque meu host do Couchsurfing ia trabalhar até tarde).

E lá fui eu, munida de um livrinho, sentar no bar, pedir um Mojito, uma porção de fritas e ficar lá, lendo. Tem gente que te olha estranho, sim, mas a gente aprende a relevar e vai descobrindo o quão prazeroso esse momento pode ser. E de repente, seus pensamentos já pularam da leitura para aquele outro dia, ou para um filme que você viu e queria pensar melhor sobre o que achou…

Para as que têm medo, eu entendo. Não é fácil ser mulher nem na nossa própria cidade, onde a gente conhece as ruas, algumas pessoas, domina o idioma… Mas já ouviu aquela frase “vai com medo mesmo”? Então, vá! Quando o medo passa, a sensação que fica é incrível! Mas antes, planeje detalhadamente, procure informações e referências; faça um roteirinho com tudo o que você precisa (desde o endereço e telefone do hotel, até como fazer para chegar de metrô a algum museu) e leve impresso; deixe o telefone de contato do hotel com alguém aqui no Brasil e não descuide do seu copo na balada. Essas são, definitivamente, as recomendações mais importantes.
Desde o meu primeiro mochilão, eu já fui para outros sete países. Todos sozinha! Agora eu não deixo de fazer seguro saúde, levo cartão extra do banco, compro ingresso de pontos turísticos com antecedência, aprendi a equilibrar o dinheiro, a como comprar a passagem mais barata…

Quando se trata de viajar, tem coisa que a gente precisa mesmo quebrar a cabeça e a cara pra aprender – e depois não errar mais. Comigo foi assim e, provavelmente, com você também será. As outras coisas, a gente aprende em um monte de blog e site que existe na internet dando dicas, conselhos, ensinando os melhores caminhos e roteiros…

O mundo é grande demais e a vida muito curta para dependermos dos outros. Se permita!

— ♥ —

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Organizando sua viagem – O que levar na mala de bordo

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Quando a gente vai fazer uma viagem super longa, ficando quase metade do seu dia dentro de um avião, pode ser bem necessário levar alguns itens de sobrevivência mais complexos do que uma simples bolsa de mão.

Pra situações assim, as malas de bordo são grandes companheiras: abrigam tudo que você precisa, inclusive itens de emergência e também eletrônicos e outras coisinhas frágeis que não queremos despachar.

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Mas, se só de ler estes dois primeiros parágrafos você já ficou meio perdida sobre o que levar, fique calma que vou te dar todas as dicas. É bem simples e vai ser super útil. Olha só:

  • Muda de roupa: colocar uma calça e uma blusa básicas é sempre bom. Se rolar algum imprevisto, como o extravio da sua mala principal, você vai ter uma roupinha a mais.

  • Sutiã e calcinha extra: mesma lógica do ítem anterior. Dá pra guardar direitinho no bolso interno da mala.

  • Casaquinho: pro frio do avião não te pegar desprevenida.

  • iPad, câmera, notebook, carregadores e eletrônicos em geral: como são coisas frágeis, na mala de mão eles ficam bem mais seguros do que se forem despachados.

  • Necessaires: para remédios, absorvente e outros produtos de higiene. Importante lembrar que em vôos internacionais não é permitido levar nada líquido acima de 100ml.

Pronto! Super simples, né?

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Vale lembrar que tem coisas mais pessoais que só você pode saber se são importantes ou não para serem incluídas. Por exemplo, se você curte aqueles travesseiros de encaixar no pescoço em viagens ou se não vive sem seu PS Vita, não deixe eles de lado.

;)

Ah, este modelo lindinho da Kipling, chamado Youri Spin 55, tem o tamanho certo do compartimento do avião, e ainda vem com bolsos e rodinhas pra deixar sua vida mais prática. Eu tenho, uso muito e amo. Além de ser uma mala linda!

E aí, as dicas foram úteis? Tomara que sim! =)

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Organizando a sua viagem – Necessaires!

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

Chegou mais um post para as viajantes de plantão! Desta vez vou dar dicas sobre como escolher sua necessaire, o que levar e como eu monto as minhas. Sim, eu sempre tenho no mínimo duas! hehe Mas não pensem que é exagero, é mais uma questão de organização mesmo.

Vamos lá?

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Como escolher sua(s) necessaire(s)

  • Invista em variedades de tamanhos. Ter uma mini, outra média e uma grandona é o ideal. Porque? Bem, é simples: Organização. Além disso, se você fizer uma viagem de poucos dias, pode optar por levar só a média, por exemplo.
  • Este modelo grandão tipo frasqueira é o Marize. E este modelo triplo é o Laka. E esta combinação junta é amor demais. Você não precisa de mais nada.
  • Preste atenção se é o material é maleável. Assim, se ela não tiver cheia, não ocupa espaço desnecessário na mala.
  • Preste atenção se o material é resistente a água ou impermeável. Se alguma coisa vazar, é bom que não vaze tudo na mala toda, né?

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Como montar a sua necessaire e não esquecer nada

  • A técnica que eu acho que mais funciona é: Faça um checklist de toda a sua rotina diária de beleza (incluindo make) e higiene. Pegue todos os produdos que você usa no seu dia a dia e separe. Depois olhe para aquilo tudo e separe o que dá pra viver uns dias sem. Por exemplo, vamos supor que você esfolie sua pele toda semana no banho. Será que vai ter vontade de fazer isso durante a viagem?
  • Agora faça um checklist de hábitos mais esporádicos, do tipo: pinçar a sobracelha, usar cotonetes, tomar remédios quando precisa. Você não usa estes produtos todo dia, mas eles são necessários na sua vida, certo? Separe tudo que conseguir lembrar e faça a mesma auto análise do que realmente pode ser dispensado.
  • Pense na que está levando na mala, quais as coisas que você vai fazer durante a viagem. Exemplo: Se tem um casamento pra ir e sabe que seu sapato machuca, não esquece os esparadrapos.
  • Por último e não menos importante: tente levar o máximo dos seus itens em versão miniatura. Se não tiver pra vender assim, é só comprar os frasquinhos vazios e preencher com o que você quiser!

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O que eu levo na minha necessaire

  • Cabelos: Pente, shampoo 2 em 1 ou shampoo em barra (que não tem risco de vazamento) + condicionador. Levo também algum produto fixador e algum outro pra dar cara de brilho. Escolho pelo tamanho da embalagem.
  • Higiene: Sabonete, lâmina, desodorante, escova e pasta de dente, absorventes.
  • Cuidados com a pele: hidratante, os meus produtos de cuidado diário com o rosto, protetor solar, demaquilante e algodão.
  • Farmacinha: levo os remédios que tô mais acostumada a tomar quando tenho alguma coisa simples, do tipo dor de cabeça ou alergia, ou gripe.
  • Maquiagem: sempre levo meus itens básicos de maquiagem do dia a dia e incluo uma sombra, base e um batom diferentão se tiver planejando algum programa mais arrumadinho.
  • Extras: pinça, cotonetes, tapa olho (pra uma boa noite de sono), grampos e prendedores de cabelo, perfume, esparadrapo e band-aids.

 

E é isso! Parece difícil, mas depois que você organiza tudo vai perceber que facilita muito a sua vida e as chances de esquecer alguma coisa é quase nula. =)

Para ver mais dicas desta série em parceria com a Kipling é só clicar na tag “Organizando a sua viagem” logo ali em baixo deste post!

Estou torcendo pra que estes posts estejam sendo úteis pra vocês. Me contem nos comentários se estão gostando?

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Organizando a sua viagem – Como montar uma mala sem excessos (mesmo!)

Por Carol Guido / carol@gwsmag.com

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Aproveitando o clima de férias, nada mais justo que continuar nossa série de posts “Organizando a sua Viagem”, com um monte de dicas práticas pra te ajudar a não cair em furada, seja pra qual destino for.

No post de hoje vou falar um pouco sobre como montar sua mala perfeita, sem excessos e também sem esquecimentos.

O que levar

Primeiro de tudo, responda a estas três perguntas: Quantos dias você vai ficar? Qual a sua programação? Qual o clima no local?

Com estas três respostas em mente, vamos as dicas.

Comece pelas partes debaixo e sapatos

Eu costumo direcionar a minha arrumação pelas coisas que tem mais volume: parte de baixo (calças, shorts e saias) e calçados.

Para cada 3 dias de viagem, eu levo uma parte de baixo. Então se você vai ficar 15 dias em uma cidade de praia dá pra levar 3 shorts e duas saias, por exemplo. Se for num local frio, serão 3 calças normais e 2 leggings (ocupam menos espaço) ou 3 calças e dois shorts com meia por baixo.

A escolha exata de quais peças levar é com você, mas a dica é pensar naquelas fáceis de combinar com diferentes tipos de parte de cima. Então jeans é o melhor amigo, preto, cores planas em geral.

Falando de sapatos, sempre coloque um chinelo e um tênis do tipo que combina com tudo. O sneaker Kate preto da Kipling é um exemplo perfeito.

Daí, o seu terceiro par deve ser pensado de acordo com a sua programação. Se for sair à noite, leve seu par mais querido de baladas. Se for pra um local muito frio, leve aquela bota confortável. E por aí vai.

Tente se manter em dois pares + 1 chinelo. Este número é restrito, eu sei, mas sinceramente? Você tá viajando e curtindo a vida. Se já não faz sentido se preocupar se tá repetindo o mesmo sapato todo dia normalmente, imagina de férias?

Escolhendo as partes de cima, roupas para ocasiões especiais e extras

Agora que já temos partes debaixo e sapatos, agora é abrir o armário e ir experimentando suas blusas pra combinar com o que já está escolhido.

Para viagens em locais de calor, eu levo uma blusa por dia. Se for regata, eu até repito, mas fora isso, não. Mas isto é super particular. Tem gente que sua mais, outras menos. Escolha a quantidade de acordo com o que você se sente a vontade.

Se você curte vestidos, aconselho colocar eles como extras. Como é uma peça só, fica difícil usar 3x como você faria com uma parte de baixo, por exemplo.

E para festas e nights em geral, costumo separar o look completo e independente das roupas que já separei pro dia. Se der pra fazer economia de peças, ótimo. Mas não me preocupo muito com isso não.

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Roupa íntima, pijama, biquinis e meias

Levo sempre um pijama. Tá ótimo. haha

Meias: uma por dia.

Sutiãs: Sempre levo 2 cor da pele, um preto e um extra. O cor da pele vai com tudo e não marca. O preto é básico e pode dar um charme se aparecer. E o extra você leva de acordo com as necessidades dos seus looks. Tipo, como tem roupas que ficam boas com sutiã de costa nadador, por exemplo.

Calcinhas: uma por dia + 3 extras. Se tiver como lavar e pendurar, ótimo, leve menos. E preste atenção se tem algum look que só fica bom com uma calcinha específica e lembre dela.

Biquini: Se der, leve dois. Enquanto o de um dia seca, você usa o outro.

Bolsas

Levo uma grande pra todos os momentos da viagem e uma pequena pra festas ou pra saídas durante o dia que eu já estiver cansada do bolsão pesado.

Separando necessaires e acessórios

Esta parte ajuda muito a não esquecer de nada.

Faço 4 necessaires: uma de maquiagem, uma de cosméticos e higiene, outra de bijuterias e a última de eletrônicos, carregadores e etc.

Na de maquiagem eu coloco tudo que uso pra uma make básica. Daí acrescento um batom vermelho, um escuro, uma sombra mais básica e outra mais brilhosa e pronto.

Na de cosméticos e higiene a boa é você repassar mentalmente sua rotina diária de cuidados e ir colocando os produtos que usa.

As de bijus e eletrônicos é super pessoal. Vai na fé! haha

Organização e dicas finais

Basicamente sua mala já tá pronta! Agora é só colocar tudo lá dentro e até pra isso eu também tenho dicas sim senhora.

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– Dê preferência a malas que se expandem, ainda mais se for fazer compras. Sério, este recurso salva vidas. Este modelo da foto é a Youri Spin 78.

– Coloque roupas íntimas e meias em saquinhos separados. Eles se acomodam de boa naquele bolso interno da tampa da mala.

– Neste bolso também rola colocar cintos e lenços.

– Faça rolinhos com as suas roupas e crie uma primeira camada na mala com eles.

– Encaixe as necessaires e sapatos entre as roupas ou crie mais uma camada com eles.

– Necessaires com ítens que podem vazar: tem que ser impermeável!

– Coloque os carregadores no bolso interno da própria mala, pra economizar espaço e achar eles facinho.

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– Não esquece de fechar tudo com o elástico da mala! Ele ajuda sim as suas coisas a ficarem mais seguras. Já viu como sua mala é jogada pra cima e pra baixo antes de chegar na esteira?

– Use cadeados pra não ter supresas desagradáveis. E dê preferência aos TSA, que são aprovados pelas polícias dos aeroportos de todo o mundo.

– Identifique sua mala com nome e contato. Se alguém pegar ela por engano, ainda tem alguma chance de você ter de volta. E muitas companhias também exigem isso.

Ufa!

Agora quero saber se vocês realmente vão colocar tudo em prática na próxima viagem. Me contem?

Pra ler os posts anteriores desta série é só clicar na tag amarelinha ali em baixo “organizando sua viagem”.

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