A cor do ano 2015 Marsala é perfeita para o inverno!

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Desde os anos 90 a Pantone tem como tradição selecionar “a cor do ano” e essa cor é usada na indústria da moda, cinema, decoração, publicidade… A Pantone é uma empresa conhecida no mundo inteiro por seu sistema de cores, criado em 1963 e utilizado até hoje como referência em gráficas. Todos os anos, a empresa lança um guia de cores baseado na luminância, ou seja, são várias cores que variam entre tons mais claros e mais escuros. A Pantone é uma das maiores ditadoras de tendências no universo da moda e do design e eles escolhem as cores observando as pessoas, os comportamentos, a sociedade, o consumidor. Com esse trabalho de “coolhunting” detectam preferências para o próximo ano. Um trabalho de muita pesquisa.

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Para 2015 a aposta deles é a cor marsala! O tom, que fica entre a cor vermelha e a cor vinho, puxando para o marrom, leva o nome de um vinho italiano, e na verdade pode ser considerado um revival da cor “burgundy” que a gente viu há algumas temporadas atrás.

As cores possuem energia e capacidade de transmitir sentimentos. A marsala estimula a confiança e estabilidade e por ser uma cor quente, tem um ar de mistério, elegância e sofisticação. A cor também funciona super bem nessa onda normcore, já que ela fica perfeita combinada com as cores básicas branco, preto e cinza e perfeita com jeans.

O que eu mais gosto na cor é que ela ilumina e levanta qualquer look e sempre dá aquela pitada glamurosa, mesmo se for em uma combinação de t-shirt e calça jeans.

Curtiu e já quer marsala no seu guarda-roupa? A pouco tempo, o shopping virtual Shoes4You entrou em contato com a gente sobre possíveis parcerias. E eu adorei conhecer o site porque lá tem muita coisa legal! O diferencial é que não é só uma loja de roupas online, mas um agregador das melhores lojas, ou seja, a Shoes 4 You já faz a curadoria pra você. Nele você pode pesquisar em várias lojas virtuais diferentes. Das pequenas às grandes, das mais baratas até as mais carinhas. Por isso, ele é perfeito para essas buscas específicas. Olha quanta coisa Marsala achei por lá:

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1- Tênis Nike Wmns Air Max 90 Essenti R$ 399,90

2- Calça Sarja Coca Cola Jeans Skinny R$ 198,00

3- Bolsa DAFITI ACCESSORIES R$ 179,90

4- Sapatilha Moleca R$ 69,90

5 – Short Sarja Colcci Reta Daria R$ 104,99

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Por que as marcas de luxo têm colocado mulheres reais e mais velhas nas suas campanhas?

Por Girls With Style / gws@gwsmag.com

Por: Giuliana Mesquita

Talvez seja uma surpresa para alguns que marcas como Céline, Saint Laurent Paris, Givenchy e Nars estejam abrindo mão de modelos super retocadas e escolhendo mulheres mais reais para estrelar suas campanhas. Mais do que nunca, as marcas mostram uma vontade de se relacionar com mulheres mais maduras, inteligentes, com personalidade, empregos, hobbies, características suas (e só suas) e, porque não, defeitos. Afinal, existe alguém que é perfeito 100% do tempo, assim como nas campanhas?

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Trazer o mundo da moda mais perto do mundo de suas consumidoras é uma maneira inteligentíssima de criar vínculos com suas clientes (coisa que as marcas querem – e precisam! – fazer). Fazê-las sentir parte desse mundo – que elas já fazem parte, por serem consumidoras de artigos de luxo – que parecia inatíngivel.

Pensando nisso, Phoebe Philo colocou Joan Didion, escritora de 80 anos que a estilista adora, na campanha de verão 2015 da Céline. Na Saint Laurent, Hedi Slimane fotografou Joni Mitchell para o seu Music Project. Na Givenchy, Julia Roberts, que não precisa de retoques para ser uma linda mulher. Em vez de uma modelo de pele perfeita, sem rugas ou marcas de expressão, a Nars escolheu Charlotte Rampling para a campanha de sua nova linha de batons. “Seus olhos azul-piscina são cativantes, daquele jeito vilã do James Bond, bonito-mas-volátil, e isso seria verdade se ela estrelasse a campanha aos 68 ou aos 24 anos de idade”, disse François Nars ao WWD ao justificar sua escolha. O dono e fundador da marca de maquiagem é um dos principais apoiadores da beleza e da mulher.

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Esse approach pode parecer arriscado, mas é bem vindo em um mundo em que retoques acabam transformando modelos em mulheres irreais, inatingíveis e em que nada se relacionam com uma mulher da vida real, que trabalha, sai, bebe cerveja, tem insônia e retoca a maquiagem no carro e envelhece. Isso significa reconhecer (e enaltecer) as características pessoais de cada uma de nós.

Desde o desfile da Chanel de verão 2015, em que Karl Lagerfeld colocou as modelos em uma avenida parisiense protestando, com placas que diziam “Women’s Right Are More Than Alright” e “Ladies First”, muito se fala sobre feminismo na moda. E muito se fala sobre os dois assuntos não se encaixarem. Diferente do feminismo da segunda metade da década de 60, em que as mulheres queimavam sutiãs para reivindicar  nossos direitos, o feminismo do século XXI não tem cara. A feminista pode gostar de moda, usar batom, saia curta, camiseta rasgada ou cabelo desgrenhado; desde que se sinta confortável assim. Nossas características pessoais nunca foram tão enaltecidas – e a moda, agora, faz coro. Mais do que o desfile-protesto-angariador-de-likes de Karl Lagerfeld, essa sim é a cara do feminismo de 2015.

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Além da Androginia: A distinção de gêneros está cada vez menor na moda

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

A androginia na moda pode não ser nenhuma novidade, principalmente no guarda-roupa das mulheres. Já em 1920 por exemplo, a estilista Coco Chanel investiu em suas coleções, roupas que até então, eram desenhadas exclusivamente para homens. (Falo mais disso no post: A volta da estética e do comportamento feminino dos anos 20). Já em 1940, a atriz Marlene Dietrich explorava o guarda-roupa masculino, usando calças compridas, terno e gravatas.

Garotas sempre garimparam na seção masculina e logo, esse estilo ganhou nome e ficou conhecido como tomboy, caracterizado por peças masculinas clássicas e sociais. Anos depois, o estilo ganhou um irmão, o boyish, com foco em peças masculinas de pegada street, mais modernas e despojadas.

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Mas quando essa distinção de gêneros começou a dar sinais que chegaria ao guarda-roupa masculino? Eu diria que os anos 70 teve e tem, um papel muito importante nessa história. Foi quando a roupa se consolidou como uma plataforma de manifestação contra o sistema, uma revolução cultural. A década de 1970 lançou o primeiro movimento antimoda, fazendo com que as tendências da rua, fossem assimiladas para a passarela e não mais ao contrário. Foi nos anos 70 que tivemos David Bowie, com seu personagem andrógino,  Ziggy Stardust, foi nos anos 70 que homens começaram a usar cor novamente e colocaram no armário peças amarelas, lilás, vermelhas…  algo que não era comum desde os anos 20. Foi nessa época também o início das peças unissex, ou seja, peças feitas para serem usadas pelos dois sexos, como por exemplo, a famosa calça boca de sino.  Hoje em dia está cada vez mais comum encontrarmos homens na seção feminina, atrás da calça skinny perfeita ou de peças mais ajustadas. Uma das pessoas nos dias de hoje que representa mais essa quebra de gêneros seria a cantora Conchita Wurst.

Mas passar de androginia, peças unissex para a anulação total do “para meninas” e “para meninos” é um longo caminho. Mas acredite, está sendo traçado. Setembro do ano passado, dei uma entrevista sobre isso para o site Delas, do IG, falando que cada vez mais eu observava que as pessoas não se importavam mais se era feito para o sexo masculino ou feminino, se elas gostavam, elas usavam.

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Esse movimento está ficando tão forte, que não foi surpresa quando em janeiro desse ano, na semana de moda de Milão, Miuccia Prada apresentou sua coleção de inverno masculina e pré-fall feminina juntas e colocou na passarela da Prada, elementos femininos e masculinos mesclados de forma nada óbvia e com um objetivo claro: Acabar com divisão de peças de homem e peças de mulher. Além disso, na cadeira dos convidados, um manifesto, pela discussão dos gêneros na moda. Well done Miuccia. Mas a Prada não foi a única grife a seguir esse caminho. De uma forma muito mais clichê, mas ainda sim levantando o mesmo tema, tivemos na mesma semana de moda masculina em Milão, Gucci e na Empório Armani, homens maquiados.

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Para quem acha que a mudança só está nas passarelas, a loja de departamento inglesa Selfridges anunciou semana passada que vai abolir o conceito de seção masculina e feminina, tornando todas as suas roupas, unissex. A novidade não para aí: Eles também vão abolir os manequins de homens e mulheres, e vão apresentar as peças na vitrine de uma forma diferente. A Selfridges sempre foi precursora. Em 1909, foi uma das primeiras lojas a reunir as mulheres de elite com as mulheres pobres. Além disso, também se posicionou a favor do voto feminino em 1910.

O que a gente espera é que seja um caminho sem volta, e que um dia, não seja possível determinar o que é “roupa de homem” e “roupa de mulher” e que a moda seja livre, como a vida deveria, para ser e vestir o que quiser, sem julgamentos.

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O movimento neo hippie e a volta das peças em crochê que são a aposta certeira para o verão 2015

Por Nuta Vasconcellos / nuta@gwsmag.com

Parece que tudo que a gente considerava coisa de “vovózinha” está ganhando uma nova cara. Vocês lembram que fiz um post falando sobre o novo bordado? E de como essa arte que parecia ultrapassada está sendo reinventada por uma nova geração de mulheres?

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Agora, outra tradição das antigas está sendo repaginada e ganhando status fashion. As peças “handmade” são o que há de mais atual e desejo no momento. A moda sempre busca referências em outras épocas e dá uma repaginada em inspirações antigas. Nessa temporada, o clima de anos 70 ganhou as passarelas  e agora vão invadir seu guarda roupa: os biquínis, maiôs e tops cropped de crochê estão de volta neste verão!

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Na década de 70, o crochê fazia parte da cultura hippie, seguindo uma moda mais livre, natural e despreocupada. Em 2015, o crochê está representando a mesma coisa. A moda está resgatando esse desejo de liberdade, de natural, do feito a mão e acredito que por conta disso, as peças desse material estão ganhando destaque.

Esse revival já conquistou principalmente adeptas do estilo boho, cada vez mais confortável e despretensioso mas não menos estiloso. Eu sempre acredito que tendências de moda estão ligadas a movimentos sociais, mesmo que de forma sutil. A volta do crochê, pra mim, não representa só a volta de peças usadas nos anos 70. Acredito também que o espírito hippie dos anos 70 está cada vez mais forte nessa nova geração. O nome dado para esse movimento é “neo hippie” um movimento que vem crescendo desde 2008 dominando a cabeça dos jovens de nossa Geração Y. Esses jovens trazem consigo os valores e ideias do movimento hippie que aconteceu nas décadas de 60 e 70.

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O movimento neo-hippie tem muita criatividade musical, amor e comportamento livre, sendo que cada vez mais tem se manifestado através da moda. Ele recomeçou nos EUA por conta das guerras anunciadas pelo presidente Bush contra o Oriente Médio e o abuso dos poderes capitalistas e governamentais no país. Esse movimento que vem crescendo e se espalhando pelo mundo, ganhou uma definição do escritor argentino Alejandro Rozitchner: “Ser neo-hippie significa ser informal, aventureiro, esteticamente livre”.

Os jovens neo-hippies estão se mudando cada vez mais para o campo, junto com os amigos, saindo das cidades grandes e indo morar em casas ou condomínios sustentáveis, que já estão sendo construídos no Brasil em inúmeras cidades, com sistemas hidráulicos inteligentes que re-utilizam a água para regar a horta ou o pomar, com telhados de barro para plantar jardins suspensos, sensores de luz para economizar energia e placas de captação de energia. Uma pessoa que se considera neo-hippie procura utilizar meios de locomoção alternativos para poluir menos o ambiente como bicicletas e também procuram ter uma alimentação mais natural e orgânica. Quanto mais natural a origem do alimento for, melhor para a saúde e equilíbrio espiritual. Os neo-hippies também acreditam em uma moda mais justa e são adeptos do slow fashion.  Por conta desse novo movimento social que está ganhando cada vez mais força, podemos esperar grandes mudanças na moda: Principalmente um retorno aos materiais naturais e trabalhos manuais.

O que eles buscam é qualidade de vida, é encontrar a si mesmos através do que fazem, realizar um mundo melhor.

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